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20 dezembro 2017
consorcio
 Entenda, de uma vez por todas, qual é a hora de optar por esse investimento e por quê

Certamente você já ouviu falar em consórcio. Provavelmente quando surgiu a vontade de comprar um carro, ou até um imóvel. O problema é que às vezes fica difícil decidir se vale a pena ou não optar por ele, afinal, são muitas perguntas que surgem, não é mesmo? Vale a pena financeiramente? O que pode ser adquirido com um consórcio? Não vai demorar muito para eu ser contemplado? “Além de sanar essas dúvidas, é preciso ter em mente que alguns bancos são agressivos no oferecimento do produto e, mesmo sendo algo que pode trazer benefícios dependendo das condições, não pode ser comprado sem planejamento, afinal, é uma responsabilidade que está sendo assumida”, alerta José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.

Para responder todas essas perguntas, organizamos um bê a bá detalhado para quem precisa decidir se vai ou não vai se jogar de cabeça nesse tipo de investimento:

Afinal, como funciona o consórcio?

O consórcio é quando um grupo de pessoas querem comprar um bem e, na medida em que, mês a mês, todos os integrantes contribuem com uma quantia – a chamada parcela do consórcio, que inclui uma taxa de administração, uma parcela do bem e outras taxas definidas previamente em contrato –, um dos participantes pode ser sorteado e usar o montante recolhido para comprá-lo.

Além disso, é importante lembrar que a definição de quem vai ser contemplado é dada através de um sorteio ou quando um integrante do grupo dá um lance maior e fura a fila, já que, na verdade, ele está antecipando o pagamento de parcelas futuras.

Em outras palavras, alguns membros do grupo podem receber a carta de crédito mais rápido e outros apenas meses ou até anos depois, no final do consórcio. Vale dizer ainda que, mesmo quem é contemplado com a carta de crédito antes do fim do contrato tem que continuar pagando as prestações até o final.

Então você pode demorar para ter direito ao bem ou serviço?

Pode – e o tempo máximo também deverá ser definido por contrato. Por isso, antes de entrar, é preciso ter consciência de que o bem que será adquirido pode demorar para sair. Se você, por exemplo, precisa de um carro para o mês seguinte, muito provavelmente o consórcio não é a melhor opção.  Outro problema é se você não tem um planejamento financeiro em mente porque, ao fazer o consórcio, precisa pagar a prestação mensalmente por um tempo pré-determinado.

O que pode ser adquirido com um consórcio e onde posso adquiri-lo?

Imóveis, terrenos, veículos, máquinas, equipamentos e até mesmo serviços como uma viagem podem ser adquiridos através de um consórcio. O importante é entender bem o que está descrito no contrato firmado. “Neste momento vale, inclusive, checar no contrato se é possível desistir dele e o que acontece se isso ocorrer”, explica José Vignoli.  Para contratar um, você pode procurar seu banco, financeiras e administradoras de consórcio.

O dinheiro do consórcio pode ser usado para outras coisas?

Essa é uma questão muito importante a ser levada em consideração na hora da decisão. Poucos sabem, mas o valor aplicado em consórcios não precisa necessariamente ser usado para o objetivo predeterminado, podendo ser direcionado para comprar outro bem ou serviço que pertença a mesma categoria de grupo do seu consórcio. Ao ser contemplado, dependendo das condições do contrato, é possível, também, desistir do bem e utilizar o dinheiro da carta de crédito para outros fins, como investir em alguma aplicação. O mais importante, sempre, é avaliar muito bem o contrato antes de assinar e entender quais os seus direitos.

Vale a pena entrar em um consórcio?

A resposta continua a mesma: depende. “É verdade que o consórcio é uma forma de adquirir um bem pagando taxas muito menores do que as cobradas nos financiamentos em geral, mas não é um investimento”, explica Vignoli. É importante ter isso em mente na hora da decisão. Vignoli ainda completa: “se você tem disciplina para poupar, não é necessário pagar uma taxa de administração para que guardem seu dinheiro.

Além disso, tendo disciplina e aplicando todos os meses a quantia que seria destinada ao consórcio, o montante ao final do prazo muito provavelmente seria bem maior”.  Abaixo, veja uma simulação levando em consideração que seu dinheiro seja aplicado em uma poupança ou renda fixa:

Layout tabela alternativas

Por outro lado, mesmo não “rendendo”, a modalidade não deixa de ser uma boa opção para quem não tem a disciplina de poupar até juntar o valor necessário para comprar um bem à vista – o que ainda renderia descontos –  afinal, não permite o saque antes da contemplação, seja por meio de lances ou sorteios.

Então, se você não tem pressa em adquirir um bem, pode cogitar o consórcio, levando em consideração um ponto muito importante: “algumas pessoas que estão acostumadas a financiar, por exemplo, um veículo, podem ter no consórcio uma opção mais barata, mas sem prazo definido”, explica Vignoli. “Para quem não tem pressa nem disciplina para guardar dinheiro, o consórcio pode ser uma boa opção”. Abaixo, entenda melhor porque o consórcio vale a pena:

Layout tabela comparacao

Decidi fazer um consórcio. E agora?

Se analisou bem a situação e decidiu pela modalidade, lembre-se de conhecer bem sua real situação financeira porque é fundamental ter educação financeira para entrar no consórcio e seguir pagando as parcelas até o final. Para isso, faça um diagnóstico financeiro e defina como economizar dinheiro, quanto consegue pagar de parcela e como fará esse consórcio.

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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