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24 setembro 2015
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Trace a melhor estratégia – educacional e financeira – na hora de escolher o colégio do seu filho

O final do ano se aproxima e junto dele a necessidade de (re)matricular seu filho na escola. Diante de um 2015 que exigiu, em muitos casos, apertar os cintos e repensar as despesas  gerais da casa, agora é chegada a hora de finalmente tocar num ponto incômodo e ao mesmo tempo primordial a todas as famílias, mas cujos custos e benefícios devem ser colocados na balança, sob pena de comprometer seriamente as finanças e obrigar atitudes drásticas que trarão prejuízos difíceis de serem reparados no médio e longo prazos.

“Tudo deve ser pesado e pensado com muito carinho, tendo a participação de toda a família. Tão importante quanto analisar o currículo da escola é saber se você tem condições de arcar com os custos dela e reconhecer previamente a hora de mudar de rota, caso seja necessário”, alerta José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. Por isso, siga algumas dicas práticas e estratégicas antes de tomar essa decisão importante:

1- Analise a concorrência

Antes de matricular seu filho na escola ou fazer a rematrícula, pesquise outros estabelecimentos de ensino da região para saber, em média, quanto estão cobrando de mensalidade e como podem atender as perspectivas do seu filho. Se possível, converse com mães e professoras para pesar os eventuais benefícios e dificuldades que seu filho poderia ter ao trocar de escola. Analise a possibilidade de até mesmo procurar uma instituição em bairros menos abastados, onde nem sempre o ensino será inferior ao do atual colégio do seu filho.

2- Trace o Panorama Financeiro Geral

Depois de pesquisar muito e fazer uma lista das escolas que simpatizou, levando em consideração que o valor da mensalidade está dentro do seu orçamento mensal, lembre-se que não é apenas esse gasto que vai aumentar. Inclua no orçamento os lanches, livros, matrícula, uniforme e transporte. Para isso, use o Simulador Escolar e descubra quanto custa por mês a educação do seu filho. 

3- Conheça melhor os valores pedagógicos

Pensar a escola só sob o aspecto financeiro é, obviamente, perigoso. “É preciso que os pais pesquisem sobre a escola e o ambiente para seus filhos, conheçam seus ideais, sua proposta pedagógica, e que atendam suas expectativas em relação à aprendizagem e ao futuro, com a garantia de todos os seus direitos e também de suas responsabilidades”, aconselha a pedagoga Mônica Lopes, mantenedora do Colégio Nova Visão. Aqui, o ideal é visitar o colégio, conversar com mães e pais sobre questões básicas como alimentação e método de ensino antes de matricular seu filho na escola ideal. Afinal, existem colégios mais tradicionais, onde é exigido uniforme, por exemplo, e colégios mais liberais.

4- Pense além do Enem e Vestibulinhos

As médias da escola no Enem e nos famosos Vestibulinhos são um indicativo importante de sua qualidade de ensino, mas é preciso ir além desses aspectos e reconhecer se ela de fato atende às necessidades do seu filho e se o estimula a formular novas maneiras de pensar e buscar soluções práticas para as questões do dia a dia. “A escolha de uma escola apropriada pode ser o ponto de partida para que seu filho se adapte, enfrente os desafios e atenda às exigências que a família idealizou na questão do conhecimento, da reflexão e da transformação”, aponta Mônica. O segredo é pesquisar. Não há número mínino ou máximo de escolas que devem ser visitadas antes de fazer a escolha. O importante é visitar o colégio, conversar com os profissionais e se sentir seguro e confiante com o ensino e com o valor que será cobrado, que deve estar de acordo com sua realidade.

5- Saiba entender os sinais das crianças

No caso das crianças, entender os pequenos sinais que elas dão é fundamental para saber se aquele colégio está realmente lhes fazendo bem. “A reação da criança ao vestir-se para ir à escola, o comportamento no caminho e o entusiasmo como conta sobre as atividades realizadas são alguns sinais importantes, porque elas são puras, simples e autênticas”, diz Mônica.

6- A crise apertou? Tente renegociar

Se você já não está mais tendo fôlego financeiro o suficiente para arcar com a mensalidade, uma boa opção antes de trocar o seu filho de colégio é sentar com a direção da escola e pensar na possibilidade de algum desconto, bolsa de estudo ou de pelo menos aliviar o reajuste para o ano que vem. “Mas também é preciso ter coerência. Não adianta pedir bolsa de estudo e redução na mensalidade e, no mesmo ano, trocar o carro para um melhor”, afirma Vignoli.

7 – Use o 13º para comprar o material escolar

É natural que a proximidade do 13º salário o faça planejar a compra de novos itens para a sua casa, o pagamento de algumas dívidas atrasadas e aqueles presentes tradicionais da época natalina. Porém, antes de sair gastando a rodo, faça um planejamento e coloque no papel todos esses gastos para saber se realmente poderão ser cobertos pelo 13º salário. Reservar uma quantia para a compra dos materiais escolares é sempre uma escolha inteligente e que fará a diferença para um início de ano sem grandes sobressaltos.

Com essas dicas em mente, é hora de fazer um planejamento – e dentro da sua realidade financeira – escolher o colégio do seu filho. Para isso, responda às perguntas :

Vale a pena pagar mais de R$ 1 mil de mensalidade numa escola de ensino infantil?

“O valor de uma mensalidade superior a R$ 1 mil pode compensar quando se oferece além dos itens básicos de uma boa escola, qualidade de ensino, higiene, alimentação de qualidade, bem-estar e outros valores agregados, como transformar informações em conhecimento significativo, desenvolvendo processos em que sejam valorizados o questionamento, a criatividade, a amizade, a sensibilidade, a iniciativa, a pesquisa, a experimentação e as descobertas”, afirma a pedagoga Mônica Lopes, mantenedora do Colégio Nova Visão.

Até que ponto é vantajoso se investir em escolas bilíngues no ensino infantil?

“As pessoas têm a ideia equivocada de que em uma escola de Educação Infantil só importa o cuidado com a criança. Mas é nesta fase da educação que se desenvolvem habilidades e competências específicas que serão indispensáveis para toda vida do cidadão. Alguns aspectos importantes que devem ser considerados no momento da escolha de uma escola bilíngue: formação dos professores e certificação na segunda língua, filosofia de ensino, número de alunos em sala, espaço físico e materiais didáticos”, responde,   diretora administrativa da be.Living.

O que considerar antes de recorrer a escolas que trabalham em tempo integral?

“Vale a pena colocar o filho em uma escola em tempo integral quando existe a real necessidade dos pais ou da família. Em muitos casos, a criança acaba ficando em período integral porque os pais trabalham e, até conseguirem voltar para a escola para pegar os filhos, demoram mais por conta de deslocamento de trânsito. Sempre devemos levar em consideração as atividades que a escola deve ter e o conteúdo programático proposto, além de observar questões como alimentação, cardápio servido e higiene”, alerta a pedagoga Mônica Lopes. Aqui, também vale comparar preços e decidir qual alternativa ficará mais em conta: diminuir horas de trabalho para ficar com os filhos, contratar uma babá ou investir no colégio em tempo integral.

Saiba mais:

Tudo Sobre Financiamento Estudantil

5 Lições que Seu Filho Deve Saber

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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