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07 julho 2016

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O primeiro passo é otimizar os gastos, se organizando financeiramente. Aprenda como fazer!

No primeiro trimestre de 2016, segundo dados do IBGE, o desemprego no Brasil chegou a quase 10,9%, afetando muitas famílias brasileiras. E por conta da economia mais fraca, além do aumento do número de trabalhadores desempregados, aumentou também o tempo de procura de uma recolocação: ao final de 2015 a média era de 8 meses.

Se você faz parte desta legião de brasileiros que perdeu o emprego nos últimos meses, provavelmente já sabe que no momento do seu desligamento da empresa você tem direito a alguns valores pagos pela empresa, além da possibilidade de sacar o FGTS e de receber o seguro-desemprego

Porém, esses valores, infelizmente, podem se esgotar antes que o trabalhador encontre uma nova oportunidade no mercado, assim é muito importante que o dinheiro não seja  gasto com bens e serviços supérfluos. Com isso em mente, será que existem formas de se programar e utilizar de maneira inteligente esses recursos para manter o orçamento em dia, enquanto não se encontra outra oportunidade no mercado de trabalho? É o que vamos ver agora!

Organize-se

Sempre falamos da importância de se organizar para manter a saúde das suas finanças. E no momento em que há uma queda brusca na renda por conta do desemprego, esta pode ser a saída para que você sobreviva a este período com mais tranquilidade.

O primeiro passo é anotar todos os seus rendimentos. Nesta conta entra o que a empresa pagou a título de rescisão contratual, como férias vencidas e aviso prévio, além do saldo do FGTS referente ao tempo de serviço na empresa, caso não tenha sido demitido por justa causa. Se você tiver direito ao seguro desemprego, também deve incluí-lo. Como você provavelmente irá receber estes valores em períodos diferentes, vale colocar uma descrição mês a mês para você não se perder em meio a entrada dos rendimentos.

Em segundo lugar, coloque os gastos que você terá, não somente no mês corrente, mas também nos próximos. Isso será importante para que a sua organização seja bem feita e adequada para cada um dos períodos. A análise racional das informações que você listou e a separação entre o que é importante e necessário para o seu sustento e o que é supérfluo vai ser importante para você criar novos hábitos bem importantes para a sua saúde financeira neste momento de orçamento restrito.

É importante gastar de maneira inteligente

Quando o desemprego bate a sua porta, é preciso investir em práticas que lhe ajudem a economizar o máximo de dinheiro possível, otimizando os gastos. Assim, vale a pena investir em pequenas economias no dia a dia, que vão desde o material escolar de seus filhos até os gastos com bares e restaurantes, pesquisas de preços, e promoções. Trocas inteligentes também podem fazer diferença, como por exemplo, trocar a ida a restaurantes por jantares em casa e filmes no cinema pela TV a cabo.

Outra grande fonte de economia deve ser feita nas idas ao supermercado. Para isso, será necessário planejar e tirar proveito dos melhores dias, embalagens econômicas, promoções produtos sazonais. Além disso, você deverá focar em evitar desperdícios. Fazer uma lista com as compras necessárias é importante para que você não compre mais do que precisa.

Cortar os gastos supérfluos é essencial para que você busque o equilíbrio em suas finanças, mas você não precisa deixar de fazer as coisas importantes para isso. É só pesquisar e escolher opções diferentes, mais econômicas e inteligentes. Atualmente, uma grande forma de economia inteligente é o uso de aplicativos. que podem te ajudar a gastar menos em diferentes áreas da sua vida, como nas despesas com as contas da casa e nas saídas para o lazer, contribuindo de forma decisiva para salvar seu orçamento todos os meses.

Busque outras fontes de renda

Ainda que de maneira temporária, é interessante buscar uma fonte de renda  alternativa para evitar usar as suas reservas financeiras. No ambiente online você pode buscar formas de obter uma renda alternativa. Existem diversos apps que permitem que você alugue a sua própria casa, utilize o seu veículo transportando passageiros ou, até mesmo, venda aquelas roupas  e acessórios que você não está utilizando. Sem contar aqueles sites que reúnem vagas de trabalho temporário ou oferecem serviços para freelancers.

Além disso, caso você tenha habilidade, que tal investir na venda de bolos, doces, artesanato ou qualquer outra coisa que tenha habilidade para fazer? Você pode divulgar seus trabalhos em redes sociais e pedir a ajuda dos seus amigos para espalhar a novidade, ajudando a conseguir as primeiras encomendas.

É fundamental renegociar as dívidas

Ao ficar sem emprego, minimize ou, até mesmo, elimine o uso de cartões de crédito – que têm taxas de juros exorbitantes – no seu dia a dia. Mas, caso você já esteja com dívidas em atraso, a saída é renegociar as dívidas junto aos seus credores. Após entender como está a sua situação financeira, procure administradoras de cartões ou escritórios de representantes e pergunte quais são as opções para você renegociar e quitar seus débitos. O mesmo vale para as contas atrasadas de energia, água, telefone e escola dos filhos, por exemplo.

Outra forma inteligente de lidar com as dívidas é trocar aquelas com maiores juros, como é o caso do cartão de crédito e do cheque especial, por outras mais em conta como, por exemplo, o empréstimo pessoal ou consignado. Mas, tenha o cuidado de  entender quais são as condições de pagamentos, juros e taxas envolvidos, para não se endividar ainda mais. Lembre-se de não utilizar esse dinheiro para adquirir outras coisas. Ele deve ser utilizado, exclusivamente, para sanar a dívida atrasada.

Sempre que for fazer uma compra, por mais que a parcela ainda caiba no seu orçamento, pense duas vezes se você realmente necessita daquilo e se o momento é propício para essa aquisição, lembrando que você pode não ter uma renda fixa por algum tempo.

Aplicando as mudanças propostas, você vai descobrir que é possível, para quem perdeu o emprego controlar as finanças de modo a não ter que enfrentar as consequências da inadimplência, como juros altos, multas e nome nos registros de proteção ao crédito. Assim, é possível evitar dores de cabeça que só prejudicarão a sua vida, nesse período difícil de busca por uma recolocação no mercado de trabalho.

Se essas informações foram importantes e você quer se informar, ainda mais, a respeito de como economizar e manter os gastos diários sobre controle, clique aqui e leia mais sobre o assunto!

 

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