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13 novembro 2014
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Na maioria dos casos, o serviço compensa. Mas é preciso atenção antes de investir na sua tranquilidade. Veja o que você precisa saber antes de fazer um seguro

Não importa o tipo de seguro que esteja pensando em contratar (vida, carro, residencial e saúde) a pergunta feita é sempre a mesma: será que vale a pena? “É preciso calcular se, no caso de não possuir um seguro, o quanto qualquer emergência ou imprevisto pesará no bolso”, aconselha José Vignoli, educador financeiro do Meu Bolso Feliz. Vamos supor que você não possua nada de muito valor no seu apartamento e que é uma pessoa extremamente cuidadosa no dia a dia (o que diminui o risco de incêndios). Neste caso, pode ser que um seguro residencial não seja uma prioridade. Agora, se é a saúde da sua família que está em jogo, dar um jeito de bancar um seguro saúde para todos é fundamental.
 
Seja qual for sua decisão, tenha em mente que o seguro é um gasto a mais, que fará parte do seu orçamento por tempo indeterminado, provavelmente para sempre. “Quando você coloca dinheiro na poupança, sabe que no futuro poderá coletar os frutos desse investimento. No caso do seguro, pode ser que você nunca use, de fato, o serviço. Aliás, espera-se não usar!”, lembra Vignoli. Dessa forma, faça as suas contas para incluí-lo na renda do mês, junto com as despesas básicas, como aluguel ou telefone. “Meu conselho é: em vez de pensar que está simplesmente gastando dinheiro, encare a despesa como uma compra de tranquilidade”, finaliza o consultor.
 
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VIDA

O seguro de vida tem como principal função impedir que sua família ou beneficiários passem necessidade no caso da sua morte. Dessa forma, se você já conquistou uma boa situação financeira, possui bens e investimentos, contratar esse tipo de seguro pode não ser fundamental. Afinal, no caso da sua morte, sua família estará amparada pelos bens que acumulou durante a vida. O mesmo vale para jovens solteiros. Neste caso, o melhor é poupar e construir um patrimônio. Ao constituir uma família, aí sim ter um seguro de vida deve ser considerado – pelo menos até ter alcançado uma estabilidade financeira capaz de garantir o padrão de vida da sua família mesmo após seu falecimento.
 

RESIDENCIAL

O vantajoso neste tipo de seguro é seu preço: a anuidade não costumar ultrapassar 1 por cento do valor do imóvel. Ou seja, o seguro de um apartamento de R$300 mil não custa mais do que R$300 ao ano. Reformar uma casa que sofreu um incêndio ou repor os bens após um assalto certamente custa mais do que isso. Agora, para quem já está com o orçamento apertado e não tem um imóvel exposto a desastres naturais ou assaltos, aí este tipo de seguro pode, talvez, ser dispensado.
 

CARRO

Neste caso, tudo depende do quanto você está disposto a arriscar. “É uma decisão muito pessoal. Em geral, as pessoas têm medo de perder o dinheiro investido no automóvel e então o seguro paga a sensação de tranquilidade”, argumenta José Vignoli. Para quem considera não contratar o serviço e está diante de um seguro muito caro, de 30 por cento ou mais do valor do carro, vale pensar em aplicar o dinheiro que pagaria no seguro, já que em três anos conseguiria praticamente pagar outro veículo. Neste meio tempo, no entanto, deve-se ser extra cuidadoso – além de torcer para que nada aconteça com o automóvel.
 

SAÚDE

“Planos de saúde médicos e odontológicos são proteções quase obrigatórias. O custo-benefício é muito alto”, explica José Vignoli. Neste caso, aquela sensação de pagar algo que não utiliza é praticamente nula, já que é quase certo que o beneficiário acionará o seguro em algum momento, nem que seja para uma consulta rotineira. “Eu pago R$37 por mês no meu plano odontológico. Uma única limpeza dentária na minha dentista, se fosse particular, custaria R$200. Como eu faço duas ao ano, seriam R$400. Só R$44 a menos do que eu pago em 12 meses no seguro”, calcula Manu Alves. “Vale muito a pena”, finaliza a estudante de publicidade.
 

Atenção: o que levar em conta antes de contratar um seguro

• Seja qual for o tipo de seguro, ele tem por finalidade manter o equilíbrio financeiro e não gerar algum tipo de lucro. Ou seja, no caso de incêndio da sua casa, por exemplo, o serviço não proporcionará a chance de você comprar uma casa maior e melhor, simplesmente evitará que você precise contrair dívidas para reformar sua residência;
 
• A compra de um seguro não pode onerar seu orçamento. Adquira um serviço compatível com os seus ganhos. Se o custo do serviço acabar muito alto e você parar de pagar, perderá não só o seguro como a carência (período entre a contratação do seguro e a data em que pode acionar suas coberturas e garantias). Ou seja, você só terá perdido dinheiro. Além disso, se estiver atolado em dívidas, a tranquilidade que a contratação de um seguro traz pode não compensar o stress de não poder arcar com as suas contas;
 
•Caso esteja sem condições financeiras no momento para adquirir o seguro que deseja, planeje-se economicamente para concretizar esse plano. Comece, por exemplo, guardando o seu 13º para este objetivo;
 
• Lembre-se: seguro mal feito é um mau negócio. Se você possui um médico que cuida da família há anos e ele só atende particular, não adianta investir mensalmente em um seguro que não dê reembolso de consultas. Coloque na balança o que é importante para você e pese isso junto ao valor dos planos oferecidos. Depois, pesquise preços e opções. Dessa forma, quando fizer um seguro ele será bem feito e, consequentemente, um bom negócio.

 

O que você deve saber sobre seguradoras e corretores:

Toda compra de seguro deve ser realizada por meio de um corretor, seja ele ligado a alguma seguradora ou afiliado a algum banco. Este profissional deve ser habilitado pela SUSEP (órgão do governo brasileiro responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguros). Consulte sobre ele no site do SUSEP. No mesmo site é possível tirar todas as dúvidas sobre direitos e deveres de uma apólice de seguros;
Consulte diversas seguradoras para analisar custos. Dedique um tempo para a pesquisa de preço e de vantagens de cada plano. Um bom corretor é aquele que estuda a sua situação para lhe oferecer uma proposta compatível com a sua realidade. Assim, fuja de profissionais que queiram te vender uma apólice a qualquer custo;

 

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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