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05 setembro 2014

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Comparar preços só traz benefícios. O principal deles: você vai gastar menos!

Provavelmente, não foram poucas às vezes em que você recebeu conselhos para pesquisar antes de comprar algo ou pagar por um serviço. No entanto, mesmo assim, o impulso ainda é um dos grandes responsáveis pela maioria das suas aquisições. E saiba que você não é o único. Segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil, 21% dos brasileiros não fazem pesquisa de preço na hora das compras e 71% dos entrevistados concordam que não têm tempo para buscar ofertas.

“A vida que levamos nos deixa mais ansiosos. A correria do dia a dia faz com que as pessoas queiram possuir as coisas imediatamente, deixando de lado a pesquisa apurada”, avalia José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. O problema é que esse hábito impulsivo faz com que consumidores gastem mais, comprem produtos mais caros, pouco úteis ou apenas adquiram algo porque estão na loja ou encontraram qualquer coisa mais barata do que o habitual. “O consumidor deve entender que é dono do próprio tempo e precisa revisar hábitos, saber quando a pesquisa vale a pena e, assim, economizar e fazer boas compras”, conclui.

Com base nisso, O Portal Meu Bolso Feliz produziu o manual da pesquisa de preço e explica para você, consumidor, quando  buscar melhores preços e como fazer isso da melhor forma. José Vignoli complementa as dicas e apresenta as táticas e as vantagens de pesquisar antes de comprar.

 

ANTES DE TUDO, ENTENDA QUANTO VALE O SEU TEMPO

A tática essencial para saber se a pesquisa vale seu tempo é descobrir quanto custa a sua hora. Para isso, divida quanto você ganha pelo número de horas que você trabalha.

Exemplo 1: Salário – R$2.000 /160 (horas trabalhadas) = R$12,50 (valor do seu tempo por hora).

Exemplo 2: R$1.000/160= R$6,25 (valor do seu tempo por hora).

A partir do valor encontrado, você descobre como pesquisar e quantas horas do dia você deve dedicar fazendo essa busca. Afinal, se você nunca tem tempo para nada, pegar o carro para visitar três diferentes lojas precisa te render uma economia mais significativa ou você corre o risco da pesquisa custar mais do que o desconto. Por outro lado, se você tem uma vida mais tranquila e consegue reservar bastante tempo para esse hábito, um desconto menor é valioso  e a pesquisa passa a valer seu esforço.

 

DESCUBRA COMO PESQUISAR CADA ITEM

1 -Eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e outros itens de maior valor: a internet é uma ótima ferramenta de busca e a pesquisa é fundamental. Como a compra, nesse caso, se limita a um bem de maior valor, o consumidor deve usar a pesquisa para consultar preços, modelos, marcas e especificações.

2- Remédios: Nunca deixe de pesquisar esse item, indo em, pelo menos, três estabelecimentos. Segundo pesquisa da Fundação Procon-SP, realizada em farmácias e drogarias da capital paulista, os genéricos são 56,63% mais baratos do que os de referência. E mais: entre os medicamentos genéricos, a diferença de preços é de até 1.132%. Ou seja, um medicamento que custa R$1 em uma farmácia pode chegar a R$12 em outra.

3- Supermercado: se você faz compras mensais, sempre reserve algumas horas para checar valores. Para facilitar a busca, foque nos itens mais caros como carnes e verduras, pois a probabilidade de gastar mais com esses produtos é grande. Outra dica valiosa é pesquisar quais as frutas de cada estação, muito mais baratas e saborosas. A pesquisa pode ser feita apenas uma vez e te fará economizar sempre.

4- Roupas: tente se preocupar menos com a marca e mais com a qualidade. Ser fiel a uma loja que fabrica um produto de alta durabilidade é sempre a opção mais econômica. Outra boa dica é ter em mente o que se precisa antes de sair de casa para comprar, assim você poderá visitar as lojas pesquisando o preço do modelo que precisa.

Confira mais dicas em: 9 dicas para atualizar seu guarda roupa gastando pouco.

 

DICAS PRÁTICAS PARA OTIMIZAR SUA PESQUISA

1- Existem sites especializados em comparar os preços de um determinado produto e apontar em que estabelecimento ele está mais em conta. Algumas sugestões de sites para sua busca on-line: Buscapé, Zoom e Bondfaro.

Procure sites que reproduzem folhetos impressos de hipermercados, farmácias, lojas de material de construção, lojas de roupas e outros tipos de comércio. Assim, você economiza seu tempo e o transporte, pois não precisa visitar as lojas. Sugestão: Guiato  ou  Tiendeo

2- Para quem prefere pesquisar à moda antiga, vá a pelo menos três lojas diferentes para descobrir o valor do que procura. Mas lembre-se da regra de bolso: essa busca vai te custar quanto?

3- Leve em consideração o que procura de verdade e não se deixe levar por impulsos. Durante a pesquisa, você pode encontrar uma TV muito maior do que aquela que tinha em mente, mas você precisa de uma tela tão grande? Sendo impulsivo, essa busca pode te fazer comprar algo ainda mais caro.

4- Cuidado com os anúncios promocionais. Muitas vezes, as letras garrafais que gritam uma oferta só querem mesmo é chamar a sua atenção. A loja pode até dizer que o celular do momento passou de R$ 2.500 para R$ 1.800. No entanto, isso não significa que ele está mais em conta do que em outros lugares. Moral da história: não deixe de pesquisar mesmo que se trate de um artigo em promoção.

5- Vencida todas as fases anteriores, ainda existe mais uma vantagem que realizar uma boa pesquisa pode lhe oferecer: a pechincha. Não é raro um cliente conseguir diminuir o valor de um produto ao apresentar na loja um orçamento mais em conta da concorrência.

E é o que faz a médica Maria Lygia Ribeiro. Antes de ir às compras, ela pesquisa em vários supermercados o preço dos produtos e faz a comparação. Além disso, Maria procura ficar atenta às chamadas dos produtos na TV e pega os folhetos de preços do dia em cada mercado, pois a maioria cobre a oferta do concorrente: “Há quem ache que preço das coisas é tabelado, mas posso garantir que faço uma boa economia comprando em lugares mais baratos. Costumo economizar mais de R$50 por mês.”

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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