65946594

15 outubro 2015
MBF2
Nos últimos meses nós lemos e ouvimos falar muito sobre o valor atual da moeda americana, mas afinal, o que isso quer dizer e como essa mudança pode afetar nossas vidas?

Só se fala em alta do dólar que, partindo de R$ 2,60 no início de 2015, já avançou cerca de 50 por cento e encosta nos R$4,00. Mas, afinal, porque o dólar está aumentando tanto e o que isso afeta o dia a dia dos brasileiros? Segundo Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil,  nós estamos enfrentando essa forte valorização do dólar por dois motivos e é importante lembrar que a moeda de um país reflete a força que ele tem no cenário internacional. “Os Estados Unidos passaram por uma longa crise a partir de 2008 e voltaram a crescer, o que coloca este país com mais força no cenário mundial. Enquanto isso, o Brasil está em crise por conta do baixo crescimento econômico, inflação em alta,  corrupção e  necessidade  ajuste fiscal. O que vemos são duas flechas andando para rumos contrários, a dos Estados Unidos ganhando velocidade e a do Brasil perdendo velocidade, o que aumenta ainda mais a distância entre as moedas”, explica.

AS VIAGENS FICARAM MAIS CARAS

É verdade que o turista brasileiro sofre, e muito. O salário em real continua o mesmo, mas o valor necessário (câmbio) para comprar a moeda americana está aumentando e fica mais caro comprar dólares e fazer compras em dólares. Além disso, na hora de viajar, é preciso colocar na conta as passagens aéreas que também são cotadas na moeda americana.

Mas então a solução para fugir dos efeitos da alta do dólar é fácil: adiar os planos de viajar para fora do país por um tempo ou escolher destinos onde a moeda é outra, certo? O problema é que a solução não é tão simples assim.

A INFLUÊNCIA DO DÓLAR NO NOSSO DIA A DIA

“Para entender a alta do dólar basta pensar no efeito dominó. Seu aumento tem impacto em toda economia. Tudo o que é importado aumenta de preço, e, o que não é, acaba aumentando para manter a competitividade comercial entre os produtos”, explica Marcela.

Por isso, a consequência que mais afeta a vida dos brasileiros é ver o reflexo na inflação. “Nesse momento precisamos nos lembrar de tudo que de alguma forma tem itens importados na sua construção ou composição. Seu celular, sua televisão, seus eletrodomésticos, seu carro, a gasolina, o diesel e até os adubos para a lavoura. E dando um exemplo bem do nosso dia a dia, até o pãozinho, cujo trigo também é importado e acaba ficando mais caro”, exemplifica José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.

Então, quanto mais o dólar sobe, mais nosso poder de compra cai porque esse aumento influencia também nos produtos nacionais, gerando inflação. Isso faz com que o real fique mais fraco,  afetando o poder de compra do consumidor. ” Isso acontece porque muitos dos produtos são comercializados em dólar para exportação, e, se eles são vendidos lá fora por um preço maior, o comerciante brasileiro acabará aumentando o preço por aqui para não ter desvantagem na venda”, explica Marcela.

O QUE FAZER PARA ENFRENTAR A ALTA DO DÓLAR

A situação atual do Brasil afeta a todos nós e é muito difícil fugir dela, mas é preciso ter consciência de que essa realidade está na rotina de todos os brasileiros e é possível tomar providências para minimizar seu efeito. “É inevitável ajustar nosso orçamento e nos adequar ao aumento dos preços que vem acontecendo de uma forma generalizada até mesmo antes da aceleração do dólar”, alerta Marcela. Abaixo, quatro recomendações para não se evitar os efeitos nocivos da alta do dólar na sua vida financeira:

 

pecaAltaDoDolar

 

– Troque de marcas. Apesar do aumento afetar todos os produtos, em alguns casos os nacionais ainda são encontrados com valores menores. Se você consome produtos importados como, por exemplo, bebidas, invista em marcas nacionais ou passe a comprar outro tipo de produto para suprir esse primeiro.

– Reduza seu consumo. Corte supérfluos, roupas de marcas famosas e produtos de beleza que não são essenciais.

– Invista em viagens nacionais para fugir da necessidade de ter que consumir e fazer compras em dólar.

– Peça ajuda de toda família para apertar os cintos e explique que o poder de compra de todos diminuiu. Para fácil entendimento, é simples: é só dizer que nosso salário continua o mesmo, mas que as coisas que compramos todos os dias, inclusive o pãozinho, estão mais caros. Fazendo as contas vai ser fácil constatar que algumas despesas precisarão ser cortadas.

 

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

Veja também

mbf_banner_noticias_20-es9q4
Dicas para pesquisar antes de comprar
Comparar preços só traz benefícios. O principal deles: você vai gastar menos! Provavelmente, não foram po  [...]
ferias_imagemNoticia
Veja como organizar as férias de julho de forma barata!
Entenda como se organizar, aproveitar suas merecidas férias e ainda ficar em dia com o orçamento.  [...]
mbf_banners_portal_223x86_20
Dicas de presentes de Natal
Presentear pessoas queridas neste 25 de dezembro não deve significar prejuízo ao seu orçamento. Veja nossas  [...]