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24 novembro 2015
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Brinquedos e atividades de lazer fazem muito bem para nossas crianças. Mas será que não gastamos mais do que necessário para agradá-las?

Toda criança gosta de brincar, passear e se divertir. Com o passar dos anos, as atividades mudam e os interesses acompanham a faixa etária dos pequenos, mas tem algo que é unânime entre eles, não importa se seu filho tem 3 ou 10 anos: todos adoram brinquedos, jogos, passeios e atividades diferentes. “Brincar é a atividade mais comum da criança e essencial para seu desenvolvimento físico, social e emocional. A brincadeira deve ser vista pelos pais e educadores como uma oportunidade de desenvolver a imaginação e criatividade das crianças”, explica Ana Paula Hornos, educadora financeira e colunista do Portal Meu Bolso Feliz.

E os benefícios da diversão quando se é criança não param por ai. Segundo Ana Paula Magosso Cavaggioni, psicóloga da Clia Psicologia e Educação, de São Paulo, o brinquedo, por exemplo, promove o maior avanço na capacidade cognitiva da criança, sendo um importante aliado no processo de aprendizagem.  “É por meio dele que a criança se apropria do mundo real, domina conhecimentos, se relaciona e se integra culturalmente. No brincar ela desenvolve elementos fundamentais para criação da própria personalidade”, explica a psicóloga.

Mas, será que, por causa de todos esses benefícios, precisamos gastar tanto dinheiro dando brinquedos novos, caros e modernos aos nossos filhos constantemente, sem nos preocupar com nosso limite de orçamento? A resposta é não. “Muitas vezes, brincadeiras espontâneas e atividades diferentes podem favorecer até mais os objetivos citados acima e ainda aumentam a interação entre as crianças ou entre pais-filhos”, explica Ana Paula Hornos. Além disso, não é interessante deixar de lado a educação financeira familiar só para agradar as crianças e atender a pedidos especiais. E, segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil, é isso que a maioria das mães faz: 60 por cento das entrevistadas compram produtos sem necessidade para seus filhos e essa não é uma boa alternativa. Um dos motivos,  ainda segundo o estudo, 37 por cento das crianças são volúveis quando desejam algo e mudam de ideia rapidamente. “O que temos presenciado são crianças que, desde muito pequenas, possuem tantas coisas que não conseguem nem saber o que pedir em datas especiais. Crianças seduzidas pela publicidade infantil, que desejam tudo o que veem, mas após ganharem o que desejam, desinteressam-se quase que imediatamente pelo brinquedo”, explica Ana Paula Magosso.  

E os pais, muitas vezes, não sabem o que fazer: a pesquisa também mostrou que 37 por cento das mães já ficaram endividadas para agradar os filhos. Por isso, é preciso se controlar, evitar dívidas e estimular seus filhos da maneira correta, sempre respeitando o limite do bolso. Para isso, o Portal Meu Bolso Feliz listou 11 dicas inteligentes, baratas e muito divertidas:

INVISTA NA CRIATIVIDADE

1 – Faça um passeio. A ideia é simples, barata e muito eficiente. Experimente visitar amigos, passar a tarde em uma praça ou parque.

2 – Organize um festival de fantasias entre a criançada: utilize roupas, bolsas, sapatos de adulto, fantasias que eles ou as crianças usam em festas, coisas de sucatas.

3 – Faça uma oficina de brinquedos em casa: sucata, potes de plástico, pedaços de tecidos e lãs, pedaços de papel e cartolina, e também coisas da natureza podem estimular a criatividade da criançada.

4 – Planeje um lanche ou jantar e cozinhe junto com os pequenos. A ideia pode se tornar uma brincadeira bem divertida. Escolher o cardápio, selecionar ingredientes, pesquisar preços e arrumar a mesa juntos pode ser muito útil para o aprendizado.

5 – Lembre-se das brincadeiras que você gostava. As cantigas, brincadeiras de roda e pega-pega fazem sucesso até hoje, pode acreditar.

6 – Antes de comprar um novo brinquedo que pode te desestabilizar financeiramente, lembre-se que uma criança é capaz de divertir-se mais com uma cabana feita na sala com lençol do que com um brinquedo de última geração.  

ESTIMULE A SOLIDARIEDADE DAS CRIANÇAS

7 – Retire de circulação os brinquedos que não interessam mais. “Inclusive, após os 2 anos de idade, a criança pode participar da triagem dos brinquedos, separando, com orientação dos pais, aqueles que não interessam mais”, explica a psicóloga Ana Paula. Dessa forma, você pode estimular seu filho a doar aquilo que não quer mais.

8 – Estimule a troca de brinquedos entre amigos. “A troca de brinquedos é uma alternativa interessante na medida em que a criança é capaz de perceber que algo que não lhe serve mais pode fazer alguém feliz”, explica Ana Paula Magosso. Dessa maneira, é possível ensinar que é melhor ter algo novo sem acumular brinquedos e gastar dinheiro.

9 – Explique para criança que comparar o que é seu com o que é do outro não é saudável. Estimule seu filho a construir uma nova visão sobre o valor das coisas e a praticar o desapego.

SAIBA QUANDO PRESENTEAR OS FILHOS

10 – Resista . Crianças pedem e desejam brinquedos, roupas e coisas novas o tempo todo. Aprenda a dizer não e explique o porquê da negativa quando seu filho te pedir algo. Faça com que seu filho aprenda a esperar.

11 – Segundo a pesquisa, 46 por cento das mães não têm regras com relação a compra de presentes e isso é uma falha grave. Então, lembre-se que presentes devem ser dados em datas comemorativas. A criança precisa aprender a valorizar o objeto que recebe e valorizar aquele momento.

Por fim, nunca se esqueça: quanto maior a liberdade de escolhas da criança, maior será seu desenvolvimento. “Entre na brincadeira das crianças por inteiro, divirta-se junto com elas e deixe que a criança descubra sua própria maneira de se divertir”, finaliza Ana Paula Hornos.

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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