52545254

13 janeiro 2015

mbf_banner_noticias_15

Saiba perceber se está gastando mais dinheiro do que você ganha e veja como mudar esse comportamento

Seja sincero. Você está vivendo de acordo com a sua renda? Se a resposta for “não”, chegou a hora de rever seu padrão de vida. Por mais duro que possa ser, devemos gastar tendo em mente o quanto entra na nossa conta. Afinal, cedo ou tarde as cobranças chegam e, sem organização e dinheiro, seu estilo de vida pode se transformar em muitas dívidas.

 
“É preciso reconhecer até onde você pode ir financeiramente e aceitar eventuais frustrações, que são parte da vida”, aconselha Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. “Se você ganha R$1.000, obviamente não tem recursos para gastar R$1.500, a não ser que se endivide. De maneira geral, as pessoas entendem essa conta, só não aceitam o resultado e acabam gastando mais do que podem”, lamenta a economista. Pesquisado SPC Brasil e do Portal Meu Bolso Feliz ajuda a explicar a fala da especialista. Cerca de 12% dos entrevistados consideram o seu limite do cartão de cartão de crédito e cheque especial quando calculam o quanto podem gastar no mês.

 

“Temos uma sociedade totalmente voltada para o consumo e existe, sim, o risco de as pessoas perderem o controle”, admite Hélio Deliberador, psicólogo e professor de psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Quando não cabe no bolso o pensamento deve ser: se não posso não vou comprar nada agora. Vou economizar e comprar quando for possível”, aponta Marcela. “É preciso força emocional para se segurar”, adverte Deliberador.

 

Mudança de hábito

Qualquer um pode estar fora do padrão de vida. Não é vergonha para ninguém. Veja os itens abaixo para saber se é o seu caso ou o de algum conhecido para, inclusive, poder ajudar.

 

Sinais

O primeiro indício de que alguém não tem o padrão de vida adequado à sua renda são os gastos extras, incompatíveis com o que se ganha, apenas para manter uma vida de aparência, longe da realidade. Tais gastos podem ser facilmente identificados porque, geralmente, tornam-se símbolos de orgulho, ou melhor, de ostentação. Entre os preferidos estão roupas, calçados, eletrônicos (celulares e tablets) e eletroeletrônicos (televisores). Quem não tem o padrão de vida adequado à sua renda costumam ainda ser generoso, presenteando família e amigos independente de datas festivas. Acumula objetos sem utilidade. Alguns apelam para um item, grandioso o suficiente, como um carro chique, para simbolizar seu suposto padrão de vida, superior ao real.

 

Cuidados com as situações do cotidiano

Existem várias situações no nosso cotidiano, que muitas vezes nem percebemos, que podem ser a origem deste modo de viver, fora da nossa realidade. Veja algumas:

 

Vizinho: O ditado diz que “a grama do vizinho é sempre mais verde” e assim você acha que ele vive muito melhor do que você e, afinal, se ele pode, eu também posso… Aí é que está o problema, pois você não sabe qual a realidade dele e passa a viver de acordo com a vida do vizinho.

 

Colega de trabalho: Numa sociedade consumista, as pessoas sentem a necessidade de se mostrarem sempre bem e o ambiente de trabalho favorece isso, afinal, é lá que você passa a maior parte do seu tempo, sob a pressão de muitas pessoas. A blusa da colega, o tênis, aquele relógio, o celular, as férias maravilhosas, sem falar no carrão que todos veem no estacionamento. Só você sabe o tamanho do seu salário e o que pode ser feito com ele, mais ninguém. Aqueles almoços mais chiques nos quais você se sente obrigado a ir podem sair mais caros do que aquela deliciosa pizza com a família no final de semana. É possível se pocisionar bem no trabalho com consciência e moderação. Seja mais você, evite ficar se comparando e opte pela tranquilidade financeira e sucesso na sua carreira.

 

Família: Será que é muito diferente do ambiente de trabalho? A diferença é que existe uma maior intimidade, mas as comparações são inevitáveis e pior, podem contaminar o relacionamento familiar, incluindo os filhos e os netos e criando problemas no presente e no futuro. Afinal, você pode mudar de emprego, mas não de família.

Lembre-se que todos os lugares onde há um encontro com pessoas diferentes, seja no clube, no barzinho, na balada, etc., sempre existirão situações para comparação. Você estará imune deste mal se estiver focado em seus planos e sonhos com tranquilidade, equilibrio e planejamento.

 

Aceitação

Não se desespere. Do mesmo jeito que qualquer um pode cair na armadilha do consumismo, você também tem capacidade para sair. O primeiro passo é aceitar que, sim, infelizmente, você vem vivendo um padrão de vida fora da sua realidade. É importante tentar entender o motivo. Se foram erros de cálculo ou mesmo ausência de qualquer balanço financeiro ou falta de atenção com, por exemplo, o funcionamento e as regras do cartão de crédito. Caso sua avaliação leve à conclusão de que a impulsividade por compras vem de um desejo forte e incontrolável, considere procurar a ajuda de um especialista, como um psicólogo, para lidar com esse comportamento. Conversar com alguém de confiança também pode ser uma solução, pois muitas vezes as pessoas veem que você está exagerando, mas não falam nada. Além de ajudar será uma oportunidade para conhecer os verdadeiros amigos.

 

Mudança

Ciente dos pontos críticos que o levaram à busca de um padrão de vida inadequado, evite repetecos. Cada um terá a sua maneira de trabalhar essa mudança de hábitos, mas algumas dicas podem servir para todos os casos:

• Na hora de comprar, pense se existe realmente a necessidade e se não há uma opção mais econômica.

• Uma boa pergunta (e conta) a se fazer: quanto do seu tempo de trabalho é necessário para pagar aquele item?

• Para evitar recaídas, corte o cheque especial e o cartão – ou use estritamente para emergências.

• Procure lidar com a ansiedade e mesmo insatisfação com a própria vida. “Muita gente atribui a solução de certo problema, frustração ou dificuldade ao consumo, como se comprar fosse melhorar algo. É um deslocamento da questão que só cria mais problemas”, explica o psicólogo.

• Não se assuste com a dificuldade ou a demora neste processo. “Subir o padrão de vida é rápido e fácil, já diminuir pode ser penoso, inicialmente”, avisa Kawauti. “Mas se você tiver o objetivo claro de ter um padrão de vida sustentável, entender por que precisa daquilo, exatamente para que o dinheiro dure mais tempo e as dores de cabeça desapareçam, o sofrimento diminui”.

• Deixe de se preocupar em mostrar seu valor aos outros pelas coisas que possui, valorize o que tem e se alegre com suas conquistas.

• Avalie o que realmente importa para você, de maneira que invista seu dinheiro na compra de coisas certas e que terão utilidade para você a longo prazo.

• Se tiver filhos, cuidado com as comparações entre os amigos, isto pode levá-lo a ir além das suas possibilidades. Atenção, pois esta situação também vale para os adultos.

• Você não precisa deixar de comprar ou fazer coisas que gosta, mas faça com consciência, procure dar mais importância aos bons relacionamentos, no convivio com sua família e naqueles momentos que o dinheiro não compra.

 

Saiba mais

Ser feliz gastando pouco 

9 Dicas para não sabotar a própria conta bancária 

 

Veja também

mbf_banner_noticias_08-987sd (1)
O casamento dos sonhos cabe no seu bolso!
Vestido, convite, festa… veja como organizar um casamento lindo, inesquecível e, melhor, barato! Vocês  [...]
spc-mbf-mini-wedding-casamento-barato
Mini Wedding: casamento barato que está na moda
A festa de casamento para poucas pessoas é considerada elegante e sai mais em conta do que uma reunião conve  [...]
crianca-brincando-mbf
Divirta-se com seus filhos sem afetar o bolso
Brinquedos e atividades de lazer fazem muito bem para nossas crianças. Mas será que não gastamos mais do qu  [...]