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18 junho 2015
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Descubra as melhores opções e os cuidados que você deve tomar antes de buscar alternativas para pagar seus estudos com financiamento estudantil

Na hora de manter uma faculdade ou iniciar os estudos, o mais complicado é organizar a vida financeira e definir como pegar as mensalidades, certo? Por isso, é importante saber que existem algumas maneiras de financiar seus estudos e descobrir qual a melhor forma de encarar esse desafio.

 

O Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), do Governo Federal, por exemplo, é o programa com as taxas mais baixas do mercado (3,4 por cento), mas algumas mudanças divulgadas no fim de 2014 dificultaram a vida de muitos estudantes que desejavam pedir ajuda do programa para conseguir estudar. Entre elas, a exigência de uma pontuação mínima de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para obter acesso ao financiamento. Além disso, o aluno não pode mais receber simultaneamente recursos do Fies e bolsa do Programa Universidade Para Todos (ProUni), a não ser que a bolsa do Prouni seja parcial (50 por cento) e usada concomitantemente com o Fies em uma mesma instituição e em um mesmo curso.

 

A boa notícia é que existem outras maneiras de conseguir realizar o sonho de cursar uma faculdade e uma delas é um crédito estudantil privado, oferecido por bancos e até pelas próprias faculdades.

 

É importante, no entanto, ficar atento às opções e pesquisar muito bem antes de contratar algum financiamento, avaliar as taxas de juros e todas as condições impostas pelos financiamentos. “As opções existem, mas muitos pontos devem ser considerados antes de se tomar uma decisão: as taxas de juros, as verdadeiras condições do crédito e, até, se, com o diploma na mão, o estudante terá um salário bom o suficiente para pagar sua dívida “, explica Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil. Então, siga o passo a passo abaixo e descubra a melhor maneira de começar a estudar:

 

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Primeiro passo: avalie todas as suas opções antes de procurar o financiamento privado

Não tem jeito. A melhor opção ainda é pagar as mensalidades do curso com taxas de juros baixas, certo? Por conta disso, o Fies, que tem as menores taxas do mercado, ainda é a melhor alternativa para aqueles que se encaixam nas suas exigências, apesar das dificuldades terem aumentado. Mas ainda que você não se encaixe no público alvo do FIES, vale a pena avaliar as alternativas:

 

Tentar o Fies em 2016

O cadastro do Fies 2016 pode ser feito em qualquer data, acessando o site www.mec.gov.br. Para conseguir participar do programa é preciso enfrentar um processo seletivo que leva em conta, além da situação financeira, o histórico de vida escolar do candidato como, por exemplo: se o aluno já participou do programa FIES, não fez o ENEM ou possui inadimplência com o Programa de Crédito Educativo, não poderá se candidatar. Mas, caso você consiga, o prazo de pagamento do Fies para a dívida ser quitada é bem longo e o saldo devedor pode ser parcelado em até três vezes o período financiado do curso, ainda acrescentando a esse prazo um período de carência de 18 meses para recompor seu orçamento e, assim, começar a pagar sua dívida.

 

Lutar por uma bolsa

A maior parte das instituições oferecem bolsas de estudo, total ou parcial, e talvez seja essa sua chance de cursar a faculdade pagando menos – ou nada.  Algumas delas também oferecem uma ajuda de custo que cobre despesas como transporte, alimentação e livros.

 

Vale lembrar, também, que os programas de bolsa de estudo seguem alguns critérios como baixa renda (do estudante e da família), desempenho escolar, parentesco (familiares de funcionários) e potencial de desenvolvimento (no caso de empresas que pagam a faculdade de seus funcionários). Por isso, é importante verificar todos esses itens antes da matrícula para, assim, buscar a faculdade que atenderá melhor todas suas necessidades. A partir disso, o aluno ainda pode escolher o tipo de bolsa que vai tentar. São eles:

 

Bolsa Prouni: O Programa Universidade para Todos (Prouni) é uma iniciativa do Governo Federal e concede bolsas parciais e integrais para estudantes brasileiros que não tem condições de pagar a mensalidade particular.

 

Bolsa de Faculdade: As faculdades particulares oferecem diferentes tipos de bolsa de estudos para quem tem melhor desempenho no processo seletivo e para alunos de baixa renda. Para saber mais sobre as opções da faculdade que pretende cursar, é necessário consultar o site da instituição ou ir até a secretaria.

 

Bolsa de empresa: Algumas empresas oferecem bolsas de estudos para seus funcionários e tem programas de incentivo à qualificação. Se você já trabalha e pretende melhorar seu salário e ganhar uma ajuda nos estudos, consulte o departamento de Recursos Humanos para saber se a empresa onde está oferece essas opções e o que é preciso saber para participar do processo seletivo.

 

Segundo passo: se tiver que recorrer ao financiamento, pesquise muito bem antes de fechar o contrato

Neste caso, é necessário pesquisar duas opções: o financiamento através de bancos que oferecem condições especiais para crédito estudantil, com taxas bem próximas as do crédito pessoal, e o financiamento através das próprias instituições de ensino que, muitas vezes, têm convênio com instituições financeiras e conseguem oferecer opções interessantes e negociar o número de parcelas.

 

Algumas instituições que oferecem facilidades para os estudantes têm diversas faculdades cadastradas e algumas possibilidades de acordo. A Pravaler, por exemplo, tem faculdades parceiras em todo o país e você começa financiando no máximo um semestre. Depois, pode financiar o curso todo e recontratar o serviço a cada semestre.

 

Já a Fundapubli oferece um simulador da sua mensalidade antes de contratar o crédito para você projetar sua vida financeira antes de fazer sua escolha. “Mas, mesmo focando no crédito estudantil, é importante ficar muito atento às taxas e prazos  e pesquisar todas as fontes possíveis antes de fechar negócio”, alerta Marcela.  Para isso, é importante saber qual a taxa de juros das opções que você está avaliando e compará-las. Além disso, vale lembrar que bancos e instituições de crédito estudantil também financiam cursos de pós-graduação e técnicos.

 

Terceiro passo: organize suas despesas e guarde dinheiro

Por fim, depois de decidir como e quando pagará seus estudos, é importante organizar sua vida financeira para um imprevisto não te desestabilizar:

 

• Pondere muito bem suas escolhas. Muitas vezes, o diploma não é sinônimo de salário alto e garantia de que, mais para frente, terá dinheiro para pagar tranquilamente suas dívidas. “Avalie muito bem a profissão que escolheu e veja qual o cenário econômico dentro do mercado que vai atuar”, explica Marcela. Aqui, vale comparar suas perspectivas com a profissão com a verdadeira demanda dela no mercado. Vale a pena também pesquisar as perspectivas de estágio. Conseguir um emprego na sua área ao longo da faculdade também pode te ajudar a pagar o custo do curso.

• Em alguns financiamentos você terá que começar a pagar sua faculdade ainda durante o curso. Por isso, guarde dinheiro. Aperte os cintos e economize, parte do que já ganha para bancar seus estudos.

• Não esqueça que, apesar de não começar a pagar imediatamente sua dívida, uma hora terá que quitá-la. Por isso, já faça uma poupança destinada aos estudos assim que começar a pensar em ingressar em uma faculdade.

• Reorganizar o orçamento familiar, e o seu, para encaixar a mensalidade da faculdade.

• Não esqueça de avaliar como será sua rotina no dia a dia de estudos. Custos com materiais, transporte e alimentação devem entrar nessa conta.

•  Se for possível, peça ajuda em casa. Pense no curso que quer fazer, pesquise as faculdades que tem em mente e coloque na ponta do lápis quanto ficará a mensalidade e se os pais podem te dar aquela força. Avalie se, cortando um pouco as despesas supérfluas, pedindo um aumento no trabalho ou contando com algumas economias práticas não consegue encarar essa despesa por alguns anos.

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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