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03 março 2015
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Se você sonha em morar fora do Brasil e quer arriscar uma mudança de vida, fique atento às dicas e planeje-se!

Atualmente, cresce o número de pessoas que consideram a ideia de morar fora do Brasil. Só em 2014, segundo o Instituto Internacional de Educação dos EUA, aumentou em 16 por cento o número de brasileiros interessados em estudar e viver no país. No entanto, embora a maioria que saia do Brasil opte pelos EUA, de acordo com o IBGE, países como Portugal, Espanha, Japão, Itália e Inglaterra também recebem cada vez mais brasileiros que buscam mudar de vida em terras estrangeiras. Neste cenário, solteiros, casais e famílias completas têm feito contas para chegar à conclusão de que, lá fora, talvez possam viver com mais qualidade de vida – e, dependendo do local, gastando menos. A questão é que, nesse cálculo, muitas vezes não se considera os desafios de adaptação, a crise econômica que atinge vários países (não só o Brasil) e a dificuldade de arranjar um emprego fora de casa.

Por isso, para estudar ou trabalhar e morar fora do Brasil é preciso estar preparado para sair da zona de conforto. Com cautela, é claro. Trace um plano de ação, informe-se sobre as oportunidades de trabalho na sua área de interesse e pesquise muito bem o país-alvo dessa mudança de vida. “É necessário pensar no visto, na língua local, na economia do país e em como você vai se virar em uma terra desconhecida (onde morará, como conseguirá dinheiro, etc.). Por isso é fundamental não fazer nada às pressas e se dedicar a um planejamento completo”, aconselha Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Neste cenário, o Portal Meu Bolso Feliz elaborou um passo a passo para você descobrir se vale mesmo a pena morar fora do Brasil e, se sim, o que fazer para se dar bem!

Antes de tudo, faça uma análise interna

Antes de começar a se planejar é necessário saber se você – e quem mais for embarcar nessa mudança – se adaptaria a outro estilo de vida. Para isso, responda às perguntas:

 

1 – Você conseguiria viver muito tempo sem seus amigos, parentes e hábitos cotidianos?

2 – Você se daria bem falando outra língua e aprendendo a lidar com costumes diferentes dos seus?

3 – Você mudaria facilmente de trabalho e profissão (precisando, talvez, ocupar cargos ou atividades diferentes do que ocupa hoje)?

4 – Sua família (no caso de não ser solteiro e ter filhos) compartilha da mesma vontade e está disposta a enfrentar os novos desafios?

5 – Estaria disposto a ter um padrão de vida abaixo do que possui hoje?

Se respondeu sim para essas cinco perguntas, pode começar a se planejar!

5 Passos para morar fora do Brasil

 

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Primeiro passo: trace um plano

Nem só de fotos lindas no Instagram vive uma pessoa que foi morar fora. Por isso, é importante ter em mente o que você vai fazer no exterior. “Eu resolvi morar em Santa Barbara, nos Estados Unidos, porque estava sem emprego fixo no Brasil. Juntei o dinheiro do aluguel, pesquisei quais cidades tinham um inverno mais brando e me arrisquei. Aqui, em Santa Barbara, tenho dois empregos e ralo muito, mas sou muito mais feliz”, conta Andrea Oliveira, brasileira que há dez anos trabalha como cabeleireira e babá nos EUA.

Então, antes de sonhar em morar fora do Brasil, pense: Você pretende procurar um emprego na sua área, mudar totalmente de foco, fazer um curso ou procurar uma ocupação qualquer, apenas para guardar um dinheiro? “É importante saber claramente o que quer para traçar um plano. Se for, por exemplo, se manter na mesma carreira que atua no Brasil, é importante fortalecer seu networking antes da viagem e, mais do que isso, falar muito bem o novo idioma e estudar o país que tenha vagas na sua área”, explica Marcela Kawauti.

Segundo passo: descubra para onde vai

Se você pensa em voar para os Estados Unidos ou Europa, talvez seja hora de pesquisar outras opções. Além da crise econômica existente nos dois locais, as moedas (Dólar e Euro, respectivamente) são caras e as oportunidades de emprego, em muitas áreas, escassas. Assim, pesquise os sites oficiais das regiões que gostaria de ir para saber qual a verdadeira realidade do país. Nova Zelândia, Canadá e Noruega, por exemplo, são países que estão mais abertos para receber brasileiros e possuem economia estável. Veja mais nos sites oficiais:

 

Site oficial da Nova Zelândia

 

Site oficial do Canadá

 

Site oficial da Noruega

 

Não se esqueça, porém, de considerar o clima de cada região. Brasileiros, acostumados com o clima tropical, costumam sofrer em temperaturas abaixo de zero. E, ainda, pense no idioma. Uma dica valiosa é optar por um país no qual você tenha familiaridade com a língua. A fluência pode vir com o tempo, mas o básico você precisa saber, até para conseguir um emprego melhor.

Terceiro passo: pense no visto

É importante, ao considerar morar fora do Brasil, que você garanta uma vida dentro da lei. Por isso, pense na modalidade de visto que você vai se encaixar (turismo, trabalho ou estudo) e pesquise o que precisa para consegui-lo.  O Green Card, visto de permanência norte-americana, por exemplo, é muito difícil de se obter. Na Europa a dificuldade é a mesma – a não ser que tenha cidadania europeia. Em compensação, países que buscam trabalhadores estrangeiros acabam facilitando a vida de quem quer um visto para morar fora. Outra opção é buscar países do Mercosul como Chile e Uruguai. Segundo estudo de 2014 da consultoria britânica Economist Intelligence Unit, Santiago, no Chile, e Montevidéu, no Uruguai, figuram entre as melhores cidades para se viver na América do Sul, atrás apenas de Buenos Aires, na Argentina. São Paulo e Rio de Janeiro vêm em sexto lugar no ranking. “Os países da América do Sul têm estilo de vida mais parecido com o nosso e ainda oferecem mais um chamariz, a facilidade da língua”, explica Marcela Kawauti.

Quarto passo: estabeleça conexões

Se você tem amigos em outro país, ele deve, automaticamente, virar uma boa opção. “Ter uma rede de contatos facilita muito a vida de quem está indo morar fora”, diz Marcela Kawauti. Se não conhece ninguém, comece a buscar contato com pessoas do consulado do país escolhido. Outra boa opção para quem deseja morar fora do Brasil é usar as redes sociais. Grupos, chats e comunidades de brasileiros no exterior podem ajudar, e muito, na hora da mudança.

Quinto passo: planeje-se financeiramente!

O último passo, e talvez o mais importante, é estar bem assistido financeiramente. “Se resolveu mudar de vida agora não se afobe e reserve de um a dois anos para se planejar”, aconselha Marcela. Assim, você começa a guardar parte do que ganha para as despesas lá fora e, mais do que isso, reserva um dinheiro caso precise voltar. “Nessa conta, lembre-se de fazer o cálculo na moeda local e incluir moradia, transporte e alimentação por, pelo menos, seis meses”, conclui Marcela Kawauti. Se for fazer um curso, o que facilita muito a busca por emprego, lembre-se de incluir esse valor no planejamento financeiro.

No site Expatistan, você consegue comparar o custo de vida na sua cidade com a de outros locais no mundo. A plataforma também fornece uma média de quanto dinheiro você precisa para viver naquela região. Para saber quanto precisa reservar por mês, e por quanto tempo, use nosso Simulador de Sonhos.

“Morar fora do Brasil foi a melhor coisa que fiz”

O paulistano Bruno Gabrieli, no Brasil, era fotógrafo. Em Buenos Aires, virou técnico de futebol – um sonho de infância. Aqui, a história dele:

“Em julho de 2011 fui conhecer Buenos Aires e me apaixonei pela cidade. Como sempre tive vontade de viver a experiência de viver fora do Brasil, me organizei e, em 7 meses, mudei para lá, com o sonho de ser técnico de futebol. Para ter uma segurança financeira, já que ia estudar, comprei um imóvel no Brasil e vim para Buenos Aires com pouca coisa, mas já com um objetivo traçado. Escolher uma capital, um país com uma língua parecida e com pessoas receptivas também ajudou muito no meu sucesso. Atualmente, já há três anos aqui, trabalho na categoria de base do clube Argentinos Junior, sou casado com Marianela, uma linda argentina, e temos um filho. Sou muito feliz aqui e mudar de vida foi a melhor coisa que fiz até hoje.”

 

Saiba Mais:

O que considerar antes de decidir morar fora do Brasil

Como organizar as finanças para fazer um intercâmbio

Morar e estudar fora? Sim, você pode!

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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