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27 novembro 2014

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Sair da casa dos pais é o sonho de muita gente, mas a nova vida exige atenção financeira. Veja como conciliar o dia a dia com as contas!

Em algum momento, seja para estudar fora ou no período após a faculdade, o chamado jovem adulto romperá o cordão umbilical com os pais e, enfim, virará “gente grande”. Isso inclui – embora muitos esqueçam – assumir as próprias despesas. Nessa fase, é comum que quem nunca precisou lidar com finanças se atrapalhe ao conciliar sua renda com a nova vida. Gasta demais com supérfluos, torra o salário antes do mês acabar e fica sem nada para investir pensando no futuro. E aí? De acordo com a educadora e coach em finanças pessoais Ana Paula Hornos, atravessar esse período de transição não precisa ser tão tumultuado do ponto de vista econômico. “Evitar crises financeiras não é um bicho de sete cabeças, muito menos uma tortura”, garante a especialista. Veja aqui 10 dicas para se manter longe de dívidas e curtir sua tão sonhada independência!

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1 – DESCUBRA QUANTO VOCÊ GASTA

O primeiro passo para quem vai morar sozinho pela primeira vez e assumir as despesas de uma casa é ter controle absoluto de todos os seus gastos. “O jovem precisa saber o que está acontecendo com suas finanças”, sentencia Ana Paula. Ou seja, é necessário acompanhar o extrato bancário e o cartão de crédito com atenção e frequentemente. Existe uma técnica simples para isso: monte uma tabela dividida em despesas fixas (aluguel, condomínio, faculdade) e despesas adicionais (roupas, celular, refeições fora de casa). Com os principais gastos determinados nessa lista, pode-se ter uma estimativa do mês para se organizar e identificar, caso necessário, onde é possível economizar. Nosso Diagnóstico Financeiro ajuda na tarefa de organizar as suas despesas!

 

2 – AGORA, SAIBA O QUANTO VOCÊ GANHA

Saber quanto ganha exatamente é outro ponto importante. Embora, aparentemente, todos saibam o valor do próprio salário, muita gente se confunde. Em geral, as pessoas costumam definir como pagamento o salário bruto. No entanto, é o salário líquido, aquele que cai na conta após os descontos de impostos, que determina o quanto alguém tem para gastar. “É preciso treinar o cérebro para ter a referência do salário líquido e não do bruto na hora de contabilizar o valor mensal que se tem para pagar as contas”, ensina Ana Paula.

 

3 – DISCIPLINE O CÉREBRO

A coach explica que os dois passos acima são importantes para disciplinar o cérebro que, segundo a teoria da psicologia econômica, tem duas partes. Uma delas, rápida. A outra, lenta. O lado mais ágil busca o prazer e evita a dor. É ele, claro, que estimula o consumo por impulso. Já o lado devagar do cérebro age racionalmente e questiona se realmente é necessário torrar uma dinheirama em um produto que você não precisa. Quando uma pessoa se planeja e tem os ganhos e gastos em mente de acordo com a sua tabela de despesas fixas e adicionais, ela exercita a racionalidade. Ou seja, na hora da compra, consegue resistir ao prazer imediato para questionar se aquele gasto é mesmo necessário.

 

4 – DISTRIBUA SEU SALÁRIO

Do salário líquido, recomenda-se que o jovem gaste 70% com despesas mensais. Já 20% devem ir para uma reserva de patrimônio, objetivos e sonhos. Aqui entra desde aquela viagem que você quer fazer no fim do ano, até a grana que pretende acumular durante a vida, seja para cobrir imprevistos, seja para investir no futuro. Os 10% finais devem ser reservados para o lazer (balada, cinema, etc.) e para doação, quando possível. “Exercitar a doação evita que se estabeleça uma relação de dependência com o dinheiro”, analisa Ana Paula.

 

5 – APRENDA A ECONOMIZAR

Por mais que você tenha sido educado para gastar de forma consciente, somente quando se depara com suas próprias contas é que entende o valor das pequenas economias. Não encare a necessidade de poupar como um tormento, mas como uma oportunidade para incluir hábitos mais econômicos no seu dia a dia, como, por exemplo, falar menos ao celular ou ir ao cinema nos dias em que o ingresso é mais barato. Pequenas atitudes, no fim do mês e a longo prazo, fazem uma grande diferença!

 

6 – VAI ÀS COMPRAS? FAÇA UMA LISTA!

Nada de ir ao shopping ou ao supermercado cansado. Quando está exausto, o cérebro perde suas defesas e tende a estimular a comprar por impulso. Antes de ir às compras, primeiro, relaxe. Depois, planeje-se. Nunca saia de casa sem fazer uma lista do que vai comprar e mantenha o foco nesses itens. Lembre-se que agora você possui outras contas para pagar, como aluguel, condomínio… que devem ser prioridade sobre possíveis supérfluos que compre no mercado ou no shopping.

 

7 – DESEJO OU NECESSIDADE?

Ainda sobre ir às compras, antes de passar pelo caixa, determine se aquilo é realmente uma necessidade ou apenas um desejo. “Primeiro vem a necessidade e, depois, o desejo”, avisa Ana Paula. Então, priorize essa sequência na hora de gastar sem ceder à publicidade ou ao patamar de gastos de outras pessoas. Se você chegou ao limite dos 70% do seu salário líquido, significa que precisa parar de comprar. “Priorizar é importantíssimo para evitar dívidas”, ressalta a coach.

 

8 – CRÉDITO NÃO É DINHEIRO NA CONTA

Não contabilize o limite do cartão de crédito ou do cheque especial como uma receita. Tenha sempre em mente: o máximo do que você pode gastar por mês é 70% do seu salário líquido. O cartão de crédito deve ser apenas uma ferramenta para, quando necessário, parcelar compras maiores, mas sempre contabilizando a fatura mensal dentro dos 70%. Lembre-se que, caso acumule as prestações e ainda tiver despesas fixas – aluguel, transporte, faculdade – as parcelas podem trazer problemas e provocar descontrole no orçamento, causando o endividamento.

 

9 – CONTAS SAZONAIS E IMPREVISTOS

Principalmente em janeiro, alguns gastos se tornarão inevitáveis, como IPTU, IPVA, matrícula de faculdade, seguro do carro… Procure ter uma reserva para estes casos ou, então, guarde o 13º salário para essas contas. A gastança do final de ano, com presentes e festas, deve fazer parte do orçamento de dezembro. E não se esqueça que imprevistos acontecem. Se antes os seus pais providenciavam um encanador quando um vazamento surgia no banheiro, agora é você quem deve arcar com essa despesa não planejada. Por isso ter reservas é tão importante!

 

10 – DÊ NOME AOS SONHOS

Sabe aqueles 20% do salário líquido reservado? Estabeleça metas para ele. A melhor forma de fazer isso é nomear seus sonhos. Defina o que pretende fazer: comprar um carro, pagar um curso, investir em um imóvel.  “Quando você dá nome aos bois, ganha estímulo para economizar”, explica Ana Paula. Se o objetivo for comprar um carro, por exemplo, coloque imagens dele no espelho do banheiro, na carteira ou até no visor do celular. Assim, não esquecerá da sua meta. “A impulsividade costuma ser uma característica do jovem, mas paciência é um dos grandes segredos da vida financeira equilibrada. Saber o que você quer faz a diferença entre estar endividado e poupar”, ensina a coach.

 

POR FIM, PEÇA A AJUDA DE QUEM SABE MAIS!

Para tomar uma decisão financeira importante, busque conselhos. Em meio a uma multidão de opiniões, você encontrará a melhor escolha. Quem pode lhe ajudar? Vale pesquisar na internet, ouvir seu gerente de banco, um educador financeiro ou mesmo seus pais. Tudo depende do seu objetivo, de quanto você tem, de quanto tempo você tem para cumpri-lo e do perfil do risco que pretende correr. Veja aqui as principais modalidades de investimento e as características de cada uma delas.

 

SAIBA MAIS:

Jovens: Administrando o dinheiro

Jovens: Despesas no dia a dia

Jovens: Conta bancária e o uso do crédito

Jovens: Poupar e realizar os sonhos

 

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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