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20 setembro 2017
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Chamada de cashback, a tendência garante que, depois de uma compra, você receba parte dos gastos de volta. Entenda e saiba usar

Pare e pense na cena: você vai abastecer seu carro e coloca R$100 reais de combustível. Alguns minutos depois, parte do dinheiro investido volta para você. Parece uma boa ideia, não? É mais ou menos essa a proposta dos aplicativos que prometem devolver seu dinheiro gasto em estabelecimentos credenciados.

Chamada de cashback (dinheiro de volta, em inglês), a ideia funciona assim: o usuário recebe de volta parte do que gastou em uma loja parceira do programa, seja na forma de crédito no aplicativo para utilizar em outras lojas parceiras ou como dinheiro, diretamente na conta corrente. Para isso, é só usar a maquininha certa, ou seja, aquela que registra que você está usando o app para fazer a compra.  Entre as lojas participantes, as mais diversas: postos de gasolina, restaurantes, bares e até lojas de roupas e acessórios.

Para aderir é só baixar o aplicativo, se cadastrar e começa a usar.   Por exemplo: se você vai a um restaurante e gasta R$60 em um parceiro que oferece 10% de cashback, terá de volta R$6. O que muda, normalmente, é a forma com que cada aplicativo funciona. No Méliuz, um dos mais famosos, o dinheiro é devolvido diretamente na conta corrente do usuário, sem custos adicionais. Para o Be Blue, o cashback pode  ser usado apenas em outras lojas cadastradas. Nada mal, não é?  E a moda está tão difundida que é possível encontrar usuários que ganham um dinheiro considerável com seu uso. “Eu comecei a usar esses aplicativos há 3 meses. O importante é ter disciplina para escolher os estabelecimentos parceiros com sabedoria. Na semana passada, por exemplo, eu precisava colocar gasolina no carro. Para isso, pesquisei as promoções nos apps e fui no posto que oferecia a mais interessante. Dos R$100 que coloquei, ganhei R$10 de cashback”, conta Renata Canolli, que já conseguiu recuperar até R$150 em um mês e já encontrou promoções que chegam a 50% de retorno do dinheiro.

Para Victor Barboza, educador financeiro, empreendedor e fundador da GFC, Gestão Financeira Criativa, o cashback está ganhando adeptos porque é uma opção financeira justa. “Por um bom tempo, o principal programa de recompensas e fidelidade, por assim dizer, eram as milhas. O problema é que esse tipo de programa induz as pessoas, muitas vezes,  a adquirirem produtos ou serviços que não precisam e, em alguns casos, gastarem dinheiro em coisas que não estavam no orçamento, como por exemplo os custos com uma viagem adquirida por milhas. Já o Cashback traz como benefício o resgate em dinheiro”, explica.

Mas, então, usar esses aplicativos é sempre uma boa ideia? Para Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, é importante tomar alguns cuidados como, por exemplo, se controlar para não comprar algo que não precisa apenas porque vai receber uma parcela do valor de volta. Abaixo, tudo que você precisa fazer antes de usar esses aplicativos:

Escolha o app certo

Existem diversos aplicativos que trabalham com essa política e estão ficando cada vez mais populares. Para escolher qual dos aplicativos usar, é importante que o usuário veja quais são as lojas parceiras de cada um deles. Afinal, o ideal é usar o aplicativo em estabelecimentos que ofereçam produtos interessantes para você, certo? Mas, claro, nada impede que você baixe mais de um aplicativo e fique atento às ofertas, assim amplia ainda mais seu número de opções.

Fique de olho nas REGRAS

Com o Cashback, é possível resgatar quantias interessantes de dinheiro. Muita gente já tem esse hábito de resgate como uma rotina mensal, afinal já existem aplicativos com mais de 1.000 estabelecimentos cadastrados, sendo eles lojas online ou até estabelecimentos físicos. Por isso, avaliar se o aplp devolve dinheiro após a compra – e não apenas pontos para serem usados dentro da plataforma, pode ser um critério interessante para ajudá-lo a escolher o aplicativo ideal para você. Além disso, é fundamental ficar atento às políticas da devolução: valor mínimo para ser resgatado, quanto é o percentual médio de resgate, se há prazo de expiração, entre outros detalhes.

Não compre sem precisar

Como dito anteriormente, é preciso controlar o impulso de compra. Apesar de ser um resgate de dinheiro, é importante que o usuário não acabe se incentivando a fazer mais compras e gastar mais do que pode.

Fique atento com as ofertas “tentadoras”

Há muitas ofertas que são feitas constantemente para atrair o consumidor. Além disso, esses aplicativos ativam o “push” do seu celular e as ofertas literalmente piscam na sua tela. Por isso, quando a oferta aparecer, é preciso avaliar se realmente precisamos do objeto ou serviço de desejo e também fazer uma comparação de preços para ver se realmente está compensando a compra.

4 aplicativos que valem a pena dar uma olhada:

Méliuz: com diversas empresas anunciantes, a startup disponibiliza cupons de desconto para uso nas lojas virtuais cadastradas e o cliente ao consumir nas empresas parceiras, tem parte do valor devolvido diretamente na conta bancária;

A Poup, atuante desde 2012, trabalha com mais de 100 lojas e oferece cashback em todas elas.  

A Cashola funciona da mesma maneira e devolve seu dinheiro diretamente na sua conta.

Beblue:  A plataforma não permite o saque do dinheiro retornado. Os valores permanecem como crédito dentro do aplicativo, e o usuário pode utilizá-lo em qualquer loja parceira.

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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