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29 julho 2014
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Apesar de ter os menores juros do mercado, esse tipo de empréstimo requer cuidado já que compromete a renda mensal do aposentado ou do trabalhador

Segundo pesquisa realizada pelo Portal Meu Bolso Feliz e SPC Brasil, 1 em cada 3 brasileiros já recorreram ao empréstimo consignado. O sucesso desse tipo de empréstimo se dá pelo baixo risco de calote para quem empresta o dinheiro – já que as parcelas da dívida são descontadas diretamente do salário da pessoa que toma o dinheiro emprestado — e por oferecer os menores juros do mercado.

QUANDO CONTRATÁ-LO

Segundo a pesquisa, 47% dos brasileiros utilizam o consignado para pagar dívida de outros empréstimos como as do cartão de crédito, enquanto 15% usam para compra de eletrodomésticos e móveis e mais 15% escolhem a opção para pagar contas. Mas “o crédito consignado deve ser acionado em situações de sufoco como pagar uma dívida muito cara como, por exemplo, o rotativo do cartão de crédito ou em situações de emergência como uma cirurgia”, orienta José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.

QUEM PODE PEDIR ESSE EMPRÉSTIMO

Basicamente os trabalhadores com carteira assinada, os funcionários públicos, os pensionistas e os aposentados. Os bancos em geral tendem a dar condições melhores aos funcionários públicos e aos aposentados por conta do nível de estabilidade que em média esse tipo de pessoa tem. “O fator mais determinante para calcular o custo do juro é o risco de calote de quem empresta o dinheiro. Por exemplo: como um trabalhador de empresa privada tem maiores chances de ser demitido do que um servidor público, é natural que o servidor, por conta da sua estabilidade, consiga empréstimos em melhores condições do que o trabalhador de empresa privada”, explica Vignoli.

Além disso, existem diferenças de preço nas propostas de bancos e financeiras. “O problema é que o empregador que escolhe com qual empresa fazer o convênio. Já aposentados e pensionistas têm mais liberdade e devem comparar os valores antes da escolha”, explica Vignoli.

CUIDADOS NECESSÁRIOS AO CONTRATAR

1 – Avalie se é mesmo necessário. “O crédito foi criado para ser usado e para realizar sonhos, em situações em que muitas vezes não poderiam ser concretizadas de imediato como, por exemplo, a compra de um bem numa condição mais barata do que as oferecidas pelas lojas Porém, precisa ser utilizado com sabedoria e planejamento para que o sonho não se torne um pesadelo de dívida”, diz o educador.

2 – Analise se consegue viver bem e pagar as contas com o que sobra na conta. “O empréstimo consignado oferece a vantagem de pegar dinheiro emprestado a juros muito baixos, o que pode ser bom até para trocar uma dívida cara por outra mais em conta. Por outro lado, a pessoa que toma esse tipo de crédito precisa aprender a conviver com um salário menor”, alerta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

3 – Se tiver a opção de escolher a instituição, procure sempre um banco autorizado pelo Banco Central, ou um correspondente bancário credenciado por uma instituição autorizada. No caso de beneficiário previdenciário, verifique se o banco é conveniado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

4. Pesquise as taxas de Custo Efetivo Total (CET), ou seja, todos os encargos e despesas incidentes nas operações de crédito, consultando junto a instituições financeiras conveniadas. “O fato de ser consignado não garante que o CET do empréstimo será menor que o das outras opções de crédito. Compare-o com o de outras instituições e com o de outras operações de crédito, levando em conta o prazo para o pagamento”, explica Vignoli.

5 – Na hora da contratação, fique atento às condições oferecidas e às características da modalidade:

– Parcelas podem custar a partir de R$20,00

– Os prazos e taxa de juros variam de acordo com o acordo feito por você e a empresa.

– A contratação pode ser feita no valor de, até, 4 salários brutos.

6. Leia o contrato antes de assinar e, em caso de dúvidas, não assine.

7. Não aceite acordos verbais e intermediações de pessoas com promessas de acelerar o crédito.

8. Lembre-se  que  uma quitação antecipada dá direito a desconto proporcional dos juros contratados.

9. Cuidado com o limite máximo do empréstimo. De acordo com as determinações do Banco Central, o valor da parcela do empréstimo não pode ser maior do que 30% do salário ou da aposentadoria da pessoa que toma emprestado. Sendo assim, se um trabalhador ganha R$ 1,8 mil por mês, o valor de cada parcela não pode ser maior do que R$ 600.

Saiba mais sobre modalidades de crédito no Portal Meu Bolso Feliz

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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