63546354

11 agosto 2015

meubolsofelizinvestimento1

Descubra se você deve investir, onde seu dinheiro rende mais e quais os prós e contras de cada tipo de investimento

Só se fala em crise no país. Momento de incertezas e um alerta para se gastar menos em todas as áreas de nossas vidas está piscando. Então, com menos poder de compra e menos dinheiro sobrando porque seria um bom momento para investir? A explicação é simples: “é preciso economizar e fazer com que esse dinheiro guardado renda. Assim, se algum imprevisto surgir, essa reserva financeira pode servir como um colchão para amortecer a queda na sua situação financeira”, alerta Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil.

 
Além disso, na hora de decidir onde investir é importante levar em consideração a inflação do país que já atinge  quase 9 por cento. “Dessa forma, não adianta olharmos apenas para o rendimento do investimento. A poupança, por exemplo, rende entre  6,5 e 7,0 por cento ao ano, ou seja, fica abaixo da inflação. Consequentemente, você não está ganhando nada. Pelo contrário, está perdendo poder de compra”, alerta Marcela.

 

Por outro lado, não é o momento de correr riscos, e os investimentos Tesouro Direto e Fundos de Renda Fixa  como o CDB e LCI são boas opções porque são relativamente seguros e rendem mais que a Poupança enquanto investimentos em ações e dólares devem ser evitados por apresentarem maior risco. “O dólar está em alta e, mais volátil, tem variação muito difícil de prever, implicando inclusive em possibilidade de perda financeira. Além disso,  investir em ações, no momento, é um risco muito alto”, explica Marcela.  Ou seja, o cenário, tanto no caso das ações quanto do dólar,  pode mudar de direção rapidamente e o investidor, quando precisar resgatar seus investimentos, corre o risco de perder dinheiro porque o dólar ou as ações podem estar em queda.

 

Por fim, é importante identificar se está mesmo na hora de investir ou se, pelo menos por enquanto, deve usar o dinheiro que sobra no fim do mês para evitar mais problemas, como o pagamento de dívidas.

 

Os tipos de investimento ideais na crise
Tesouro Direto:

O investimento em papéis do Tesouro Direto é um empréstimo ao Governo Federal que tem, como contrapartida, o pagamento de juros.  É feito pela internet (http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto), sem que o investidor fique sujeito às taxas de administração cobradas pelos bancos e fundos de investimentos e tem rendimentos mais altos que chegam a 13 por cento, dependendo do tipo de papel. Além disso, a liquidez é imediata e o dinheiro pode ser retirado quando necessário. “Mas vale lembrar que  sua rentabilidade está condicionada à data de vencimento do título e o resgate antes do tempo significa menos rentabilidade”, explica Rafael Carrenho, CEO da Beconomy, fundo de investimentos.

 

Produtos de renda fixa:

São aplicações  que possuem remuneração paga com condições pré-definidas. “Muitas vezes eles remuneram bem, mas o dinheiro fica preso por um período e o investidor não pode resgatar até a data limite. Por isso, vale checar sua liquidez com o gerente antes de investir”, aconselha Rafael. Alguns exemplos de investimentos de renda fixa:

 

•CDB (Certificados de Depósito Bancário): São títulos nominativos emitidos pelos bancos e vendido ao público como forma de captação de recursos. O investidor faz um empréstimo à instituição financeira que emite o título e recebe juros pela operação.

 

•LCI (Letras de Crédito Imobiliário): São títulos emitidos por bancos para financiar o setor imobiliário com rentabilidade pré-fixada e livre de Imposto de Renda.

 

Quanto investir por mês

Faça uma planilha comparando o quanto ganha com seus custos fixos mensais e coloque uma meta para poupar todos os meses. “Não esqueça de levar em consideração todos os pontos listados na matéria e calcular quanto sua escolha de investimento vai render”, conclui Rafael. Aqui, vale lembrar, também, que qualquer valor investido pode render. “Se hoje você investir R$50 ao mês, por exemplo, pode ter, no fim de 1 ano, mais de  R$500”, exemplifica Marcela.

 

Quando você NÃO deve investir

É isso mesmo. Existem algumas situações onde você não deve investir, afinal, nenhum tipo de investimento vai render mais do que os juros de, por exemplo, uma parcela em atraso. Por isso, se você tem alguma dívida atrasada ou que incorre juros, antes de reservar um dinheiro para qualquer tipo de investimento, se organize para quitá-la o quanto antes.

 

No caso de dívidas à prazo, mas que estão sendo pagas em dia e com juros fixos, vale investigar se, caso sejam quitadas antes do fim do contrato, você conseguirá economizar. Isso porque,  em tempos de crise (SELIC a 14,5 por cento), qualquer tipo de parcelamento tem um juros alto embutido no valor da parcela. “Mesmo embutido no valor da parcela, esse juros existe. Então, se no final do mês sobrar algum dinheiro, o ideal é verificar com o credor o tipo de desconto que ele pode conseguir se as parcelas forem adiantadas”, aconselha Rafael. A não ser que com esse adiantamento de pagamento nada mude no valor do contrato, a melhor alternativa é tentar antecipar o pagamento e diminuir os juros do financiamento. “Não é recomendado investir dinheiro quando se possui uma dívida em aberto”, conclui Rafael.

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

Veja também

mbf_banners_portal_223x86_05
Entenda os cartões de crédito pré-pagos
Saiba como funciona e aprenda a tirar proveito dessa alternativa Pense no seu cartão de débito. Agora imagin  [...]
ceia-barata-mbf
Garanta uma ceia de Natal barata e deliciosa!
A reunião familiar no dia 25 de dezembro é um dos momentos mais esperados do ano, mas organizar o evento nã  [...]
ferias_imagemNoticia
Veja como organizar as férias de julho de forma barata!
Entenda como se organizar, aproveitar suas merecidas férias e ainda ficar em dia com o orçamento.  [...]