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01 março 2016
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O Portal Meu Bolso Feliz foi atrás de dicas de quem viaja e sabe o que diz: é possível, sim, conhecer lugares incríveis sem gastar muito

Imagine fazer a viagem dos seus sonhos e gastar menos de R$150 por dia (o casal). Foi isso que Raphael Rotta e Manoela Pontual fizeram  ao explorar destinos exóticos e incríveis na Ásia. “Nosso sonho era conhecer o Oriente e viajamos gastando pouquíssimo”, conta o casal. E para quem acha que a crise pode atrapalhar os planos de viagem, eles comentam: “nossa visão é de que essa é uma condição temporária, não porque tenhamos uma perspectiva clara de melhora na situação econômica do país, mas porque já existe um forte movimento de replanejamento das viagens, para que elas caibam nesse novo cenário. As pessoas estão buscando alternativas que as permitam manter os planos para as tão desejadas férias, sem que isso comprometa as finanças”.

 

Entre essas mudanças, estão diversas opções, só depende do que cada um escolhe na hora de economizar. “Pode ser mudando o destino, o período da viagem, o estilo pretendido, o nível de conforto… São inúmeras as opções para baratear os planos e essa foi a palavra de ordem para 2015, fazer mais com menos”, explica o casal que, além de viajar, elabora roteiros customizados para quem quer gastar pouco.

 

E foi com muito planejamento que o casal conseguiu economizar durante a última viagem. “Na Tailândia, por exemplo, diminuímos os custos com transporte, alimentação, passagens e principalmente em hospedagem, que ficou na média de R$ 50 por noite. Nossas únicas exigências eram ter internet, por causa do nosso trabalho, e banheiro privativo”, contam. E para comprovar como planejamento é essencial, em Chiang Mai, por exemplo, os custos diminuíram ainda mais e o casal chegou a pagar R$ 40 em uma acomodação com bangalô, banheiro privativo, ar-condicionado, internet e cozinha compartilhada. “É preciso pesquisar e, sempre que possível, antecipar as decisões e reservas. Esse é um dos principais segredos para quem quer economizar”, finaliza Raphael.

 

Por isso, inspirado no casal que, com muito planejamento e dicas inteligentes, consegue fazer viagens inesquecíveis, o Portal Meu Bolso Feliz elaborou esse dossiê completo para quem deseja viajar no esquema bom e barato. Abaixo, tudo que você precisa para conhecer o lugar dos seus sonhos:

 

1 – Planejamento financeiro

Muita gente não sabe, mas analisar as próprias finanças e entender quanto pode ser destinado a uma viagem deve ser o primeiro passo, antes mesmo de decisões como “para onde vou” e “quanto tempo pretendo ficar”. E o motivo é simples: o valor que pode ser investido pode comprometer essas e quaisquer outras decisões que já tenham sido tomadas, o que gera retrabalho e frustração. Afinal, não adianta fechar férias de 1 mês e depois concluir que não conseguirá ficar fora todo esse tempo. O mesmo vale para decisão de onde se hospedar, entre outras.

 

Uma dica importante para quem quer viajar sem preocupações, além de juntar dinheiro com meses de antecedência para poder planejar tudo com calma, é pagar tudo antecipadamente: passagens, hospedagens, os passeios que puderem ser comprados com antecedência, o seguro de viagem e assim por diante. Hoje em dia é possível efetuar a compra de boa parte desses serviços em real, o que não só elimina a incidência do IOF (cobrado em dólar), como ainda possibilita o parcelamento dos gastos que, claro, devem ser quitados completamente antes da viagem. Por exemplo: hoje mesmo você faz as contas e conclui que consegue separar R$100 por mês para a próxima viagem. Além disso, você já precisa definir quando serão suas férias em 2017. Então, que tal escolher um mês do segundo semestre? Assim, até lá, você vai conseguir juntar cerca de R$2.000 para a próxima viagem.

 

2 – Escolha o local da próxima viagem

É muito difícil dar dicas de locais bacanas para visitar porque a viagem inesquecível para um pode ser desinteressante para outro. “Os perfis dos viajantes variam muito, mas o importante é listar algumas ideias e, a partir de uma verba pré-definida, começar a pensar e escolher o destino”, explica Raphael. Se, por exemplo, o lugar que você deseja ir tem uma moeda forte como o dólar, euro ou libra, talvez você precise de um tempo extra de programação.

 

Mas na hora de decidir, é importante ter em mente que um dos principais gastos é, em geral, com o transporte até o destino, portanto economizar nesse item já é um ótimo primeiro passo. Para isso, em território nacional, o ideal é buscar lugares que possam ser acessados por terra ou procurar promoções de passagens aéreas, que devem ser compradas com antecedência. Mas atenção: antes de fechar e se comprometer, não deixe de verificar os preços de acomodação e alimentação que são praticados no destino (e nas datas desejadas), pois não adianta economizar no deslocamento, para gastar muito na sua hospedagem. Para te ajudar na pesquisa:

 

Hostel World 

Airbnb

Decolar.com

 

Para as viagens internacionais, valem as mesmas dicas de atenção às promoções de passagens e uma checagem do custo de hospedagem e alimentação antes de fechar, mas tem mais. Ao viajar para fora do país, é fundamental descobrir quanto se gasta, em média, para fazer turismo no país – há diversos sites, blogs e guias que oferecem essa informação, inclusive com segmentação por tipo de viajante. “É importante, também, pesquisar se os valores do país são diferentes para estrangeiros e nativos. Em Galápagos e outros países da América Latina esse hábito é comum”, conta Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil. E não se esqueça de converter os gastos para reais. Muitas vezes um país cuja moeda é “mais fraca” do que a nossa só oferece atividades pagas e inflacionadas, enquanto outros, que em uma primeira análise seriam descartadas por conta da cotação da moeda, contam com um sem-fim de atrações gratuitas, que vão desde praias a bairros interessantes ou museus com entrada livre em dias específicos. Alguns dos sites que podem ajudar a saber mais sobre o país:

 

Viaje Aqui

Melhores Destinos

Nômades Digitais

 

3 – Passo a passo do planejamento

Como dito anteriormente, para fazer uma viagem barata é essencial fazer um planejamento perfeito. Então, sempre tenha em mente esse passo a passo que você precisa seguir a partir do momento em que decidiu que vai viajar :

Passo 1 – Tenha ideia de quanto custa a viagem dos seus sonhos. Para isso, defina quanto tempo pretende ficar fora, quando vai viajar e para onde quer ir.

Passo 2 – Defina a verba que terá para gastar com a viagem (antes dela acontecer).

Passo 3 – Fique atento a tudo: promoções, pegadinhas (como valores de passagens mais baixos, mas que contam com taxas extras) e custo de vida do local para onde você quer ir.

Passo 4 – Vire um expert e pesquise tudo que pode sobre o local que vai.

 

4 – Faça escolhas inteligentes

Depois de seguir os três passos anteriores, você estará pronto para fazer diversas escolhas inteligentes e práticas.  Na hora de escolher acomodação, por exemplo, procure também por apartamentos para alugar, sofás para dormir sem custo, lugares onde você possa trabalhar em troca de uma cama e tantas outras opções que hoje estão disponíveis. Se a viagem é mais tradicional e você não cogita esse tipo de hospedagem, fique atento a promoções em sites como o Booking.com e lembre-se que, de uma maneira ou outra, pesquisar, reservar acomodações com antecedência ou fechar períodos longos de hospedagem são opções para gastar menos. “O valor mais caro que pagamos em acomodação foi em Koh Lipe, na Tailândia, cerca de R$ 100 pela diária, pois não reservamos com antecedência”, lembra Manoela.

 

• Tente otimizar seus planos seguindo uma lógica geográfica, que te ajude a economizar com transportes. Além disso, utilize sempre o transporte público local, para evitar táxis e/ou motoristas que têm custos mais altos. Andar também é uma opção: “Em Koh Tao, fizemos uma trilha de 11 km, por exemplo, para conhecer algumas praias que as pessoas normalmente vão de barco. Além de economizarmos, conhecemos uma série de praias que não fazem parte dos roteiros tradicionais”, conta Raphael. Outra ideia bacana é alugar bicicletas ou dar preferência aos Bike Tours, como fez o casal em Yogyakarta, para conhecer um vilarejo indonésio, onde entraram em contato com a comunidade, aprenderam sobre o processo de produção de arroz e compreenderam a dimensão do trabalho coletivo.

 

Descubra se as atrações que você pretende visitar oferecem algum tipo de gratuidade (por exemplo, muitos museus determinam um dia da semana em que a entrada é livre) e tente se programar a partir daí.

 

Evite restaurantes muito turísticos, onde os preços normalmente são mais altos. Comida de rua, piqueniques e lugares locais são ótimas ideias para quem quer economizar. “Comida local pode ser uma excelente forma de conhecer mais da cultura, além de ser mais barato. Além disso, entenda quanto deveria custar um prato e persiga esse preço, abrindo o mínimo possível de exceções. Na Ásia, por exemplo, em muitos destinos é possível gastar menos de R$ 5 por uma refeição”, conta o casal. Se seu sonho é conhecer outros continentes, fique tranquilo: essa dica vale para qualquer lugar.

 

Dicas extras para não perder o controle financeiro durante a viagem

Durante a viagem, a principal dica para não perder o controle dos gastos é definir uma verba diária e fazer o controle no fim de cada dia. Isso permitirá ao viajante acompanhar se está acima ou abaixo do estipulado, para entender se precisa economizar ou se pode fazer aquela compra que está parecendo um ótimo negócio, mas que não estava nos planos iniciais. Outra sugestão é evitar o uso do cartão de crédito, que está sujeito à flutuação de câmbio e pode se transformar em um gasto mais alto do que o esperado – a melhor alternativa para isso é levar parte da verba em espécie e liberar o cartão de débito do banco para saques internacionais (sem deixar de verificar condições específicas para evitar surpresas desagradáveis).

 

Quanto ao gasto diário, é difícil determinar, pois a variação é imensa de um lugar para outro, mas o que vale ter em mente é que muita gente viaja praticamente sem gastar (caronas e acomodações gratuitas ou trocadas por trabalho, por exemplo), assim como para muita gente o céu o limite. O importante é ter em mente que não importa a verba: alguma coisa sempre dá para fazer!

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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