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26 fevereiro 2015

 

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Entenda como funcionam os programas de fidelidade e veja como tirar proveito deles!

Pontos, milhas, um mar de vantagens e uma infinidade de prêmios. Programas de fidelidade parecem sempre irresistíveis. Afinal, gastar e ainda ganhar prêmios, quem não quer? Pois o grande risco ao aderir a um programa de fidelidade está justamente nessa vantagem: pensando nos prêmios, acabar gastando mais do que deve!

 

Basicamente, os programas de fidelidade transformam o valor gasto em qualquer compra ou pagamento em pontos que poderão vir a ser trocados por produtos ou serviços. Para acumular o suficiente para um bom prêmio, no entanto, são precisos muitos pontos – até porque os produtos disponíveis costumam ser mais “caros” do que a média do mercado.

 

“Às vezes a situação foge do controle, não vou mentir. Compro no cartão de crédito sem saber direito se vai dar para pagar, só para acumular mais pontos”, confessa a massagista Cristina Gonçalves, 50 anos. “Encantadas pela ideia de ganhar vantagem e de se sentirem premiadas, as pessoas acabam gastando mais do que podem, em especial se falta controle sobre os gastos pessoais”, alerta José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.

 

Para quem se organiza financeiramente, no entanto, os programas de fidelidade podem ser vantajosos. Segundo Marcelo Gonçalves, consultor especialista em fidelização e relacionamento pela Marka, os “bônus” oferecidos pelos programas de fidelidade vão além de milhas e crédito para outras compras. “Os benefícios variam de empresa para empresa. Algumas vantagens podem ser não pegar fila no estabelecimento e brindes e descontos no dia do aniversário do cliente. Outro ponto a considerar são as ofertas direcionadas aos hábitos de compra da pessoa. Por exemplo, se tem filhos pequenos, passa a receber promoções em brinquedos e objetos que facilitem a vida dos pais ou da criança”, diz o especialista.

 

O que você precisa saber antes de aderir a um programa de fidelidade
Adesão

Antes de aderir a qualquer programa de fidelidade, apesar de ser pouco comum, verifique se não há cobrança de mensalidade, anuidade ou qualquer tipo de taxa. Existem cobranças, por exemplo, para transferir pontos de um programa de fidelidade específico para um mais abrangente, ou para importar a pontuação do cartão de crédito. Evite qualquer pagamento extra para participar de um programa de fidelidade, afinal, a ideia é exatamente aproveitar prêmios com o que já se gasta e não criar novos compromissos financeiros sem nem saber se serão vantajosos.

 

Regras

Além das cobranças, certifique-se de que entendeu (e aceitou) todas as regras do programa de fidelidade. “Verifique em especial a regra de validade da pontuação e de crédito”, alerta Marcelo Gonçalves. Segundo estudo da consultoria CVA Solutions, 40 por cento dos consumidores que participam de algum programa de fidelidade perdem seus benefícios pois seus pontos expiraram. Fique de olho pois as regras variam de um programa de fidelidade para outro e, não raro, as empresas reservam-se o direito de alterar o próprio regulamento e os prêmios, sem aviso prévio. Alguns transformam reais (ou dólares americanos) em pontos, outros em milhas – e a paridade dessa conversão também varia. Geralmente contabiliza-se a pontuação dos últimos dois anos em relação ao momento da troca por produto ou serviço, mas há programas de fidelidade que toleram até três anos. Fique sempre de olho.

 

Pontuação

Não se impressione com os prêmios que poderá trocar – não é um jogo ou uma competição! Para chegar à pontuação de muitos itens, geralmente é mais vantajoso gastar diretamente do próprio bolso do que indiretamente, acumulando pontos aqui e acolá. O ideal é pontuar com compras que já seriam realizadas de qualquer maneira, independentemente do programa ou dos programas de fidelidade. Se der, ótimo. Caso contrário, siga firme na jornada até aparecer a chance. Para ser mais bem-sucedido, concentre os pontos em um só programa em vez de dispersar em vários, dada a dificuldade de acúmulo. Não caia na tentação de achar que vai “vencer” em todas as frentes.

 

Cartão

Uma das opções oferecidas são cartões de crédito específicos, ligados aos programas de fidelidade. Alguns têm a vantagem de creditar imediatamente os pontos, já que nem sempre a transferência é automática (pode ser preciso ligar para a operadora ou oficializar pela internet). Outros melhoram a paridade de reais (ou dólares americanos) com os pontos, mas cobram anuidades salgadas. E existem ainda os clubes de fidelização (dentro dos programas) que creditam pontos periodicamente por uma mensalidade. Tais opções, apesar de parecerem baratas, podem sair realmente caras.

 

Controle

Quem adere a programas de fidelidade, ciente de todas as regras e condições, sem pedir um novo cartão de crédito, sem gastar além do necessário ou do costumeiro, fugindo de eventuais (e tentadoras) taxas ou promoções, deve esperar e… monitorar. É comum esquecer-se de checar o extrato do programa de fidelidade, verificar quantos pontos já foram acumulados e notar quando é possível trocar por algo valioso ou aproveitar a última oportunidade antes que expirem. Crie o costume de dar sempre uma espiada em como andam seus pontos para não desperdiçá-los.

 

Troca

Jamais se deixe levar por um prêmio. Não entre na loucura de gastar um pouco a mais nisso ou naquilo apenas pelos pontos e por um determinado item. Sua meta é aproveitar o que der, daquilo que o consumo da sua realidade financeira pode proporcionar. Mas também não coma bola. Assim que for possível trocar os pontos do seu programa ou programas de fidelidade por algo interessante, seja um desejo antigo e pessoal, ou útil, como aquilo que anda faltando na casa, aproveite. E fuja do que, à primeira vista, pode parecer vistoso ou está na moda. Foque naquilo de que precisa, do que gosta e faça realmente valer a pena os pontos – os reais gastos, no fim das contas!

 

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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