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02 fevereiro 2016

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Em momento de crise econômica e inflação alta, investir nas marcas próprias pode render uma boa economia! Veja como escolher os melhores produtos

Eis o cenário:  inflação lá em cima, alta no preço do dólar que aumenta o custo de muitos produtos -, e taxa de desemprego em 8,9 por cento, a maior desde 2012. Resultado? Necessidade de apertar o cinto na hora de gastar, especialmente no dia a dia. “Quando somadas, as pequenas quantias que gastamos, um cafezinho aqui, uma comprinha no mercado acolá, acumulam um valor significativo nas despesas da família”, afirma o educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.
Neste cenário, os produtos de marca própria – aqueles produzidos pelos supermercados – são uma opção vantajosa ao encher o carrinho de compras, pois contam com preços até 55 por cento mais baixos que as marcas mais renomadas, segundo levantamento da consultoria Kantar Worldpanel. “Não se trata de privilegiar as marcas próprias, mas sim o preço mais barato, considerando custo e benefício. E aí, claro, não deixar de levar um produto que custa menos simplesmente porque ele não é famoso”, resume Vignoli.

 

Quanta diferença!

Veja abaixo tabela elaborada pelo SPC Brasil comparando o preço de dez produtos – e o quanto você pode economizar optando pelas marcas próprias dos mercados.

 

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Por que é mais barato?

Uma das principais razões das marcas próprias serem mais baratas é porque elas não investem em propaganda. Segundo dados do IBOPE Media, grandes empresas investem até 25 por cento do seu faturamento em marketing. A Unilever, por exemplo, dona de marcas como OMO, Seda, Dove, Hellmann’s, Maizena, Knorr, Kibon, AXE, Lux e Rexona, investiu quase R$2 bilhões ano passado só em propaganda, sendo a terceira maior anunciante do país. “Com isso em mente, o consumidor deve sempre ponderar: será que estou levando este produto por que de fato ele possui maior qualidade ou porque a marca é mais conhecida e isso me dá uma sensação de que ele é melhor?”, questiona Vignoli.
 
Além do baixo investimento em publicidade, há a questão da produção em escala. Hoje as cinco maiores redes de supermercados do país representam 31 por cento do setor, segundo dados da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Isso significa muito mais lojas e, assim, a necessidade de produção em alta escala, o que barateia o custo de fabricação dos itens de marca própria. Além disso, “o produto de marca nacional tem uma série de taxas que ele paga, de logística, de bonificação e de contrato, enquanto a marca própria tem apenas a taxa de logística, que é para poder fazer a distribuição dos produtos. Então 10 por cento que eu vou embutir no produto nacional eu não coloco na marca própria”, explica Lígia Kashiwagi, que atuou como gerente de Marcas Próprias do Grupo CBD, em entrevista para o estudo “Marcas Próprias Gerando Vantagens Competitivas no Mercado Varejista“.

 

Preconceito x economia

De acordo com o Estudo Anual de Marcas Próprias da Nielsen, embora em crescimento, o consumo de produtos de marcas próprias no Brasil ainda é baixo, se comparado a outros países na América Latina e na Europa. Aqui, a participação das marcas próprias corresponde a cerca de 5 por cento das vendas em supermercado; na Suíça, esse percentual é de 46 por cento. Segundo o estudo, isso se deve a dois principais fatores. O primeiro é o medo do consumidor de fazer uma escolha ruim, ou seja, gastar com um produto que pode não gostar – e aí “jogar fora” um dinheiro significativo na renda familiar. O outro é a ideia de que consumir algumas marcas consagradas dão certo status. “Este é um preconceito que atrapalha a economia de dinheiro. A preocupação deve ser sempre com a qualidade e não com a marca”, diz Vignoli.

 

O que deve ser visto para acertar na escolha do produto!

Para não errar ao escolher um produto no mercado, o segredo está na embalagem. Saiba o que verificar para saber se está comprando um produto de boa procedência. Depois, basta comparar preço e quantidade. “Quanto ao sabor, aí não tem jeito, é preciso experimentar uma vez para ver se gosta”, diz o Educador Financeiro.

 

1 – Quem fabrica

Ao avaliar um produto da marca própria do mercado, procure pelo nome do fabricante, no verso e compare com outros produtos de marcas mais conhecidas. Em muitos casos, trata-se do mesmo fabricante.

 

2 – Quantidade

Adquira o hábito de ver sempre a quantidade da embalagem e comparar esse dado com outras marcas do mesmo produto. Dessa forma, consegue comparar também os preços, avaliando se o mais barato de fato está mais em conta – ou se simplesmente possui uma quantidade menor do produto.

 

3 – Avaliação de usuários

Converse com amigos, sempre que for na casa de alguém e vir algo de uma marca própria do mercado, pergunte a opinião da pessoa sobre o produto e, claro, pesquise na internet. Alguns aplicativos ajudam não somente na tarefa de pesquisar os melhores preços, como também contam com avaliação de usuários sobre os produtos. São eles: Meu Carrinho, Nossa Alimentação e Boa Lista.

 

Saiba mais:

Dicas valiosas para economizar no mercado

Supermercado uma vez por semana ou toda semana?

Alimentação saudável que cabe no seu bolso

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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