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08 setembro 2016
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Na hora de guardar dinheiro é muito importante saber diferenciar a finalidade de cada tipo de aplicação. Entenda melhor

Sua vida financeira está saudável. Você consegue pagar as contas em dia e já pensa em começar a juntar um dinheirinho para garantir uma aposentadoria tranquila, comprar um carro ou fazer uma viagem. O que você também precisa ter em mente que é muito importante guardar um dinheiro para imprevistos porque, sim, eles podem acontecer: um carro quebrado, uma reforma de emergência, material escolar extra…“É essencial pensar em uma reserva financeira de emergência para que nenhum problema acabe com a saúde financeira conquistada”, explica Marcela Kawauti, economista chefe do SPC Brasil.

Mas, na hora de aplicar seu dinheiro, você sabe a diferença entre reserva financeira para emergências e um investimento? Pois ela existe e precisa ser bem delineada para que os interesses de cada uma não se misture com o da outra. “Um investimento tem nome e sobrenome, ou seja, um objetivo definido, enquanto a reserva para emergências deve servir única e exclusivamente para imprevistos financeiros”, explica Marcela.

Reserva financeira para emergências x Investimento

Para entender definitivamente a diferença entre as duas coisas, saiba que  uma reserva financeira para emergências, também chamada de “fundo de emergência”, é a acumulação de um montante financeiro separado exclusivamente com a finalidade de cobrir gastos extraordinários, emergenciais ou furos no orçamento pessoal. “Serve como válvula de escape caso alguma coisa dê errado em termos financeiros. Costuma ser utilizada em circunstâncias específicas como emergências médicas, desemprego, reparos atípicos no carro ou na casa, viagem inesperada etc”, explica Alexandre Prado, coach e especialista e  finanças.

O Investimento, por outro lado, é também uma acumulação de recursos financeiros, mas com finalidade distinta. “Com o investimento você produz expectativa de ganho futuro, de multiplicação de recursos, de lucros. Em termos financeiros, é aplicar o dinheiro de forma que ele gere rendimentos no futuro”, explica Alexandre. Esse dinheiro aplicado poderá ser usado para realização de sonhos como a compra de um carro, uma viagem, fazer um curso, entre outros, ou para garantir uma aposentadoria mais tranquila.

Qual dos dois é mais importante?

Se você não tem nem uma reserva de emergência e nem um investimento sólido, pode se perguntar em qual tipo de economia deve focar. A resposta é simples: primeiro tenha uma reserva financeira para emergências. “Na possibilidade de guardar dinheiro, deve ser priorizada a reserva financeira para emergências e, após alcançar o limite estabelecido de valor, passar a realizar investimentos visando a acumulação de recursos e geração e renda”, alerta Alexandre.

Para entender melhor: esta reserva é importante porque permite uma válvula de escape no caso de algum problema emergencial que se necessite de dinheiro na mão. Afinal, não adianta investir um dinheiro visando uma viagem, um carro novo ou apenas a acumulação de recursos e, daqui seis meses, perder o emprego e precisar se endividar para pagar as contas do dia a dia. E os problemas podem ser muito menores do que a perda de emprego. Se, por exemplo, seu celular quebra hoje e você trabalha com ele. Pois bem: amanhã mesmo você vai precisar desembolsar um dinheiro que, muitas vezes, você não tem. “Uma situação simples já pode gerar uma dívida inesperada na saúde financeira familiar”, explica Marcela. Além disso, é importante fugir de empréstimos ou o uso do cartão de crédito para quitar despesas inesperadas. Os empréstimos costumam ter taxas de juros alta, além da parcela que pode não está prevista nas suas despesas fixas, e o uso do cartão de crédito, se mal planejado, pode atrapalhar sua organização financeira inteira.

Quanto guardar por mês?

A máxima antes de decidir como e quanto juntar é fazer uma análise familiar. “Se você é sozinho, não tem filhos, pode juntar uma reserva financeira para emergências com calma, sem pressa. Já uma família deve dar mais atenção para essa reserva, afinal os problemas e imprevistos podem aparecem com mais frequência”, explica Marcela. Mas, em qualquer caso, o importante é começar a juntar dinheiro. “Normalmente, uma reserva financeira ideal tem 6 vezes o valor dos gastos mensais”, explica Marcela. Por exemplo: se você tem R$800 de gastos por mês, o ideal é juntar dinheiro com o objetivo de ter, guardado, R$4.800 para ficar tranquilo. “A regra vale, também, para investimentos e a lógica é a mesma quanto ao percentual a ser investido mensalmente. Uma boa meta para começar é tentar guardar entre 10 e 15% do que ganha”, aconselha Alexandre.

Para juntar dinheiro, planeje-se

É importante saber que, da mesma maneira que você guarda dinheiro para reservas de emergência, guarda dinheiro para investimentos. Para isso, junte o que pode, todo mês, religiosamente. Faça substituições inteligentes, aperte um pouco os cintos e corte os supérfluos. Atitudes simples farão com que você junte esse dinheiro mais rápido do que imagina. Detalhe importante: como dito acima, priorize a reserva de emergência e, depois, comece a pensar em um investimento para realização de sonhos e para garantia de uma aposentadoria tranquila.

Onde devo guardar meu dinheiro para reserva para emergências e para investimento?

Risco é uma palavra chave para esta questão. Enquanto que para a reserva financeira o risco deve ser próximo de zero, no investimento é possível assumir algum risco de forma a maximizar o retorno, a depender do horizonte de tempo de que se dispõe. “Para reserva você deve esticar a mão e já ter o dinheiro disponível”, alerta Marcela.

Por isso, outro aspecto importante de ser levado em consideração é a disponibilidade: a reserva financeira para emergências é composta de um recurso que deve ser facilmente acessado no caso de necessidade. “Isso quer dizer que eles devem estar aplicados em categorias de produtos financeiros de altíssima liquidez, ou seja, que se transforme em dinheiro rapidamente, como a caderneta de poupança, fundos de renda fixa, CDB, LCI e LCA”, alerta Alexandre. No caso de investimentos, como não se tem em mente utilizar no curto prazo os recursos ali aplicados, podem ser consideradas outras modalidades de produtos financeiros, onde haja, por exemplo, a indisponibilidade de recursos por um determinado período de tempo, digamos, 60 dias, 90 dias e até mais para retirar o valor aplicado. Para te ajudar a escolher a melhor maneira de aplicar seu dinheiro com segurança, você pode usar no Simulador de Investimentos do Meu Bolso Feliz,  

Mantenha o foco e disciplina para não usar sua reserva de emergências sem necessidade

Por fim, saiba que o mais importante é respeitar a diferença entre reserva para emergências e investimento. “Não adianta ter uma reserva para emergência e, quando uma oportunidade de viagem surgir, usar o dinheiro”, alerta Marcela. Se você está disposto a economizar e garantir tranquilidade, guarde o dinheiro e esqueça que ele está lá! A tarefa é difícil, mas a recompensa é imensa.

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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