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29 agosto 2018

Onde e como investir dinheiro? Veja o que a economista do SPC Brasil indica para fazer seu dinheiro render ainda esse ano

como investir dinheiro

Você sabe como investir seu dinheiro? O Indicador de Reserva Financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que cerca de 25% das pessoas que guardam dinheiro, em vez de aplicar, mantém a quantia dentro da própria casa, opção arriscada por questões de segurança e negativa do ponto de vista da rentabilidade, uma vez que o dinheiro fica parado sem render juros.

Já a poupança é utilizada por 60% dos brasileiros que guardam algum valor, embora apresente rentabilidade mínima quando comparada a outros investimentos.

Mas, então, como investir dinheiro com segurança e, acima de tudo, obter uma boa rentabilidade? Buscar informações é fundamental, principalmente para encontrar uma instituição que tenha boa credibilidade no mercado financeiro, com registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É o que orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Também é importante diversificar os investimentos. “Se o investidor deixa tudo em uma única aplicação, o risco de sofrer grandes perdas se houver algum problema inesperado é maior. Além disso, na hora de investir é preciso ter objetivos muito claros e bem definidos, principalmente em relação a quanto tempo o dinheiro pode ficar aplicado e para qual finalidade, ficando atento ao nível de risco e às possibilidades de retorno”, diz.

Conheça as principais aplicações e escolha a melhor para suas necessidades

Decidir onde e como investir dinheiro nem sempre é uma tarefa fácil. Se você é leigo no assunto, o ideal é buscar ajuda profissional para, antes de tudo, entender os diferentes perfis de investidores e identificar as aplicações mais compatíveis com o seu perfil. Marcela aponta o caminho:

Poupança

A poupança é o mais comum e o mais democrático dos investimentos, mas está longe de ser o mais rentável. Até maio de 2012, a chamada “velha poupança” tinha rendimento de 0,5% ao mês mais a TR (taxa referencial), que é calculada todos os meses pelo governo e está relacionada à taxa Selic.

Depois de maio de 2012, a regra só permanece a mesma quando a taxa Selic está acima de 8,5%. O problema é que, atualmente, a taxa Selic é de 6,5% e, nesse caso, o rendimento da poupança passa a representar 70% da Selic. Ou seja, quanto menor a taxa Selic, menor a rentabilidade da poupança.

“Apesar disso, investir na caderneta é fácil, rápido, de baixo risco, alta liquidez e não possui limitações para o investimento inicial e demais aportes, possibilitando que o investidor direcione até mesmo quantias bastante pequenas para a aplicação. Então, caso a pessoa nunca tenha investido antes e precise começar por algum lugar, a poupança pode ser uma boa opção”, explica Marcela.

CDB, LCA e LCI

O Certificado de Depósito Bancário (CDB), a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) estão entre alguns dos rendimentos de Renda Fixa mais conhecidos.

“Ao comprar um desses títulos, você está emprestando dinheiro ao seu emissor, normalmente uma instituição financeira. Em troca, recebe uma remuneração na forma de juros. Essa remuneração pode ser pré ou pós-fixada, ou seja, com uma taxa de juros anual fixa ou atrelada a algum indexador, como o CDI (que fica bastante próximo à Selic) ou o IPCA (inflação)”, detalha Marcela.

A economista-chefe do SPC Brasil alerta ainda para o fato de que, para investir nessas modalidades, é muito importante ter em mente o objetivo daquele dinheiro. Esses papéis rendem mais do que a poupança e são uma boa alternativa para investidores mais conservadores, mas ao comprar um desses títulos seu dinheiro fica imobilizado por um período pré-determinado, e você não pode resgatá-lo antes do prazo de carência. “Isso quer dizer que, no momento de fazer sua aplicação é muito importante ter em mente o objetivo daquele dinheiro”, diz.

Vale lembrar que LCI e LCA são isentos à cobrança de imposto de renda, enquanto CDB não.

Fundos de renda fixa

Como investir dinheiro em renda fixa? Entenda: esses fundos reúnem o capital de diversos investidores e o utilizam para realizar aplicações respeitando uma política específica de investimentos. O dinheiro aplicado é convertido em cotas e dividido entre os cotistas, de acordo com o valor investido por cada um.

“Os fundos de renda fixa possuem rendimentos mais constantes e previsíveis do que os fundos de ações, por exemplo, além de normalmente possuírem investimentos iniciais mais baixos”, explica Marcela.

“Mas com a queda da Selic, os fundos atrelados à renda fixa também têm remunerado menos do que no passado. Isso quer dizer que é ainda mais importante o consumidor ficar atento às taxas e remunerações cobradas pelas administradoras antes de investir”, completa. Esse tipo de aplicação possui ainda o chamado “come-cotas” – a cobrança do imposto de renda é feita semestralmente e não apenas no resgate, como nos títulos de renda fixa. Isso é ruim porque o dinheiro recolhido a cada semestre poderia ficar mais tempo rendendo juros para o investidor. Vale ficar atento também a este ponto!

Tesouro Direto

Essa modalidade de investimento está se popularizando cada vez mais entre os novos investidores. O Tesouro Direto também é um título de renda fixa, e permite que o investidor empreste dinheiro para o governo brasileiro e receba no futuro os juros pelo empréstimo feito. “O valor mínimo para as aplicações é bastante acessível (R$ 30), e para investir no Tesouro Direto basta possuir CPF e abrir conta em uma corretora habilitada a operar títulos públicos”, explica Marcela.

Descubra como funciona uma corretora de valores

Mesmo que essa aplicação seja segura, é importante ter em mente o período pelo qual o dinheiro pode ficar aplicado. “Caso a intenção seja manter uma reserva para curto prazo, como uma reserva de emergências, onde pode ser necessário retirar o dinheiro da aplicação a qualquer momento, o Tesouro Selic é a melhor opção, já que possui baixa volatilidade. Para o caso de investimentos com maior tempo de duração, pode optar pelo Tesouro IPCA”, conta.

Ações

O investimento em ações de empresas é uma modalidade da qual se ouve falar muito, mas que poucos conhecem a fundo. Para tanto, também é necessário ter conta aberta em corretora e, para os leigos, pode ser mais garantido contar com ajuda de especialistas que conheçam melhor as oscilações do mercado, pois podem haver perdas financeiras.

“A ação representa uma fração da empresa na qual você está investindo, ou seja, ao comprar uma ação é como você se tornasse sócio daquele empreendimento. A partir desse momento, se a empresa tem lucro, você ganha com isso e, por outro lado, se ela tem prejuízo, você também participa dele”, explica.

Se ainda assim, você quer tentar, minimize os riscos: adquira ações de empresas sólidas e não tenha pressa de vendê-las, já que as variações no curto prazo são constantes.

Existem ainda os fundos de ações, uma opção para minimizar os riscos, já que o seu capital será gerido por uma administradora especializada no mercado de ações e com bastante conhecimento para fazer as escolhas mais acertadas. Porém, eles cobram taxas elevadas de administração, fique atento! E jamais coloque todo o seu dinheiro nessa modalidade.

Tire todas as suas dúvidas sobre investimentos

Dólar

Apesar de parecer ser uma forma segura de ver o dinheiro se valorizar, comprar qualquer moeda e mantê-la guardada em casa não é recomendável. “O mercado de moedas no geral apresenta muita especulação e, portanto, está sujeito a grandes oscilações. Além disso, a pessoa não estará ganhando juros ou rendimentos sobre o dinheiro”, explica Marcela.

Esse tipo de situação só vale a pena caso esteja programando algum gasto naquela moeda para o futuro – uma viagem para o exterior, o filho ir estudar fora ou a compra de um item estrangeiro, por exemplo. Neste caso, ao comprar moeda, você estará se preservando das possíveis variações que ela pode apresentar.

Para investir de fato neste mercado, existem os fundos cambiais, em que 80% da carteira estará alocado em ativos atrelados a moedas estrangeiras – o que permitirá que a pessoa ganhe ou perca dinheiro de acordo com as variações do real. Porém, o investimento em câmbio é considerado complexo e de alto risco. Para não perder dinheiro com ele, é necessário ter bastante conhecimento do mercado.

Bitcoins e outras criptomoedas

A emissão de bitcoins e moedas similares não é controlada por nenhuma instituição centralizadora, como o Banco Central. Assim, uma pessoa pode adquirir comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender itens ou serviços.

Ela é guardada em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra no site. O consumidor recebe um código com letras e números, chamado de endereço –, é este número que deve ser usado quando ele quiser comprar algo em um site ou estabelecimento que aceite a moeda. Tanto a identidade do comprador quanto do vendedor são mantidas no anonimato, ficando registrada somente a transação.

Entenda: quando o investimento é feito em uma corretora tradicional, é possível verificar se o título está de fato atrelado ao seu CPF. Ou seja, se a corretora falir, há uma segurança jurídica para você. No caso das criptomoedas, se a corretora abre falência ou se há algum problema operacional, como ataque de hackers, o dinheiro está anônimo, não há como provar que é seu. Ainda existem altas taxas para uso do serviço.

Trata-se de um investimento de altíssimo risco, já que é muito volátil e você fica descoberto em caso de fraudes e problemas operacionais. E, por não ser regulamentado no Brasil, não é recomendado por especialistas.

Saiba mais sobre Bitcoins

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