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23 setembro 2014

compra

Descubra que ser feliz pode ir muito além do que você adquire e saiba como e quando comprar de maneira consciente

 

A felicidade ao digitar a senha do cartão de crédito após comprar uma roupa ou assinar o cheque ao adquirir um produto tecnológico tem uma explicação científica: endorfina! Trata-se de um hormônio que provoca sensação de bem-estar, euforia e relaxamento. E é justamente esse sentimento que muitas lojas, virtuais ou físicas, querem despertar em você e, muitas vezes, conseguem. Segundo pesquisa feita pelo SPC Brasil, os locais onde as compras são feitas realmente influenciam na decisão de gasto dos brasileiros. Em 35% dos casos, o shopping center é o espaço mais utilizado, enquanto 23% preferem lojas virtuais.

O SPC também listou os produtos mais consumidos pela sociedade: vestuário, cosméticos e aparelhos eletrônicos estão entre os mais citados na pesquisa. Segundo Marisa de Abreu, psicóloga especialista no assunto, existe uma razão para isso: roupas e calçados oferecem uma “camuflagem” que pode passar informações sobe a pessoa antes mesmo de conversarmos com ela. Quanto aos eletrônicos, eles geram status a quem porta belos equipamentos.

No entanto, cabe ao cliente utilizar esses dados a favor da própria conta bancária e da sua situação financeira.  Afinal, não existe felicidade que dure com o saldo negativo. E para ajudar na missão, o Portal Meu Bolso Feliz listou as maneiras de você, consumidor, aproveitar as informações sem ceder ao impulso de compra.

 

ESTABELEÇA UMA ESTRATÉGIA PESSOAL

“As pessoas estão mais consumistas por causa das facilidades que o mercado oferece. Você parcela sua compra e nada parece ser complicado”, avalia Vera Rita de Mello Ferreira, consultora de psicologia econômica e autora do livro “Decisões Econômicas – você já parou para pensar?”.  Mas sem redobrar a atenção a essas “facilidades”, corremos o risco de entrar no vermelho e acumular dívidas. Por isso, a primeira coisa a se fazer é estabelecer uma estratégia antes do risco da compra por impulso. “Na hora H, quando você está quase comprando, fica difícil fazer a distinção da necessidade ou impulso”, explica Vera. Por isso, pense à respeito antes da compra e lembre-se: faça isso quando estiver tranquilo. Sentimentos intensos como raiva, frustração e tristeza acabam te tirando do foco.

 

5 dicas para te ajudar a passar longe da compra por impulso:

1. Se você costuma frequentar shoppings e comprar por impulso, mas não quer abandonar o hábito de passear nesse tipo de estabelecimento, deixe o cartão de crédito em casa.

2. Combine de ir ao shopping com outra pessoa que tem o hábito de ser mais controlada e peça para que ela te “monitore”.

3. Faça um exercício mental e pense: eu não vou me proibir de comprar, afinal, eu posso, mas não agora. “Na maioria das vezes, a vontade passa e depois dá até preguiça de voltar para comprar”, explica Vera.

4. Se o problema for a compra on-line, evite navegar por sites de compra por um tempo. Substitua o hábito por, por exemplo, folhear uma revista de moda ou olhar portais que falem sobre o assunto.

5. Encontre um hábito, hobbie ou interesse que não esteja ligado ao consumo. “A compra te dá um prazer momentâneo. Já um hábito como caminhar, por exemplo, é mais consistente e te oferece mais satisfação e preenchimento”, conclui Vera.

 

FIQUE ATENTO ÀS TENTAÇÕES

Lojas e shoppings

“Os shoppings foram projetados para serem ambientes de consumo. Até a localização das lojas é estratégica”, explica Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil. Por exemplo: teatros e cinemas ficam, geralmente, no último andar do estabelecimento. No caminho, muita gente cede à tentação de abrir a carteira e levar algo que nem precise de verdade.

Para não cair em tentação, mantenha o foco e vá direto ao cinema. Subir de elevador encurta o caminho e te livra de se meter em arriscadas financeiras. Além disso, não permita que a rotina atribulada transforme o hábito de ir às compras em sua única atividade prazerosa.

Comércio virtual

As promoções virtuais só devem ser consideradas interessantes se você realmente precisar do produto. O problema é que elas são (quase) irresistíveis e fáceis de serem adquiridas.

Por isso, antes de clicar em ‘concluir compra’ considere o valor do frete, que na maioria das vezes só aparece na hora de você fechar a venda. Muita gente, por já ter investido muito tempo na navegação, aceita qualquer valor fornecido para a entrega. Outra dica importante: não feche negócio na primeira loja virtual. Invista na pesquisa antes da compra porque os preços costumam variar bastaste. 

“O importante é saber apreciar os momentos sem, necessariamente, precisar comprar para se sentir bem”, conclui Vera. Afinal, é fácil aproveitar a vida sem gastar muito e, dessa maneira, manter suas contas em dia e sua saúde financeira intacta.

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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