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05 março 2015
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Entenda como funciona a previdência privada e veja os seus prós e contras

Quando o assunto é ter um futuro tranquilo e confortável, inevitavelmente você vai considerar fazer – ou não – uma previdência privada. Entre as diversas formas de se preparar para evitar apuros financeiros durante a aposentadoria, trata-se de um complemento à previdência oficial. Mas, será que essa complementação social, ligada a instituições privadas, é a melhor alternativa para você garantir uma aposentadoria mais tranquila?

 

Para quem ainda está na dúvida, a diferença entre as duas previdências é que a oficial é aquela a que todo trabalhador tem direito, desde que contribua para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Já a previdência privada não está ligada a esse sistema. Nela, é possível escolher o valor de contribuição, a frequência com que será feita e até a forma com que será pago o imposto.

 

Para compreender como funciona a previdência privada, o educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, aponta para alguns aspectos importantes: “É preciso pesquisar se esse complemento é válido diante de seus objetivos, já que este tipo de investimento não serve para planos de curto e médio prazo, mas sim para o futuro.” Entenda como funciona uma previdência privada e confira as vantagens e desvantagens de aderir ao investimento.

 

Como funciona a previdência privada
PGBL ou VGBL

Atualmente há dois tipos de previdência privada: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Encontrar aquele que mais se adequa as suas característica e necessidades é o primeiro passo para uma boa escolha.

 

PGBL: É o mais adequado para quem tem renda tributável e declara o Imposto de Renda (IR) no formulário completo, pois permite a dedução das contribuições até 12 por cento da renda bruta anual. Neste tipo o imposto recai sobre o total acumulado no plano.

 

VGBL: É aquele voltado para quem declara o IR no formulário simplificado ou já atingiu os 12 por cento de dedução num plano PGBL.  Neste tipo o imposto recai sobre os lucros e não sobre o principal aplicado.

 

Renda fixa ou variável

Os planos de previdência privada são fundos de investimento. Então, ao escolher seu plano, você será confrontado ainda com outra questão: optar por um fundo mais conservador e menos arriscado, como um de renda fixa (títulos com taxa de juros pré ou pós-fixados) ou arriscar um pouco através de um fundo multimercado com diferentes percentuais de renda variável (ações). Lembrando apenas que a legislação brasileira não permite que um plano de previdência invista mais de 49 por cento do patrimônio líquido em renda variável.

 

O primeiro é mais indicado para quem possui um perfil conservador ou já esteja perto do período de resgate. O segundo, recomenda-se para perfis mais agressivos e pessoas que tem mais tempo até precisarem resgatar seu fundo. “Seja qual for o plano escolhido, é fundamental que o consumidor consulte mais de uma instituição, ficando especialmente atento à taxa de administração e a eventual taxa de carregamento cobrada por cada um. Dependendo dos percentuais, seu rendimento pode ser seriamente prejudicado”, aconselha José Vignoli, que ressalta também a importância de acompanhar a rentabilidade do plano escolhido. Nosso Simulador Previdência Privada te ajuda a escolher o melhor plano para você.

 

Vantagens da previdência privada

• Benefício fiscal para quem declara o Imposto de Renda com formulário completo;
• É um incentivador de poupança, já que você destina uma quantia fixa todo mês. Assim, é recomendada para quem não possui disciplina para poupar e busca um investimento a longo prazo;
• Você não tem a necessidade de permanecer na mesma instituição que administra a sua previdência. Se o investimento não estiver rendendo, existe a possibilidade de fazer a portabilidade para outra instituição;
• É possível alterar o valor e a data da contribuição ou mesmo suspendê-la por um tempo – o investimento continua rendendo normalmente;
• Ao chegar no final do plano, você pode fazer um resgate do valor total ou solicitar retiradas mensais por tempo determinado ou indeterminado. É um momento muito importante e que deve ser bem estudado.

 

Desvantagens da previdência privada

• As taxas de administração, cobradas pelas instituições, podem afetar a rentabilidade. “Taxas a partir de 1,5 por cento são altas e não recomendadas”, diz Alexandre Peres Mandaji. Além da taxa de administração, existe também a taxa de carregamento, que incide sobre cada depósito que é feito no plano. Na maioria das vezes, essa taxa não ultrapassa 5 por cento sobre o valor de cada contribuição. Como algumas instituições não cobram taxa de carregamento, pesquise, compare e pressione seu banco para conseguir condições melhores;
• José Vignoli aponta outra característica que pode se tornar uma desvantagem: na previdência privada, indiretamente, você está aplicando em um fundo, produto financeiro que nem todos conhecem. Assim, antes de iniciar uma previdência privada, é fundamental conhecer as características do fundo, sua composição e, claro, comparar a sua rentabilidade com outros planos. Lembrando que nada disso adianta se você não acompanhar os rendimentos da sua previdência privada, periodicamente.
• Os impostos cobrados na previdência privada tornam esse investimento pouco vantajoso em curto prazo. Geralmente um investimento está relacionado a um objetivo. Se você pretende usar esse dinheiro para comprar um carro ou fazer uma viagem, por exemplo, o ideal é pensar em outras formas. Por conta da tributação diferenciada, Progressiva (de zero a 27,5 por cento) ou Regressiva (de 35 a 10 por cento), a previdência não pode ser vista como uma aplicação de curto ou médio prazo.
• Em caso da seguradora ou a entidade de previdência privada em que você possui a sua previdência privada quebrar, os valores lá depositados não são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Os planos de previdência são supervisionados pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados).

 

Saiba mais:

Tipos de previdência privada

Previdência complementar

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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