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05 novembro 2015

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Saiba como funciona o programa habitacional do governo e quais são as expectativas para 2016

O sonho da casa própria pode ficar mais pertinho quando falamos do programa Minha Casa Minha Vida. A iniciativa, criada pelo governo federal em 2009, tem como objetivo financiar a construção de moradias para famílias com renda bruta de até R$ 5 mil, oferecendo subsídios que variam de acordo com a renda de cada família.

Mas com os desdobramentos da política atual e algumas alterações no programa, é importante ficar de olho e avaliar qual a melhor opção para os dias de hoje. E para começarmos a falar sobre o Programa, é importante lembrar que o governo propôs mudar algumas de suas regras em setembro de 2015. Entre as mudanças temos: a criação de uma faixa intermediária de renda, entre R$ 1.800 e R$ 2.350 e o aumento dos juros cobrados para famílias que recebem a partir de R$ 2.350 por mês.

A criação dessa nova faixa de renda vem para atender famílias com renda mais baixa e, assim, será possível elevar os subsídios e fazer com que as prestações caibam no bolso deste público. Atualmente, o MCMV  tem três faixas. A primeira beneficia famílias com rendimento mensal até R$ 1,6 mil; a segunda, de R$ 1,6 mil a R$ 3,275 mil; e a terceira, entre R$ 3,275 mil e R$ 5 mil.

Vale lembrar, também, que as novas regras só serão válidas para novos contratos e devem fazer parte da terceira etapa do programa, ainda sem data para ser lançado. “De uma forma geral está mais difícil conseguir os financiamentos e a terceira etapa não foi implementada e nem tem prazo para tal. Apesar disso, é importante estar ciente das novas condições que podemos encontrar no caminho”, alerta José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.

Diante desse cenário, o Portal Meu Bolso Feliz procurou o especialista em mercado imobiliário, Luiz Paulo Junior, para responder as principais questões que passam na cabeça de todos que desejam comprar sua casa:

Quem se dá bem com o Programa Minha Casa Minha Vida?

As condições para as classe C (de R$ 2.900,00 a R$ 7.249,99*) D (de R$ 1.450,00 a R$ 2.899,99*)  e E (até R$ 1.449,99*) ainda são favoráveis porque o programa Minha Casa Minha Vida consegue trabalhar com taxas de juros atrativas e que caibam no bolso.

Como funciona a definição do quanto vou pagar de prestação?

Depende de sua renda familiar. A partir dela, são definidas as formas de pagamento. E mais: mesmo com as alterações propostas em setembro de 2015, as taxas de juros continuam convidativas.

 

tabelaMinhaCasaMinhaVida

Como podemos encarar o Minha Casa Minha Vida atualmente? Ainda devemos contar com ele?

Analisando a situação política atual, a dificuldade de articulação, e as dificuldades econômicas do cenário nacional, os cortes orçamentários são inevitáveis. Não acredito no fim do programa, entretanto tenho certeza que suas próximas “fases” não terão a mesma velocidade que as anteriores. Até que se coloque as contas do governo em dia, e se trace novas metas de trabalho, o Minha Casa Minha Vida  tende a permanecer apagado e sem destaque. Ou seja, o volume de recursos emprestados para financiamento do programa, que foi alto nos últimos anos, tende a diminuir em virtude da crise e, consequentemente, o número de financiamentos liberados também cai.

Considerando esse cenário, o que devemos fazer?

Aproveitem para comprar. Essa é a hora. As condições são excelentes. Não perca este momento. Novas construções são incertas e, por isso, meu conselho é não esperar novos empreendimentos. Adapte-se aos atuais e aproveite as taxas de juros.

Existem outros programas no Brasil que podem suprir a falta do MCMV, caso ele deixe de funcionar?

Infelizmente não. Nenhum outro programa se adapta às condições do MCMV.

Dicas práticas para quem quer investir no Minha Casa Minha Vida

Mesmo com dinheiro para pagar a parcela do acordo, alguns problemas como histórico com compras parceladas e nome sujo podem atrapalhar.  Além disso, é preciso entender muito bem como funciona o programa para conseguir os benefícios oferecidos. Por isso, fique de olho:

  • Lembre-se que, ao se candidatar ao programa, é preciso comprovar renda. Para ficar mais fácil, una forças com a família para somar salários e aumentar as chances de ser aceito.
  • Leve em consideração que ter o nome incluído em cadastros de devedores  torna o financiamento impossível. Se esse é seu caso, limpe o nome antes.
  • Seja um bom pagador e pague suas contas sempre em dia.
  • Tenha uma conta em movimento . Se o dinheiro entra, já é uma forma de comprovar renda;
  • Atente-se à cartilha de regras da Caixa Econômica Federal  e fique por dentro de tudo que é necessário para se candidatar – e conseguir – o financiamento.
  • Fique de olho nas datas do Feirão da Caixa na sua cidade (acompanhando o site da CAIXA) que apresentam facilidades e uma ótima oportunidade para tirar dúvidas e se inscrever.

*Dados do IBGE

 

Saiba mais:

Como reformar sua casa e gastar pouco

Onde investir durante a crise

O jeito certo de controlar seus gastos pessoais

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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