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30 outubro 2014

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17% dos casais têm brigas freqüentes quando o assunto é dinheiro

Muitos casamentos podem acabar em briga, quando o assunto é dinheiro. Um estudo do meu Bolso Feliz mostra que 16,7% dos brasileiros casados declaram que a maneira como eles gastam o próprio dinheiro é motivo de briga dentro de casa.

De acordo com o estudo, o percentual de casos de conflitos aumenta de 16,7% para 22,7%, quando analisados somente os casais inadimplentes, ou seja, aqueles que estão com contas em atraso. Ao analisar apenas os entrevistados que estão adimplentes — sem nenhuma conta em atraso — o percentual cai para 10,7%.

Na avaliação do educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, os números mostram que grande parte dos problemas de relacionamento começa no dinheiro, mas nem sempre isso é percebido claramente pelos casais. “Na maioria dos casos, o dinheiro vem disfarçado nas discussões. Se falta dinheiro para um jantar, o problema é percebido como falta de romantismo. Se não sobra dinheiro para comprar roupas novas, o problema é percebido como desleixo do parceiro. Se não há dinheiro para levar os filhos ao cinema, o conflito é percebido como falta de carinho”, afirma.

Para Vignoli, o dinheiro vem disfarçado nas discussões e raramente se mostra de forma clara como o grande causador de conflitos. Além disso, segundo o especialista, o foco dos conflitos não é somente a falta de habilidade de lidar com o dinheiro ou de torná-lo suficiente: o excesso dele também pode virar um problema.

“Quando a renda do casal é farta, dificilmente os dois chegam a um consenso sobre os hábitos de consumo de um ou de outro e sobre a melhor forma de administrar as finanças da família. O homem reclama dos gastos supérfluos da mulher, que por sua vez acha que as conquistas do casal estão sendo adiadas pelo desperdício ou pela ‘pão durice’ do outro, gerando assim mais conflitos”, explica o educador.

Sendo assim, Vignoli afirma que o melhor caminho é sempre o da transparência, seguido de objetivos e de um bom planejamento financeiro. “A família precisa parar e sentar para conversar sobre as finanças. Uma relação franca pode revelar que o verdadeiro problema não é a falta de amor, mas sim a de dinheiro. Saber qual é a renda da casa, quem tem dívidas em atraso e principalmente quais são os sonhos e os objetivos de cada um é fundamental para o sucesso financeiro, inclusive o sucesso do relacionamento”, explica Vignoli.

 

EXECUTAR O PLANEJAMENTO

16,1% dos entrevistados afirmaram que não fazem planejamento e nem sabem quanto têm para gastar. “Famílias que agem dessa maneira podem até saber o que querem, mas não têm estratégia e falham — muitas vezes sem saber por que — na hora de alcançar seus objetivos”.

Segundo o estudo, mais de um terço das pessoas entrevistadas (37,8%) deixam de poupar para realizar um sonho. De acordo com o Vignoli, é muito positivo o fato dessas pessoas saberem o que querem, mas também é preciso executar o planejamento para conquistar os sonhos. “Muitas vezes o planejamento vai justamente acusar onde a família precisa enxugar gastos e poupar. Nessa hora é preciso ter disciplina e buscar alternativas mais vantajosas. Por exemplo: uma ida ao cinema com os filhos, seguida de um lanche no shopping pode ser substituída por um passeio de bicicleta no parque, seguido por um piquenique”, orienta o educador.

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