80308030

29 agosto 2016

mbf_banner_noticias_05

Quem tem dívidas em atraso deve priorizar quitação dessas pendências; quem está com as contas em dia, deve encarar o momento como uma oportunidade para começar a poupar.

Desde ontem (25/8), a Previdência Social começou a pagar mais de 29 milhões de benefícios como parte da primeira parcela do 13º salário. Quem durante o ano recebeu algum tipo de benefício do governo como aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente ou salário-maternidade tem direito por lei a esse abono. E como dinheiro extra no bolso é quase sempre sinônimo de mais consumo, o atual momento de crise exige cautela do consumidor. “Não é época de grandes aventuras com as finanças. Como a economia está em recessão e não há uma previsão certeira de retomada, o ideal é realizar um planejamento antes de dar uma finalidade para este dinheiro”, explica José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil.

Confira algumas dicas elaboradas pelo time de economistas e educadores financeiros do SPC Brasil:

1- Defina prioridades

Para decidir o que fazer com o 13º, antes de tudo é preciso avaliar a própria situação financeira.  “Se você está com uma dívida em atraso, por exemplo, o melhor que você faz com seu salário extra é quitá-la ou, pelo menos, diminui-la. Afinal, não adianta utilizar esse dinheiro para fazer novas compras e continuar pagando juros abusivos”, diz Vignoli. Por outro lado, se o consumidor não tem dívidas, a melhor alternativa é guardar esse dinheiro para pagar os tradicionais impostos e despesas de início de ano, como IPVA e IPTU, por exemplo. “Faça uma lista de todos esses gastos e anote exatamente o valor que precisa ser destinado a eles. Com organização, sabendo exatamente quais são seus gastos, é possível otimizar esse dinheiro e traçar um plano para usar seu salário com prudência e sabedoria” explica Vignoli.

2 – Quite a dívida de forma inteligente

Caso o consumidor tenha mais de uma dívida em atraso, ele deve escolher quitar a pendência em que são cobrados os juros mais altos, como, por exemplo, cheque especial e cartão de crédito ou aquela que implica em cortes de serviços como agua e luz. “Com mais dinheiro na mão é possível negociar e reduzir bastante os juros, começando 2017 livre de dor de cabeça”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Se o consumidor tiver dívidas a vencer, também pode ser uma boa ideia tentar negociar o antecipamento de parcelas mediante um desconto.

3 – Lembre-se que as festas de fim de ano se aproximam

Ainda faltam pouco mais de três meses para o Natal e Réveillon, mas planejar as festas de fim de ano com antecedência é uma ótima alternativa para economizar. “Educar-se financeiramente não é deixar de comprar presentes e fazer uma ceia, mas sim se organizar, pesquisar preços e escolher lembranças criativas e que estejam dentro do seu orçamento”, diz a economista Marcela Kawauti. Primeiro, faça uma lista de pessoas que deseja presentear e comece a pesquisar valores das lembrancinhas de Natal. Depois, defina um limite de gastos e respeite-o.

4 – Aplique e poupe

Para quem é organizado e está sem dívidas em atraso, a melhor dica é poupar. Esse tipo de consumidor deve encarar o dinheiro extra como uma oportunidade para começar uma reserva financeira, engordar o dinheiro que já tem guardado (se for o caso) e assim garantir uma estabilidade e tranquilidade financeira na hora de um imprevisto. “Para fazer com que seu dinheiro renda ainda mais, uma boa opção é buscar um investimento com rendimento um pouco mais alto do que o da poupança. Uma pesquisa nesse momento é ideal”, avalia Vignoli.

5 – Faça um agrado a si, mas não exagere

Se tem algo que queira muito como, por exemplo, uma roupa nova, um utensílio de decoração para casa ou até um fim de semana para relaxar, reserve uma parte do dinheiro para comprar, mas não exagere. Não gaste todo o 13º salário com compras. É importante guardar parte do dinheiro que recebeu.

6 – Compre à vista

Use seu dinheiro para fazer as compras à vista. Afinal, no fim do ano sempre surgem necessidades pessoais ou familiares. “Com o dinheiro na mão, fuja dos parcelamentos e negocie descontos atrativos nas lojas”, orienta Marcela Kawauti.

 

Veja também

mbf_banner_noticias_21
Entenda o que é portabilidade do crédito
Banco Central criou nova regulamentação que vai ajudar consumidor que estiver pagando financiamentos Você t  [...]
MBF2
Tire suas dúvidas sobre a alta do dólar
Nos últimos meses nós lemos e ouvimos falar muito sobre o valor atual da moeda americana, mas afinal, o que   [...]
consumismo-infantil-mbf
Aprenda a lidar com o consumismo infantil
Para ensinar os filhos a controlar seus desejos de consumo é preciso cuidar e monitorar as próprias atitudes  [...]