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16 outubro 2014

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Veja as vantagens e desvantagens do programa habitacional do governo e dê o primeiro passo para realizar o sonho da casa própria

O sonho da casa própria parece muito distante. Você acha que programas habitacionais para pessoas de baixa renda são complicados, fora da realidade ou as opções de moradia são precárias ou muito distantes de seu trabalho. Mas não é bem assim. Com o direcionamento certo e entendendo as regras do jogo, é possível participar desse tipo de financiamento e tirar proveito dessa facilidade da melhor maneira possível. Por isso, fique atento às vantagens e desvantagens do programa e descubra se o Minha Casa Minha Vida é ideal para você.

 

Minha Casa Minha Vida
O que é

O programa, criado pelo governo federal em 2009, tem como objetivo financiar a construção de moradias para famílias com renda bruta de até R$ 5 mil, oferecendo subsídios que variam de acordo com a renda de cada família.

 

Quem pode participar

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Famílias com renda mensal de até R$ 1.600

Este é o grupo que recebe o maior benefício, podendo ter até 95% do valor do imóvel financiado pelo governo – além de contar com taxas de juros menores que as do mercado.

 

A casa ou apartamento, no entanto, não pode custar mais do que R$ 76 mil e, para participar do programa, é necessário passar por um processo de seleção. Ou seja, não é você quem escolhe seu imóvel.

 

As famílias interessadas devem se cadastrar, gratuitamente, na prefeitura de sua cidade e então aguardar até que a CAIXA as comunique sobre a data de sorteio das unidades e da assinatura do contrato.

 

O valor da habitação não subsidiado pelo governo deve ser pago em parcelas equivalentes a 5% da renda mensal da família, sendo a prestação mínima de R$ 25, e o processo de financiamento não ultrapassa 120 prestações (10 anos);

 

Famílias com renda mensal de R$ 1.600 a R$ 5.000

Neste caso o programa não subsidia parte do valor do imóvel, mas garante um financiamento com juros menores, redução no valor dos seguros habitacionais, possibilidade de financiar a compra do imóvel em até 30 anos e cobertura pelo Fundo Garantidor de Habitação Popular (FGHAB), que assegura o imóvel em caso de perda de capacidade de pagamento, como desemprego.

 

O financiamento pode ser de um imóvel novo, na planta ou de construção própria e quem escolhe a habitação é o beneficiário. No entanto, nem todos os imóveis são aprovados pelo programa, que avalia uma série de critérios antes de aceitar financiar casas e apartamentos. Em cidades grandes como São Paulo, Rio e Brasília, por exemplo, o valor da habitação não pode ser maior do que R$ 190 mil.

 

Será que vale a pena?
Vantagens

• A compra da casa pode ser feita sem entrada (mas recursos do FGTS podem ser usados no financiamento);

• Você conta com juros mais baixos que os do mercado para financiar a sua casa própria;

• Você se livra do aluguel;

• Pode arrumar e reformar a casa do jeito que você quiser porque ela é sua.

 

Desvantagens

• Você não escolhe onde morará (no caso de famílias com renda até R$1.600);

• Você deve se mudar para o novo imóvel em até 30 dias (no caso de famílias com renda até R$1.600);

• Suas escolhas são mais limitadas, devido à tabela de valores. Você precisa procurar um imóvel dentro dos preços estipulados pelo programa – a partir da sua renda mensal.

• Você deve morar no imóvel adquirido, não podendo alugá-lo ou vendê-lo, por no mínimo 10 anos (no caso de famílias com renda até R$1.600);

• Com a valorização imobiliária e a limitação de valor do programa (R$190 mil) os imóveis acabam ficando nas regiões periféricas da cidade, muitas vezes longe e de difícil acesso. No dia a dia, isso pode significar um gasto muito alto com transporte, por exemplo.

• Um imóvel que, na planta, possui um valor que se enquadra no programa pode, no momento da entrega das chaves, ter valorizado, ultrapassando o limite para obter os benefícios. Por isso, atenção às construtoras que anunciam imóveis na planta como parte do Minha Casa Minha Vida. Entre o início das obras e a entrega das chaves muita coisa pode acontecer e inviabilizar o financiamento, que só é dado após avaliação do valor do imóvel pela CAIXA, com ele pronto.

 

Dicas para ter mais chances de se enquadrar no programa

A grande dificuldade que as pessoas encontram ao procurar o Minha Casa Minha Vida é a comprovação de renda. Mesmo tendo o dinheiro para pagar a parcela do acordo, históricos como compras parceladas, cartão de crédito, nome sujo e outras dívidas podem comprometer essa análise feita pelo programa. Além disso, é preciso entender bem as regras para obter os benefícios, não só em relação à renda familiar, como quanto ao valor do imóvel (o apartamento que você deseja, por exemplo, pode não se enquadrar no programa). Por isso, fique atento às dicas:

• Una forças. A renda familiar é aceita nesse tipo de programa e a soma de mais de um salário aumenta a chance de ser aceito;

Limpe seu nome. Com o nome nos órgãos reguladores, fica impossível conseguir o financiamento;

• Seja um bom pagador. Mesmo não tendo salário formal, a análise leva em consideração seus hábitos de compra, se você paga tudo em dia e se tem uma vida financeira saudável;

• Tenha uma conta em movimento. Se o dinheiro entra, já é uma forma de comprovar renda;

• Atente-se à cartilha de regras da Caixa Econômica Federal. Assim, fica mais fácil se preparar para conseguir o financiamento

• Fique de olho nas datas do Feirão da Caixa na sua cidade (acompanhando o site da CAIXA). O evento, anual, apresenta facilidades para quem deseja comprar um imóvel. São centenas de construtoras e correspondentes da CAIXA reunidos, sendo a oportunidade perfeita para tirar as suas dúvidas sobre o Minha Casa Minha Vida, conhecer empreendimentos que se enquadram no programa, saber se sua renda se encaixa para o benefício, etc. No link para o Feirão Online você pode buscar imóveis na sua região e já fazer uma simulação de como seria seu financiamento, caso você se enquadre no programa e caso você não se enquadre.

 

SAIBA MAIS:

Pesquisa de Imóvel

A Compra da Casa Própria

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Paula Aftimus

Jornalista com especialização pela State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e do Grupo LANCE!, especialista em mídias digitais e marketing de conteúdo. MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Projetos pela FGV.

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