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28 junho 2017
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Descubra porque é essencial guardar dinheiro e o que fazer para criar a sua reserva

Todo mundo sabe que guardar um dinheirinho é importante em diversos momentos: na hora de um imprevisto, para garantir uma aposentadoria mais tranquila e até para realizar sonhos como a aquisição da casa própria ou uma viagem tão esperada. O problema é que, com um dia a dia tão corrido e uma rotina tão cara – restaurantes, supermercado, escola, várias contas fixas – a maioria das pessoas acaba vivendo o presente e acaba por não pensar no futuro.  “Ter uma reserva financeira é a base para a pessoa ou família iniciar o caminho rumo à estabilidade financeira . É comum as pessoas com bons salários ficarem confortáveis e gastarem tudo ou até mais do que ganham e aí, quando acontece qualquer imprevisto, ficam sem recursos financeiros. Com a reserva financeira esse problema pode ser menor ou, até, não existir”, comenta Elen Angela, coach de finanças pessoais.

Pare para pensar nos servidores públicos do Rio de Janeiro que tinham um salário fixo que, mensalmente, caia na conta. De uma hora para outra, tiveram seus salários suspensos por conta da crise econômica. Quem tinha uma reserva, conseguiu pagar as contas e seguir a vida. Quem não tinha, acumulou dívidas e muito estresse. “E o mais importante é entender que você não precisa ter muito dinheiro para começar sua reserva. Essa atitude é mais simples do que imaginamos. O importante é ter muita disciplina e tratar a reserva financeira como um custo fixo, ou seja, como se a reserva fosse uma conta que precisa ser paga mensalmente e da qual não se abre mão”, explica Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. Abaixo, nós listamos os benefícios de se ter uma reserva financeira, a importância de pensarmos no futuro e, claro, o caminho das pedras para chegar lá. Fique atento:

Xô imediatismo

Os riscos de se viver apenas o presente, sem pensar no futuro, são inúmeros: você pode perder o emprego, ter que encarar despesas inesperadas, entre tantas outras. Em resumo, é importante entender que sempre existe a possibilidade de você se encontrar em uma situação difícil e precisar encarar uma mudança radical de padrão de vida e, por isso, ter dificuldade de pagar dívidas e contas fixas. “Geralmente as pessoas que acreditam que é melhor aproveitar o presente não levam tão a sério a possibilidade de acontecimentos imprevistos que podem prejudicar sua financeira, e estamos todos sujeitos a isto”, explica Elen. A verdade é que muita gente dá um peso maior ao presente e ao prazer de comprar no curto prazo do que à segurança de longo prazo. Então, mude a maneira de pensar e já inicie uma reserva assim que receber o próximo salário.

Os benefícios de ter dinheiro guardado

Como já falamos anteriormente, o principal benefício da reserva financeira é a segurança, a confortável e prazerosa sensação de saber que você tem dinheiro guardado para um imprevisto, para aposentadoria e para realizar sonhos.  Ter uma reserva financeira proporciona liberdade, até, para você tomar decisões importantes como a de  mudar de cidade, viajar de última hora, ajudar pessoas queridas, comprar coisas que você não havia planejado. “Mas, em um primeiro momento, o mais importante é pensar nos imprevistos e na aposentadoria. Depois, sua reserva financeira servirá para realização de sonhos e muito mais”, explica Marcela.

Qual a melhor estratégia para guardar dinheiro?

A melhor estratégia é separar o valor que deve ser poupado como se ele fosse uma conta fixa. Isso quer dizer que a reserva financeira deve ter o mesmo peso no orçamento daquelas contas das quais não podemos abrir mão como água, luz, telefone e aluguel. E o ideal é que a reserva financeira seja feita assim que você recebe. “Se fizer o contrário e esperar sobrar para poupar, o desafio aumenta, pois sem objetivos claros, a gente sempre acaba gastando o dinheiro”, observa Elen. Para você entender melhor: organize todas as suas contas e decida quanto conseguirá guardar. Utilize o Simulador Diagnóstico Financeiro para te ajudar nessa tarefa. “O ideal é que você consiga separar o dinheiro em três partes iguais. Uma para despesas fixas, uma para reserva financeira e uma para o lazer. O mais importante é começar a guardar, mesmo que a definição de como você fará isso fique para um segundo momento”, alerta Marcela.  Além disso, já comece a escolher o destino da sua reserva. “Parte do dinheiro vai para imprevistos e deve ser guardado na poupança, afinal, você precisa ter acesso rápido ao valor. A quantia para aposentadoria pode ser colocada em aplicações seguras, mas com bom rendimento como, por exemplo, o Tesouro Direto”, explica Marcela.  

O passo a passo para se disciplinar e colocar a estratégia em prática

Ok, agora que você já sabe como deve reservar esse dinheiro, lembre-se que é preciso ter muita disciplina para não gastá-lo com compras não planejadas. “É preciso ter foco ou qualquer coisa acaba virando uma oportunidade para gastar”, explica Marcela. Abaixo, algumas dicas importantes.

1 – Tenha em mente o objetivo, uma meta financeira. Isto vai contribuir para evitar tentações de compras não planejadas.

2 – Faça aplicações automáticas. “Muita gente prefere pagar prestações, pois a obrigatoriedade da prestação em débito automático faz a gente se acostumar a viver com menos dinheiro”, avalia Elen. Então, se você pode pagar uma prestação por que não pode fazer aplicação automática mensal.

3 –  Transforme atitudes em hábitos. É como escovar os dentes: você não nasceu sabendo, mas se acostumou até a ação se tornar um hábito.  É assim com a sua vida financeira: no começo vai ser chato, vai dar preguiça, mas depois que você criar o hábito de registrar seus gastos em planilha, pesquisar e comparar preços, e poupar mensalmente, isso simplesmente vai ser algo automático na sua vida, não importa qual seja o valor da sua renda mensal.

4 – Elimine alguns hábitos que prejudicam a sua vida financeira por favorecer compras desnecessárias. Entre os mais comuns:

  • Comprar por impulso algo que tem vontade ou porque algo está na promoção.
  • Frequentar o shopping quando se sentir triste ou muito feliz, ou seja, comprar como compensação de um sentimento.
  • Comprar algo sem pesquisar bem o preço.
  • Sair para comer fora com a turma do trabalho mesmo quando o orçamento já está apertado.

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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