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28 maio 2014
Mês
E talvez seja apenas isso que você precisa para organizar suas contas de vez

Uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil revelou: 42% dos entrevistados não sabem exatamente quais seus rendimentos totais. “As pessoas tem dificuldade em gerenciar a entrada e saída de dinheiro de suas contas porque muitas delas não sabem ao certo o quanto recebem no fim do mês”, explica Vignoli. Se você faz parte do time que confunde salário bruto e líquido, descubra a diferença agora e organize suas contas.

A DIFERENÇA ENTRE SALÁRIO BRUTO E SALÁRIO LÍQUIDO

Salário Bruto

É o valor mensal que o empregador acerta com o empregado. Ou seja, a quantia que constará no contrato de trabalho. No entanto, desse total, serão tirados os descontos trabalhistas, como o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e IR (Imposto de Renda).

Salário Líquido

É o valor que cairá na sua conta  após serem descontados os impostos obrigatórios mais os benefícios combinados com a empresa, como plano de saúde e vale-refeição. E lembre-se: o desconto de impostos varia de acordo com salário (confira tabelas abaixo)

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Parcela a deduzir. O que é:

Antes de fazer o cálculo final de quanto ganhará no próximo mês é preciso considerar a “parcela a deduzir”, um valor que será reduzido do montante que o contribuinte precisa pagar. Esse valor é tabelado e estabelecido pela legislação tributária. Você  pode conferir no: http://www.receita.fazenda.gov.br/AutomaticoSRFSinot/2014/05/02/2014_05_02_10_37_34_298605328.html)

Para entender melhor

Considere um salário mensal de R$2.000. Neste caso, o recolhimento para contribuição do INSS será de 9%, ou seja, R$180,00. Já com esse desconto, o contribuinte recebe um total de R$1.820,00 (base de cálculo para checar o valor do IR e a parcela a deduzir deste valor).

A partir desta base, o contribuinte terá desconto do IR de 7,5%, ou seja, R$136,50. Como a parcela a deduzir, neste caso, é de R$134,08, restam apenas R$2,42 para o contribuinte pagar. E, segundo a lei tributária, valores até R$1o não são recolhíveis. Por esse motivo, o salário do contribuinte, depois dos descontos, continua sendo R$1.820,00.

7 DICAS PODEROSAS PARA ORGANIZAR SUAS FINANÇAS 

1-Lembre-se sempre: o dinheiro que você tem para gastar é o total do seu salário líquido e não do bruto.

2- Caso você trabalhe com serviços e seus rendimentos variarem todo mês, procure estabelecer um valor líquido mínimo com o qual você possa contar mensalmente para pagar suas contas.  Uma boa forma de fazer isso é anotar todas as suas despesas e fazer uma lista de todas as suas entradas dos últimos tempos para ter uma ideia de quanto você ganha e em que meses tem mais serviço e mais dinheiro. Com o Simulador Diagnóstico Financeiro você entende melhor sua vida financeira e aprende a organizá-la.

3 – Se o seu trabalho é recompensado através de comissões você também deve ter cuidado. Será que você não gasta mais quando a comissão vem maior e não deixa de gastar quando a comissão vem menor?  No seu caso o controle é ainda mais importante e criar uma reserva é algo essencial. Faça o levantamento de suas despesas fixas e tenha como primeiro objetivo guardar uma reserva de três meses baseada neste valor apurado. A reserva vai crescendo e sua tranquilidade também.  Dica valiosa: naquele mês da comissão maior, o destino de parte do dinheiro deve ser sua aplicação financeira, ou seja, uma reserva para os meses de “vacas magras”.

COMO O CHEQUE ESPECIAL E O CARTÃO DE CRÉDITO PODEM PREJUDICAR SEU SALÁRIO 

4- Apenas utilize alguma forma de crédito em caso de real necessidade e se você souber que terá dinheiro para repor o limite ultrapassado o quanto antes.

5- Tome muito cuidado com o limite do cheque especial que pode lhe dar uma sensação de conforto ao resolver a falta de dinheiro no final do mês, mas que depois cobrará os juros fazendo sua conta ficar devedora cada vez mais cedo. Por exemplo: se você ganha R$1.000, mas gasta R$1.200, utilizando o cheque especial, no mês seguinte terá apenas R$800 e, muitas vezes, gastará mais R$1.200. Assim, suas finanças, em pouco tempo, estão totalmente descontroladas.

6- Acompanhe seu saldo, faça as contas antes do mês começar e evite compras extras, caso suas contas já dêem em sinal de aperto. Quando os juros forem debitados de sua conta veja o que você deixou de fazer para pagá-los e quanto você desperdiçou de dinheiro.

7- A situação com o cartão de crédito não é muito diferente da do cheque especial, porém pode ser ainda mais perigosa. É fácil comprar com cartão e depois, ao levar o susto com o tamanho da fatura, deixar um pedacinho para ser pago no próximo mês, e no próximo… Dessa maneira,  o buraco no seu orçamento vai crescendo e você perde o controle da situação. Por isso, evite o crédito e passe a priorizar o cartão de débito, assim você só gasta o que tem.

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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