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08 abril 2015
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Além de ser um investimento seguro, o Tesouro Direto é uma boa alternativa ao baixo rendimento da caderneta de poupança

O Tesouro Direto tem se firmado cada vez mais como uma opção interessante de investimento para o pequeno investidor. Em primeiro lugar, é uma escolha segura, especialmente quando comparado a alternativas como o mercado de ações. Além disso, o investimento no Tesouro Direto pode ser feito pela internet, sem que o investidor fique sujeito às taxas de administração cobradas pelos bancos e fundos de investimentos. A opção ganha ainda mais importância em um momento no qual o rendimento da caderneta de poupança sequer bate a inflação. A poupança rende apenas 6 por cento ao ano, enquanto a inflação (medida pelo IPCA) está atualmente próxima a 8 por cento. O Tesouro Direto pode ter rendimentos brutos que chegam a até 13 por cento, dependendo do tipo de papel.

 
Esta ainda é uma opção de investimento pouco explorada pelo brasileiro, no entanto. Em pesquisa recente, o SPC Brasil e o portal Meu Bolso Feliz apuraram que somente 6 por cento dos entrevistados tinham este tipo de investimento. A título de comparação, a poupança (o investimento mais popular) foi citado por 75 por cento dos entrevistados.

 

Com a intenção de democratizar o acesso aos papéis do Tesouro Direto, que nada mais são do que empréstimos ao Banco Central do Brasil, o Tesouro Nacional fez algumas alterações em seu site para facilitar o investimento, que pode ser feito por qualquer cidadão que tenha CPF. Uma das mais importantes alterações foi das nomenclaturas de alguns dos principais papéis. Antes, eles eram denominados por siglas, uma verdadeira “sopa de letrinhas” que só dificultava o entendimento, em especial para o investidor iniciante.

 

Veja abaixo tudo o que você precisa saber antes de investir no Tesouro Direto.

 

O que você deve saber antes de investir no Tesouro Direto:

1 – O investimento em papéis do Tesouro Direto é um empréstimo ao Governo Federal que tem, como contrapartida, o pagamento de juros. Este pagamento pode ser feito de duas maneiras: préfixado, ou seja, quando o valor é combinado no momento da compra dos títulos; ou pósfixado, quando a quantia está atrelada a um indicador econômico, como a inflação ou a taxa de juros.

 

2 – O dinheiro investido no Tesouro Direto não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (a garantia para depósitos em instituições financeiras para valores até R$ 250 mil, em instrumentos como poupança e CDB). A garantia dos títulos do Tesouro Direto é feita pelo Tesouro Nacional.

 
3 – Tem boa rentabilidade quando comparado aos demais ativos de renda fixa e apresenta liquidez diária. Apesar disso, para o investidor iniciante é vantajoso que ele não venda o papel antes de seu vencimento. Isto porque a venda antes do vencimento será feita pelo valor de mercado do papel, o que pode significar perdas financeiras na rentabilidade.

 
4 – Ainda que o preço do papel varie até o seu vencimento, a instabilidade é muito menor do que os papeis de renda variável.

 
5 – Para começar a investir você precisa ter CPF e um cadastro em um agente de custódia (banco ou corretora habilitada). Veja neste link do Tesouro Direto a lista de instituições financeiras cadastradas. Vale lembrar que o rendimento dos papéis não muda de acordo com a instituição financeira escolhida, já que elas atuam somente como intermediárias da compra e venda de títulos. O que pode mudar são as taxas cobradas por cada instituição para este serviço de intermediação.

 
6 – Há diversos prazos disponíveis para começar a investir, o que facilita o seu planejamento financeiro, escolhendo o momento mais adequado para fazer o investimento. Você pode tanto se organizar para criar uma reserva a curto prazo, pensando em uma viagem, por exemplo, ou a longo prazo, como a aposentadoria.

 
7 – Há a incidência de imposto de renda sobre todo investimento em títulos públicos. A tabela é a chamada regressiva, o que significa que quanto maior o tempo de investimento, menor o imposto. As taxas são de 22,5 por cento para aplicações de até 180 dias e vão diminuindo até chegar em 15 por cento para aplicações com prazo acima de 720 dias.

 
8 – As compras do Tesouro Direto geram o pagamento de algumas taxas. A taxa de custódia da BM&F Bovespa é de 0,3 por cento ao ano sobre o valor dos títulos e proporcional ao período em que a pessoa detém o título. Assim, se você compra um título por R$ 1.000, pagará R$3,00. Se adquirir o título pelo dobro deste período, pagará também o dobro da taxa. Também são pagas taxas de serviço, livremente acordadas com os agentes de custódia. O Tesouro Direto tem uma simulação do rendimento bruto e líquido (ou seja, antes e depois de taxas e de imposto de renda) neste link.

 

O Tesouro Direto na prática

Abaixo, comparamos a rentabilidade de um dos papéis do Tesouro Direto com outras duas opções de investimento: a caderneta de poupança e o valor investido corrigido pela inflação∗:

 

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∗ A simulação considera o IPCA em 7,68 por cento ao ano, ao longo de todo o período. Esta foi a variação em 12 meses alcançada em fevereiro de 2015

 

Os novos nomes dos títulos do Tesouro Direto

Com a intenção de democratizar o acesso aos papéis do Tesouro Direto, que nada mais são do que empréstimos ao Banco Central do Brasil, o Tesouro Nacional fez algumas alterações em seu site para facilitar o investimento, que pode ser feito por qualquer cidadão que tenha CPF. Uma das mais importantes alterações foi das nomenclaturas de alguns dos principais papéis. Antes, eles eram denominados por siglas, uma verdadeira “sopa de letrinhas” que só dificultava o entendimento, em especial para o investidor iniciante. Veja abaixo os novos nomes dos títulos do Tesouro Direto.

 

Títulos Prefixados

São aqueles em que se sabe exatamente a rentabilidade recebida entre o momento da compra e o vencimento. Os títulos deste tipo são: Tesouro Prefixado (antiga LTN) e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (antigo NTN-F).

 

Trata-se de títulos em que você tem determinado, logo de partida, a rentabilidade do título. Ou seja, quando você compra o título já sabe qual será o seu rendimento no vencimento. Há títulos disponíveis com pagamento de juros a cada 6 meses (Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) ou com recebimento integral apenas no vencimento do papel (Tesouro Prefixado). Estes títulos são indicados para os investidores que acreditam que a taxa prefixada oferecida pelo título será maior do que a Selic (taxa básica de juros da economia, determinada pelo Banco Central do Brasil).

 

Títulos Pósfixados

São corrigidos por um indicador e, portanto, o seu rendimento exato só será conhecido no futuro. São eles Tesouro Selic (antiga LFT), Tesouro IPCA+ Juros Semestrais (antiga NTN-B) e Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal).

 

Como estes títulos terão a sua rentabilidade atrelada à inflação (IPCA) ou à taxa de juros (Selic), eles são indicados para investidores que acreditam que estes índices se elevarão e trarão remuneração maior do que a oferecida pela taxa prefixada. Eles podem oferecer pagamento de juros semestrais (quando o nome do título assim indicar) ou recebimento integral somente no momento do vencimento.

 

Saiba mais:

Tesouro Direto é opção para investidores iniciantes e conservadores

Títulos públicos via Tesouro Direto 

 

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