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23 dezembro 2014

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Veja a melhor forma de colocar o seu dinheiro para trabalhar para você

Tão importante quanto economizar é saber o que fazer com o dinheiro reservado. Afinal, por que deixar suas economias paradas na conta corrente se elas podem render juros mensalmente? É preciso apenas saber decidir a aplicação mais vantajosa para o seu bolso. “Escolher o investimento depende do prazo que a pessoa tem para deixar o valor guardado e do apetite ao risco do investidor”, explica a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Aqui, ela ensina tudo o que você precisa saber antes de fazer um investimento. Confira!

 

1 – Qual o objetivo do seu investimento?

Identificar quando precisará do dinheiro e, com isso, definir se deseja um investimento de curto, médio ou longo prazo é fundamental ao escolher uma aplicação. Não adianta, por exemplo, optar por aplicar na bolsa de valores e precisar tirar o dinheiro rapidamente, correndo o risco de pegar uma “baixa” no mercado.

Pouco tempo: busque por investimentos com menos risco, como o CDB e o Tesouro Direto, e fique atento à carência do investimento, ou seja, o prazo que você tem para reaver o dinheiro. Caso tire o valor antes do tempo determinado, corre o risco de pagar mais imposto de renda ou ter um rendimento um pouco menor, o que pode não ser vantajoso.

Muito tempo: Alguns mercados, como o de câmbio ou de ações, são mais instáveis. Logo, caso invista neles, é necessário pensar em colher os frutos do investimento em longo prazo, evitando perdas significativas devido às variações de mercado dentro do período. Afinal, se você precisa tirar a grana urgentemente e o mercado estiver em crise, pode perder dinheiro.

Independentemente da aplicação escolhida, lembre-se de colocar na ponta do lápis os impostos e as taxas que serão descontados na hora em que você for retirar o dinheiro! As alíquotas de imposto de renda para investimento no mercado de ações e em fundos de investimento podem ser encontradas, respectivamente, no site da BMF Bovespa e neste material elaborado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Lembrando que as taxas de administração de cada fundo de investimento devem sempre constar na proposta do fundo, que o banco entrega ao cliente na oferta ou na efetivação do investimento. É sempre bom comparar a taxa de administração que o seu banco cobra com as praticadas pelo restante do mercado! Para facilitar essa busca, o site da Anbima ajuda bastante.

Anbima

BMF Bovespa

Material elaborado pela Anbima

 

2 – Entenda qual é o seu perfil de investidor

Você tem sangue frio de esperar o tempo necessário para obter retorno ou prefere não correr riscos? Respondendo a essa pergunta você descobre o seu perfil de investidor. Quem se identifica mais com a primeira opção, tem um perfil mais agressivo. Os mais temerosos sobre suas finanças, por sua vez, possuem perfil conservador. Veja as sugestões de investimentos para cada perfil:

Agressivos: quem gosta de arriscar alto tem chances maiores de faturar, mas… corre muito mais riscos de perder dinheiro com rentabilidades baixas ou até negativas. Recomendação para este perfil é investigar o mercado de ações.

Conservadores: as aplicações conservadoras são para os adeptos do “devagar e sempre”. Ou seja, pessoas que preferem correr pouco risco – e, por outro lado, faturar um pouco menos. Procure por investimentos como renda fixa, poupança, CDB e Tesouro Direto.

Lembrando que não há um perfil melhor do que outro. “Assim como existem investidores agressivos que ganham muito dinheiro, também há casos de conservadores que faturam alto”, explica Marcela Kawauti. Ou seja, investir bem tem a ver com adequar o seu temperamento à aplicação condizente a ele. E, claro, ter disciplina para acompanhar e alimentar o investimento escolhido. O ideal mesmo, segundo a especialista, é “não colocar todos os ovos na mesma cesta”, diversificando seus riscos. Caso tenha um perfil conservador, por exemplo, coloque um pouquinho de dinheiro em uma aplicação agressiva. E vice-versa.

 

3 – Informe-se antes de agir

Sua fonte de informações deve ser extensa. Além do gerente do banco, fique atento à opinião de amigos, jornais, revistas e, claro, a internet. “Com opções bem estruturadas, coloque tudo em uma planilha, analisando prós e contras. Não se pode escolher um investimento somente porque ele está na moda e sim porque é o melhor para o seu perfil e necessidade”, aconselha o educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli. Por fim, certifique-se de que escolheu uma instituição confiável para investir.

 

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Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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