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27 janeiro 2015
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Veja o que no seu dia a dia o impede de poupar e aprenda a melhor maneira de lidar com cada situação

Não tem organização financeira, não controla seus gastos e abusa mensalmente do limite do cartão de crédito e do cheque especial. Quando vê algo que deseja comprar, dá um jeito de levar para casa, afinal, parcelando a gente dá um jeito. Guardar para o futuro? Fala sério, precisamos curtir o hoje! Eis o típico gastador, uma pessoa sem planejamento financeiro, que gasta mais do que pode e dificilmente consegue guardar dinheiro.

“O gastador entende o gasto extra e desnecessário como necessário e nem percebe”, explica José Vignoli, educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz. “Esse tipo de pessoa só conhece o limite quando fica sem crédito, com o nome sujo, sem ação”, acrescenta o economista. E, mesmo para quem não possui dívidas, uma rotina de gastador é prejudicial. “É importante que sempre sobre um dinheirinho, para formação de uma reserva para emergências e realização de sonhos. Além disso, ter dinheiro guardado aumenta sua liberdade de escolhas e te dá maior poder de negociação”, lembra Ana Paula Hornos, economista e coach em finanças.

Segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil e pelo Portal Meu Bolso Feliz, não são poucos os brasileiros com esse perfil: 35% dos consumidores têm o costume de adquirir produtos sem avaliar a sua condição financeira, diz o estudo. Será que você está entre esses gastadores?

Se for o seu caso, não entre em desespero, nem se envergonhe. “A conscientização de que se é um gastador e a vontade de interromper os hábitos decorrentes desse perfil é que vão determinar a mudança”, ensina Vignoli. “É preciso uma personalidade forte e resistir a possíveis comentários de amigos e colegas sobre seu novo comportamento financeiro”, avisa. Lembre-se que, no final do dia, mais vale dormir sem preocupações com dívidas do que viver um padrão de vida que não condiz com a sua renda, por pura pressão social.

Abaixo, sete situações em que o gastador costuma se entregar aos gastos desnecessários. Em seguida, a recomendação para conseguir, em vez de gastar, economizar! Afinal, com as contas organizadas, a chance de ficar sem dívidas, poupar e alçar voos mais altos só aumenta. Lembre-se que, embora o começo dessa mudança de comportamento possa parecer difícil, ela é nada mais que uma readequação.

 

O GASTADOR COMO ELE É

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1- Uma coisinha a mais, que diferença faz?

gastos extras em compras pontuais e no supermercado do mês

Sua atitude: Sem papel higiênico na casa, sedento por um pão fresquinho ou na hora da compra do mês, você aproveita o embalo em cada uma dessas situações para, respectivamente, levar um biscoito recheado, comprar também alguns pães de queijo e adquirir algumas cervejas.

Recomendação: Acabe com essa ideia de sair de casa com licença para comprar o que quiser. Pense o que precisa, cheque o armário, faça uma lista do essencial e elimine a chance de escolhas impulsivas. Para compras menores, calcule o quanto irá gastar e limite-se a este valor na hora de pagar pelas compras. Vale até sair de casa com o dinheiro contado.

 

2- Promoção “imperdível”

a tentação dos comerciais de TV e anúncios direcionados das redes sociais e nos sites de compras

Sua atitude: O ator (e vendedor) simpático da TV te convence da utilidade de um produto de múltiplas funções, parcelado em incontáveis vezes. Você liga logo, afinal, os 50 primeiros consumidores ganham um brinde. Na internet, interessa-se pelo anúncio que surgiu na sua frente, enquanto navegando por uma rede social, e compra o produto “em promoção exclusiva”.

Recomendação: O objetivo de qualquer anúncio é vender um produto. Não se deixe levar pela facilidade da compra online. Assim como antes de qualquer outra compra, pense se de fato precisa daquele item. Só quando o produto é necessário a oferta realmente vale a pena.

 

3- Barriga cheia, bolso vazio

almoço na rua, cafezinho no meio da tarde e assalto à máquina de doce

Sua atitude: Todo o escritório vai ao restaurante novo. Só se fala no café com bolo da esquina. Você prova tudo, mas não se contenta. Repete e encomenda uma torta para mais tarde. No fim do dia, com preguiça de cozinhar ou querendo comer algo diferente, passa num fast food e leva comida para casa.

Recomendação: Procure um equilíbrio nos gastos com alimentação. É possível comer no restaurante delicioso e mais caro, mas não todos os dias. Vá ao quilo ou leve seu almoço de casa alguns dias e, uma vez por semana ou por mês, acompanhe os colegas. Lembre-se também que, de docinho a docinho, de cafezinho a cafezinho, no fim do mês você gastou uma grana! Desse jeito, não só a balança, mas seu orçamento sentirá o peso das “pequenas coisas”.

 

4- Sem grana, eu?! Imagina!

a vergonha do que os outros podem pensar e a aquisição por constrangimento

Sua atitude: O pessoal decidiu dar uma olhada na loja recém aberta, próxima ao escritório. Aquela representante de vendas de cosméticos, irritantemente simpática, veio religiosamente no mesmo dia do mês. Uma colega prendada oferece algum artesanato. Estão todos comprando, menos você. Envergonhado, leva três de cada.

Recomendação: Aprenda a dizer “não”. Se você não está interessado ou não pode gastar, fim de papo. Os outros também têm de entender que você não tem obrigação alguma de adquirir o que não deseja ou não tem condições. Não é fácil e, em alguns momentos, você pode parecer o chato, mas lembre-se: alguém ajuda a pagar as contas depois?

 

5- Antenado, sempre !

precisa conhecer os lugares da moda, afinal, todos os seus amigos conhecem

Sua atitude: Basta ouvir de um amigo “Você ainda não conhece? Nossa, o lugar é incrível!”, para imediatamente se dispor a ficar uma hora esperando e pagar uma fortuna no final do jantar, só para, enfim, conhecer o tal restaurante da moda.

Recomendação: É claro que você pode e deve conhecer lugares que te interessam, de restaurantes a teatros, de lojas a baladas. Apenas planeje-se financeiramente para tal experiência não se tornar indigesta depois, quando chegar a conta do cartão de crédito. Está sem grana? Espere para conhecer o tal bar ou ir a tal peça mais para frente, quando puder bancar o passeio.

 

6- Lugar de passear é no shopping
o prazer de sentir que está levando vantagem e a compra por tabela

Sua atitude: Fim de semana, hora de sair de casa e passear com a família. Escolhe um shopping center. Caminhando entre tantas ofertas, parceladas e sem juros, leva um mimo. Ou melhor, três, porque, com desconto, compensava. Para completar o “passeio” pelas promoções, pega um cinema, com pipoca e refrigerante, claro.

Recomendação: Dá para passear no Shopping? Sim, mas tenha claro que o local é, em sua essência, um centro para consumo. Assim, se você está apertado de grana ou pretende economizar, passe longe. Faça um exercício de buscar outros locais para se divertir com a família,  como uma praça ou parque. Depois, que tal ver filmes disponíveis na TV ou na internet? A pipoca caseira também pode ser uma delícia.

 

7- Poupança?!
até já tentou guardar dinheiro, mas costuma viver com o que tem na conta

Sua atitude: Mal recebe o salário, já tem destino para o dinheiro. Poupança? Que nada. Restaurante bacana, show da sua banda favorita, viagem com os amigos… Embora já tenha tentado guardar uma grana todo mês, não tem disciplina para isso. Às vezes até sobra um pouco, mas logo chega o mês seguinte, a fatura do cartão e por aí vai…

Recomendação: Ter uma reserva para imprevistos e realização de sonhos é fundamental e deve ser parte da rotina de todos! Além disso, ter metas a médio ou longo prazo te ajuda a conseguir poupar. “É muito mais fácil economizar quando temos metas claras e um planejamento para alcançar tais objetivos, que servem de bússola para nossas atitudes e decisões financeiras”, aconselha Ana Paula Hornos. Resumindo: no começo do mês, já separa um valor para realizar seus sonhos!

 

LEIA MAIS:

Como se Planejar Financeiramente 

Você vive dentro do seu padrão de vida 

Como se livrar das dívidas 

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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