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01 fevereiro 2017

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Veja os preços que devem aumentar neste novo ano e também o que deve ficar mais barato e saiba como se organizar para que essas mudanças não afetem seu orçamento

No contexto das mudanças que acompanham um novo ano é importante saber quais delas afetarão o dia a dia do consumidor, como por exemplo a nova regra para determinação dos preços da gasolina e os valores da cesta básica. E, com isso, entender qual a melhor maneira de lidar com esse sobe e desce de preços, para que as transformações econômicas que acompanharão 2017 não afetem o seu bolso. Veja abaixo os principais itens que merecem a atenção do consumidor.

2017 melhor que 2016

“A expectativa em relação a 2017 é de um ano melhor do que 2016. Isso porque o aumento da confiança de empresários e consumidores que vimos no segundo semestre de 2016, mesmo que modesto, deve ter reflexos positivos sobre a produção industrial e investimentos, consequentemente melhorando as taxas de emprego e aumentando a renda do trabalhador, o que melhora o consumo das famílias, aquecendo a economia. Vale ressaltar, no entanto, que a expectativa para 2017 é de um crescimento da economia bastante tímido. Ou seja, sem espaço para grandes gastos”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. Assim, embora a inflação tenha desacelerado em 2016 e deva terminar 2017 ao redor da meta de 4,5%, principalmente por conta da queda nos preços de serviços, o cenário ainda é cercado de riscos. Isso quer dizer que alguns fatores como os escândalos de corrupção que afetam os políticos, a necessidade de equilibrar as contas do governo e o cenário externo podem fazer com que o crescimento da economia e a volta da inflação à meta demorem ainda mais a acontecer.

Combustível

Desde outubro de 2016 a Petrobras trabalha com uma nova política de preços, na qual considera as cotações internacionais e decide, a cada mês, se reajusta ou não os combustíveis. Por exemplo,  a estatal pode optar por repassar internamente em janeiro as altas do valor do petróleo no mercado internacional no mês anterior. No entanto, não sabemos como a empresa se comportará ao longo do ano e se o combustível ficará mais caro ou mais barato, já que é difícil de prever o que vai acontecer com os preços do petróleo no mercado internacional e como será o comportamento da empresa neste novo modelo de determinação de preços. O consumidor deve ter em mente que combustível mais caro não significa somente gasto direto, para abastecer seu veículo particular, mas também indireto, pois aumenta o preço de tudo que depende de transporte rodoviário, como, por exemplo, os alimentos.

O que fazer: o ideal é procurar reduzir o uso do transporte privado, recorrendo ao público sempre que possível. Reveja a maneira como você se locomove na sua cidade. Seria possível usar a bicicleta ou combinar ônibus/metrô com caminhadas? Outra ponto a ser considerado é o sistema de carona. Além de sites e aplicativos que permitem tal possibilidade – reduzindo bastante o custo com transporte – você pode perguntar no seu trabalho ou entre vizinhos, compartilhando as despesas. Além disso, mantenha-se atento às variações de preços no combustível, amplamente divulgadas na imprensa.

Cesta básica

Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Dieese, o preço da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras durante o ano 2016. A cesta básica com o maior valor, R$459, foi registrada em Porto Alegre (RS). Isso significa que 2017 já começa com uma cesta básica mais cara, que exige planejamento por parte do consumidor.

O que fazer: manter o comportamento de 2016 no que se refere a economizar no dia a dia. Isso envolve pesquisar preços, planejar bem as compras, pechinchar quando possível, buscar cupons de descontos e promoções de fato vantajosas e optar por marcas mais baratas quando houver a possibilidade. Além disso, sempre se atente a compra de produtos da estação para ajudar na economia na hora de comprar alimentos.

Aluguel

No último trimestre de 2016 o mercado viu uma queda de 8,3% nos valores de aluguel em comparação ao mesmo período de 2015, segundo levantamento realizado pelo Viva Real, feito em 30 cidades selecionadas. A previsão para 2017 é que o aluguel mantenha-se mais baixo do que nos anos anteriores.

O que fazer: Aproveite a baixa demanda do mercado, que não está tão vantajoso como costumava ser para os donos dos imóveis, e procure renegociar o valor do aluguel junto ao locador. Considere também pesquisar pelo bairro ou outra região que gostaria de morar. Quem sabe acha um negócio melhor?

Imóveis

O preço dos imóveis para compra teve uma queda real de 5% no final de 2016, de acordo com o índice Fipe Zap. Segundo pesquisa do Viva Real sobre perspectivas para 2017, há uma expectativa de melhora nos indicadores, mostrando que tanto o mercado imobiliário quanto os consumidores estão mais otimistas, abertos para negociação.

O que fazer: “Por melhor que seja o negócio, um imóvel é um bem de altíssimo valor. Isso significa avaliar muito bem antes de se comprometer com um financiamento, ou seja, uma dívida que durará anos. A não ser que precise muito ou que você tenha boa parte do valor em caixa, ainda não é a hora de fazer dívidas”, diz Marcela.

Telefonia

As contas de telefone fixo e celular vão ficar mais caras a partir de janeiro. O motivo é que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) permitirá que governos estaduais cobrem ICMS sobre o valor das assinaturas – ele já era cobrado sobre o valor das ligações e outros serviços. Desde o final do ano as operadoras de telefonia vêm comunicando os clientes de que suas mensalidades serão reajustadas. A mudança pode impactar indiretamente também os serviços de internet e TV a cabo, considerando os combos que contam também com o pacote do celular.

O que fazer: reserve tempo e paciência e dirija-se a uma loja da sua operadora para negociar um novo plano, benefícios, descontos. Lembre-se que você tem o direito de mudar de operadora, levando consigo seu número, ou seja, além de pesquisar novos valores e propostas na sua operadora atual, faça o mesmo nas concorrentes.

Carros

Segundo projeções da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) para 2017 haverá um aumento de 4% no licenciamento de veículos novos. O mercado de usados, no entanto, assim como em 2016, deve continuar forte.

O que fazer: tenha em mente que tais projeções são do mercado, ou seja, da indústria que se beneficia da venda de automóveis. Para o consumidor, 2017 segue não sendo um bom ano para se endividar, por isso, gaste em um carro somente se necessário. Aproveite este ano para economizar, juntando dinheiro para quem sabe comprar seu veículo à vista, evitando o crédito.

Crédito

Sim, os bancos diminuíram as taxas de juros cobradas ao consumidor. No entanto, a redução é muito pequena em face do valor das taxas de juros. Isso faz com que o custo de tomar crédito ainda esteja bastante alto.

O que fazer: assim como fez ao longo do ano passado, o consumidor deve continuar longe de empréstimos também em 2017. Caso o pedido de crédito seja inevitável, considere em primeiro lugar os empréstimos pessoal ou consignado, pesquisando sempre as taxas em diferentes bancos buscando a mais vantajosa.

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização pela State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e do Grupo LANCE!, especialista em mídias digitais e marketing de conteúdo. MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Projetos pela FGV.

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