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01 outubro 2015
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A maioria dos brasileiros já usou ou usa uma dessas modalidades. Então, conheça os prós e contras de ambos e saiba usá-los com sabedoria

A dica é recorrente: tome muito cuidado com o cheque especial e com as altas taxas do cartão de crédito. Mas, será que essas duas modalidades não tem nenhuma vantagem? Afinal, como são cobrados os juros? E quando devemos usá-los, já que eles existem?

Para desvendar as dúvidas sobre o Cheque Especial e o Cartão de Crédito, alternativas muito usadas pelos brasileiros, algumas vezes de forma errada, o Portal Meu Bolso Feliz elaborou esse Guia com perguntas e respostas sobre essas duas opções de crédito. Vamos lá?

Cheque Especial

O que é: “É um dinheiro que o banco coloca à sua disposição para quando você precisa ir além do saldo que você tem”, explica José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. Por meio deste instrumento, os bancos emprestam dinheiro às pessoas e, de acordo com a renda de cada um, histórico de bom pagador, entre outros pontos que o banco leva em consideração, o limite de crédito é estipulado. Por exemplo: esse mês você pagou suas despesas e restou apenas R$300 na sua conta. Com o “limite extra”, você passa a ter R$2.000 disponíveis para serem usados. Mas é preciso ficar atento pois as taxas do cheque especial são bem altas.

Como funciona a cobrança: Para usar esse serviço, ou seja, usufruir desse dinheiro, o banco cobra uma taxa de juros mensal que é debitada automaticamente de sua conta, normalmente, no primeiro dia útil do mês. Essa cobrança se refere aos juros sobre o valor e o período utilizado.

Qual a taxa de juros: Os juros variam de banco para banco, mas é importante saber qual a taxa que será cobrada, caso você use o cheque especial. E lembre-se: a taxa média é de 250 por cento ao ano ou 11 porncento ao mês, segundo o Banco Central. Ou seja, se você usou R$1.000 do cheque especial, poderá pagar para o banco, até, R$110, por ter usado seus serviços por um único mês.

graficoChequeEspecial

Quando usar o cheque especial: Apenas em emergências e pelo menor prazo possível. O cheque especial foi criado pensando nisso e deve ser usado somente quando necessário como, por exemplo, em uma emergência de saúde.

Quais os riscos de usar o cheque especial:  “O risco é se acostumar com um dinheiro que não é seu, ou seja, considerar este limite como sendo parte da sua renda. Sem perceber os juros vão comendo parte da sua renda e quando você percebe já deve mais do que pode pagar”, alerta Vignoli.

E se eu ficar inadimplente: Quando o cliente não tem dinheiro na conta no dia em que o banco debita a utilização de crédito daquele mês deve pagar juros do cheque especial – definido pelo banco – mais multa de 2 por cento sobre o total da dívida. Caso não pague, seu nome pode ficar negativado.

Ao cancelar o serviço: Qualquer pessoa pode ter o serviço disponível ou cancelá-lo, caso ache mais seguro para sua saúde financeira. Mas lembre-se de exigir do banco um documento registrando esse cancelamento. Dessa forma, se houver alguma cobrança indevida, o correntista tem como provar que pediu o cancelamento do serviço.

Cartão de Crédito

O que é: Através dele pode-se fazer compras que serão pagas numa única data, aquela acertada entre você e o operador do cartão ou banco. Quando você solicita ou recebe um cartão de crédito, é estipulado um limite de crédito de acordo com sua renda e histórico com o banco. Com ele em mãos, você passa a pagar a anuidade, uma taxa de administração do cartão de crédito e que os bancos dividem ao longo do ano. “Mas lembre-se que você pode negociar essa taxa ou, até, buscar cartões sem anuidade”, aconselha Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil.

Como funciona a cobrança: Você usa o cartão de crédito durante o mês e precisa ficar atento à data de vencimento da fatura. Gastos feitos dentro dos cinco últimos dias até o vencimento ficam para a fatura do mês seguinte. Por exemplo: se a data de vencimento de uma pessoa é dia 20, uma compra feita dia 17 só será cobrada na fatura do próximo mês. Além disso, o banco te dá opções na hora de pagar sua fatura e uma delas é pagar seu mínimo (10 por cento), cobrando, assim, juros altíssimos a partir do valor que ficou em aberto, em média de 400 por cento ao ano ou 14,4 por cento ao mês, segundo o Banco Central. Por isso, o cartão deve ser usado com cuidado e a fatura deve ser sempre paga integralmente, para evitar dor de cabeça.

Qual a taxa de juros: A taxa de juros do cartão de crédito é a mais alta do mercado. Por exemplo, se o valor da fatura é de R$ 400,00 e a pessoa paga apenas R$ 200,00, os juros serão cobrados sobre os R$ 200,00 restantes. Então, imagine: se você ficou devendo R$200, e a taxa de juros é de 14,4 por cento ao mês, no mês seguinte você terá que pagar seus gastos + R$ 28,5.

graficoCartao

 

Quando usar: Use o cartão de crédito apenas em ocasiões onde ele é realmente interessante e para emergências ou se você tem um controle muito rígido sobre quanto gasta no mês. Assim, usando o cartão de crédito, você acumula milhas e benefícios.

Quais os riscos: São vários. Entre eles: perder o controle de quanto gastou, não verificar atentamente sua fatura, não controlar o número de compras parceladas, gastar acima das suas possibilidades e depois de tudo isso cair na tentação ou não ter outra saída a não ser pagar o mínimo da fatura, entrando no rotativo e se complicando.

Para fugir dos riscos: Se você não consegue se controlar e utilizar o cartão apenas quando necessário ou está precisando diminuir os gastos, uma opção é diminuir o limite do cartão até aprender a usá-lo da maneira correta, deixá-lo em casa na hora das compras ou, até, cancelar o serviço e não contar mais com esse tipo de crédito.

Ao cancelar o serviço: Assim como o cheque especial, qualquer pessoa pode ter o serviço disponível ou cancelá-lo, caso ache mais seguro para sua saúde financeira. Mas lembre-se de exigir do banco um documento registrando esse cancelamento.  Dessa forma, se houver alguma cobrança indevida, o correntista tem como provar que pediu o cancelamento do serviço.

E se eu ficar inadimplente: Quando o cliente não paga a fatura – nem o mínimo – a multa é, em geral, de 2 por cento sobre o valor da dívida mais os juros definidos pelos bancos referentes ao valor em aberto. Caso não pague, seu nome pode ficar negativado.

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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