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02 dezembro 2014

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Quem não verifica suas faturas e extratos não somente tem pouco controle sobre seus gastos como também pode estar perdendo dinheiro. Fique atento!

Sabia que não acompanhar todos os seus gastos na fatura do cartão de crédito e suas movimentações através do extrato bancário pode significar perder dinheiro? O sistema do seu banco pode, por exemplo, cobrar um valor indevido na sua fatura ou fazer um lançamento errado na sua conta. É preciso estar atento aos seus movimentos financeiros para poder identificar o erro – e, claro, pedir o seu dinheiro de volta. Outro motivo que pode gerar lançamentos indevidos são os chamados “crimes cibernéticos”. Segundo a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), só em 2013 as fraudes eletrônicas provocaram aos bancos prejuízos de R$ 1,4 bilhão. Embora os bancos invistam cada vez mais em tecnologia para prevenir o problema, cabe também ao cliente ficar de olho para não ser vítima de fraude. Afinal, se ninguém nota a cobrança indevida, o golpe nem sequer entra no radar do banco. E lá se foi seu dinheiro, sem você sequer perceber!

Veja como acompanhar seu extrato bancário e entenda a sua fatura do cartão de crédito, para não deixar que fraudes ou erros eletrônicos prejudiquem as suas finanças.

 

O extrato bancário

Considerando que todas as suas transações financeiras são feitas através da sua conta, nada mais natural do que ficar de olho no extrato bancário. Do mesmo jeito que você checa para ver se seu salário caiu direitinho, é preciso verificar as entradas e saídas de dinheiro na sua conta para ter certeza que estão corretas.

 

1- De quanto em quanto tempo ver o extrato

Hoje em dia, com a facilidade de poder acessar sua conta pela internet, checar seu extrato é muito fácil. A recomendação é checar o extrato semanalmente. “Dessa forma, pode-se controlar melhor os movimentos  entre uma semana e outra, reconhecendo possíveis erros com mais facilidade, além de poder controlar melhor a sua vida financeira”, explica o educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

 

2- O que observar em seu extrato

Preste atenção, claro, nos débitos mensais. Inicialmente nos valores programados, caso tenha algum. Eles foram depositados nos dias certos? Caso contrário, você pode estar correndo o risco de arcar com multas. Depois, verifique as taxas. Há alguma que não condiz com seu acordo com o banco? Por fim, acompanhe os lançamentos futuros, como contas em débito automático, por exemplo, verificando datas e valores para evitar entrar no limite do cheque especial ou mesmo ter a conta não paga. O importante é saber de onde veio e para onde vai cada número nas linhas ali apresentadas!

 

3- De olho no cheque especial

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Fique atento, pois alguns bancos apresentam três campos para mostrar  o seu saldo. O primeiro deles corresponde ao que de fato você tem na conta. O segundo é o limite do cheque especial, ou seja, uma quantia que o banco coloca à disposição do cliente – e que cobra juros altíssimos caso você utilize. Por fim, vem o “saldo disponível” ou “saldo total” (cada banco tem sua nomenclatura), que é a soma do que você possui na conta mais seu limite do cheque especial. Resumindo: disponível para o seu uso, sem juros, apenas o valor mostrado na primeira linha.
 
E lembre-se: caso você esteja usando o cheque especial, dê uma olhada no extrato e veja a informação sobre os juros que você está pagando e o quanto está sendo debitado da sua conta mensalmente. “Quem sabe você muda de ideia quanto ao uso desta linha de crédito quando se der conta de quanto está pagando de juros num único mês. É só imaginar isso num ano”, alerta o educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

 

4- Facilidades em nome da segurança

Hoje em dia, muitos bancos oferecem o serviço de envio de extrato via e-mail, semanalmente ou em outra periodicidade, sem cobrar por isso. Aproveite essa facilidade. Outra opção que facilita o acompanhamento das suas transações são alertas via SMS, ou seja, a cada transação, o banco manda uma mensagem avisando o valor retirado da conta. Dessa forma, você logo reconhece operações que não autorizou, como um saque, por exemplo, podendo denunciar imediatamente o ocorrido.

 

Cartão de crédito

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, são obrigatórias na fatura do cartão de crédito informações como valor da despesa efetuada, identificação do estabelecimento comercial, taxa de câmbio para despesas em moeda estrangeira, valor de eventuais créditos, valor mínimo para pagamento, taxas de juros praticadas e data de vencimento da fatura. Ou seja, informações básicas para você conseguir checar cada gasto. “Acompanhar mensalmente a fatura é fundamental não apenas para detectar possíveis cobranças indevidas, mas também para controlar seus gastos, já que se estiver pagando somente parte da fatura, os juros serão salgados, afinal, os do cartão são dos mais altos”, lembra o educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

 

1- Entendendo a fatura

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Aqui, um roteiro básico para verificar a sua fatura do cartão, elaborado pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), começando pela fórmula da fatura, simplificada:

Fatura = saldo anterior – total de crédito + total de débitos

Saldo anterior: valor total da fatura anterior.
Total de crédito: pagamento sobre a fatura anterior, que pode ser total ou parcial.
Total de débitos: inclui novas compras; o saldo da dívida anterior e encargos (juros), no caso de o cliente não ter pago a última fatura integralmente.
Seguindo esses campos, vem o demonstrativo ou histórico de despesas, onde você confere os lançamentos da sua fatura: compras e parcelas, se for o caso. É também neste histórico que você acompanha tarifas que podem ser cobradas do seu cartão, como a multa de mora, os juros de mora e a anuidade.

Multa de mora: devida no caso de atraso no pagamento da fatura anterior. Não pode ser maior que 2%.
Juros de mora: devidos no caso de atraso de pagamento da fatura anterior; são contados da data do vencimento à do pagamento.
Anuidade: taxa paga à operadora, para o uso do cartão. O pagamento pode ser à vista ou em parcelas mensais. Como alguns bancos cobram a anuidade a partir do primeiro ano de uso do cartão e não avisam quando começam a descontar o valor, vale informar-se na operadora sobre de que forma a anuidade do seu cartão está sendo paga e se é possível haver uma redução ou mesmo isenção!

Outros três itens devem ser observados: “Total Brasil” e “Total Internacional” (caso de viagens ao exterior ou compra pela Internet em sites estrangeiros. O cliente paga de acordo com a cotação do dólar no dia da emissão da fatura). Ambos formam o “Total desta fatura”. O terceiro campo é o do “Pagamento mínimo”, que você pode fazer se optar pelo crédito rotativo.

 

Não reconheço um pagamento. O que fazer?

Primeiro, certifique-se de que se trata de uma fraude ou cobrança indevida checando seus comprovantes. Tratando-se mesmo de uma movimentação não autorizada, entre em contato com o banco ou com a administradora do cartão para que a instituição tome as devidas providências, como bloquear temporariamente o acesso à conta, cancelar o cartão ou emitir alertas para outras empresas. Ao reportar o problema, peça um número de protocolo para registrar o contato. Guarde também extratos e outros documentos que comprove o erro. Se necessário, registre um boletim de ocorrência.

Normalmente cabe ao banco ressarcir o prejuízo financeiro ao cliente ou realizar o estorno. Em caso de dificuldades de recebimento, recomenda-se buscar ajuda em assessorias de entidades de defesa do consumidor, como o Procon ou o Idec.

 

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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