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17 novembro 2015
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Cuidado! A maneira como você vive pode estar te complicando financeiramente.  Saiba como se organizar para se manter dentro do orçamento, garantir estabilidade financeira e realizar sonhos

Todo mundo gostaria de pagar suas contas em dia, se divertir, realizar sonhos e, se possível, poupar um dinheiro todo mês. O problema é que, muitas vezes, parece difícil cumprir todas essas tarefas com o salário que recebemos. E, no geral, isso acontece porque, por diversos motivos como um impulso incontrolável de compra, preços atrativos de produtos supérfluos, o desejo de agradar alguém ou o simples fato de não nos nos organizamos, acabamos não vivendo dentro do padrão de vida que nosso orçamento permite. Segundo pesquisa recente, realizada pelo SPC Brasil, 76 por cento das pessoas que vivem fora do padrão de vida fazem isso porque não sabem exatamente o quanto podem gastar, por exemplo, com lazer e bem estar enquanto apenas 23por cento organizam bem suas finanças.

Por isso, é preciso sempre ficar atento ao padrão de vida que estamos levando e ponderar se precisamos ou não fazer alguns ajustes e cortes de orçamento. Para isso, a economista do SPC, Marcela Kawauti alerta: se adequar à realidade financeira não é terminar o mês no zero a zero. “Viver dentro do padrão de vida de forma saudável implica em pagar as contas mensais, realizar compras e passeios que condizem com sua capacidade de pagamento sem gerar dívidas e garantir uma reserva financeira para realizar sonhos e, na hora de qualquer imprevisto, não ficar endividado”. Então, para começar a se adequar, o que é preciso fazer? Veja, nossas sugestões:

Avalie sua realidade e divida o destino do seu dinheiro

Primeiro, faça uma divisão básica: pegue o quanto ganha no mês e defina quanto vai para pagamento de itens necessários como supermercado e contas básicas, lazer e bem estar e reserva financeira, sempre avaliando se está gastando mais do que deve com supérfluos. Depois, avalie as suas prioridades e de sua família e se o custo de todas elas cabem no seu orçamento. Por exemplo, se você tem filhos, é provável que o valor destinado a despesas que incluem educação seja alto e, por isso, seja necessário apertar os cintos no lazer.  

Aperfeiçoe sua análise

Pronto, você dividiu tudo que gasta em três grandes blocos, certo? Depois do primeiro passo dado, comece a entender melhor como funciona sua vida e a de sua família, abrindo o leque de opções dentro de cada bloco.  “Comece a traçar subdivisões, personalizadas para seu estilo de vida. Isso tornará a análise dos seus gastos muito mais eficiente e clara na sua cabeça”, aconselha Marcela.  Para isso, pense no seu dia a dia e como cada despesa ou plano se encaixa dentro dos blocos principais. Por exemplo:

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Analisando esse quadro de forma coerente e responsável, é possível entender melhor como funciona nosso padrão de vida e se ele precisa ser reajustado. Ou seja, se eu estou gastando muito com lazer e não está sobrando dinheiro para reserva financeira, é preciso rever os gastos e decidir o que é possível cortar.

Para isso, comece prestando atenção em suas própria atitudes na hora de comprar. “Será que tudo que você adquire é realmente necessário? Quando estiver decidindo se vai gastar seu dinheiro com um produto, se faça essa pergunta e, caso a resposta seja não, deixe para depois”, avalia Ana Paula Hornos, educadora financeira e colunista do Portal Meu Bolso Feliz. Além disso, fique atento às dicas:

– “Faça um exercício diário de conversar com a família e agradecer por tudo que tem. Quanto mais específicos e variados forem os motivos de gratidão, maior será o efeito para aumentar o nível de satisfação interna”, aconselha Ana Paula. Assim, passamos a dar mais valor para o que temos e não para aquilo que ainda desejamos.  

– Sempre que for comprar algo que não estava nos planos e precisa mesmo parcelar, cheque sua capacidade de honrar com o pagamento das parcelas ou se esse valor mensal vai atrapalhar sua organização financeira.

–  Mesmo quando concluir que o produto supérfluo será útil, avalie se, naquele mês, pode gastar aquele dinheiro.

– Crie o hábito de atualizar sua planilha financeira e anotar seus gastos. Assim, você visualiza para onde seu dinheiro vai e analisa se não está gastando mais do que deve;

– Treine sua paciência e espere a realização daquele sonho como, por exemplo, fazer uma viagem internacional. Parcelas altas e dívidas depois da viagem vão estragar todo o prazer dos seus dias de descanso.

– Leve a vida que seu orçamento permite. Para isso, fique sempre atento àquilo que vai gastar,

“Eu trabalho em uma agência de comunicação e ganho o mesmo salário faz 2 anos. Como a empresa também precisa segurar as contas por causa da crise, eu sei que o reajuste salarial não vem tão cedo e, faz mais ou menos 3 meses que comecei a sentir o peso da crise dentro de casa. A impressão que eu tinha é que meu salário estava diminuindo e meu poder de compra rolando ladeira abaixo. A mesma compra no supermercado quase duplicou de valor e a quantia que sobra no fim do mês de repente passou a ser zero. Muito preocupada, precisei elaborar um plano de ação com meu marido. Mudamos o local onde compramos os mantimentos do mês, passamos a pesquisar valores antes de comprar, cortamos nossa saída para jantar fora às sextas e faz 2 meses que não entro em um shopping. As contas ainda estão apertadas, mas pelo menos já consigo respirar com tranquilidade;”

Vanessa Carrascosa, 26 anos, jornalista

Saiba mais:

Por que vivemos fora do nosso padrão de vida financeiro?

8 medidas para melhorar sua vida financeira

Os riscos de uma vida financeira desregrada

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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