60696069

28 maio 2015

Entenda a melhor maneira de pechinchar e negociar na hora de fazer uma compra e passe a economizar com boas barganhas

Seguro e preparado! Assim deve ser quem quer conseguir um desconto ou ao menos melhores condições de pagamento sobre um produto ou serviço. “Qualquer hora é hora de tentar uma barganha”, ensina Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. “Afinal, o ‘não’ você já tem, que mal pode ter tentar um benefício?”, acrescenta José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. Mas, afinal, qual o melhor jeito de pechinchar?

“Meus amigos brincam que eu peço desconto em tudo, mas eu não ligo, pois é no meu bolso que vai doer se eu não tirar um pouco do valor”, conta o empresário Rafael Carrenho. O empresário está certo. Pechinchar é um direito do consumidor e uma atitude imprescindível para quem busca economizar. O ato, que vale para qualquer serviço ou produto, independentemente do valor, deve ser regra na hora de pagar. “Minha noiva diz que para mim parece um questão de honra. Quando não ganho desconto, não compro. Verdade. Se não me oferecerem nada, nem que seja um brinde, não faço negócio e, claro, vou atrás da concorrência”, complementa Carrenho, apoiado pelos especialistas. “Se o consumidor não obtiver nenhuma vantagem, não deve levar. Diga até logo, saia e pesquise um pouco mais”, resume Vignoli. E nada de cair na lábia de bons vendedores, craques na arte de persuadir consumidores. “Tem comerciante, por exemplo, que cria o pânico de ser o último produto, só para finalizar logo a venda. Não entre nessa, você sempre pode voltar para casa e pensar melhor” complementa Marcela.

Na teoria é mais fácil do que na prática? Nada disso. Separamos aqui algumas dicas para você também virar especialista na arte de pechinchar!

Como jogar o jogo chamado pechinchar

shutterstock_229037452

PREPARE-SE
A primeira grande regra da arte de pechinchar é deixar a vergonha de lado. Afinal, perguntar não dói e, como lembra Marcela, “o dinheiro que a gente ganha é suado, toda economia pode fazer diferença no fim do mês”.

ENTENDA AS REGRAS
Só pechincha quem sabe o que quer. Faça da barganha um meio para conquistar o produto desejado, não para sair gastando. Pesquise na internet o quanto for preciso e descubra o menor preço. Anote essa informação preciosa,  guarde na memória ou leve o smartphone até a loja para basear a sua argumentação.

MONTE SUA ESTRATÉGIA
De acordo com o que você encontrou, pense o seguinte: vale ir direto à loja que tem o menor preço e negociar por lá mesmo ou usar essa informação como parte da barganha em outro lugar? Depende do produto, mas considere shoppings que abrigam concorrentes e ruas ou bairros que também concentram determinados itens. Assim fica mais fácil negociar. Com o “fantasma” da concorrência por perto, o vendedor tende a ser mais aberto a contrapropostas.

ESCOLHA O LOCAL
Baseado no preço e na sua estratégia, escolha onde pechinchar. Se o produto, por exemplo, é desses que tem loja virtual e física, vale ir até a física e barganhar com o preço encontrado na rede. Costuma funcionar. Caso seja um e-commerce, veja nas redes sociais da loja sobre possíveis promoções ou mesmo cupons online que garantem um desconto.

LEVE SUAS ARMAS
Vá munido de dinheiro, em espécie mesmo, e saiba até onde pode ir – ou melhor, o quanto pode gastar. O preço tende a cair quando os clientes oferecem o pagamento à vista. E pense ainda se topa ou não um eventual parcelamento e em quantas vezes. Caso o desconto não saia, você pode ao menos conseguir mais tempo para pagar. “Eu sei que os comerciantes pagam uma taxa para a operadora do cartão, sempre que usam a máquina. Assim, se eu digo que vou pagar em dinheiro e dou uma pechinchada, eles normalmente descontam essa taxa do valor final e eu pago menos no produto”, conta a historiadora Daniela Franco.

PROCURE UM BOM PARCEIRO
Na loja, analise os vendedores e busque o carismático, aquele ansioso para agradar aos clientes e capaz de brigar por você com o gerente. Fuja daqueles de cara amarrada, um possível problema tratando-se de pechinchar. Se preciso for, despiste. Diga que está só olhando até se aproximar do profissional que, acredita, conseguirá fazer a melhor venda para você.

VÁ PARA O ATAQUE
Coloque as cartas na mesa, mas não todas. Deixe claro que, sim, você pesquisou e sabe o que está comprando, o quanto costuma custar. Apele para a comissão que o vendedor pode levar com a sua compra. Se não surtir efeito na hora de pechinchar, tente saber o quanto ganha de desconto pagando à vista. Ouça com calma uma eventual oferta de parcelamento e, caso não goste, apele para o gerente ou abandone a loja.

NÃO SEJA IMEDIATISTA
Você não precisa sair sempre “vitorioso” da loja. “Pechinchar requer paciência, tranquilidade e sangue frio. Quem está ansioso para comprar logo alguma coisa certamente vai acabar aceitando qualquer proposta do vendedor, nem sempre a mais vantajosa”, diz Vignoli. Deixe a preguiça, ansiedade e orgulho de lado.

ÚLTIMA OFERTA
Sua saída pode significar tanto que nenhuma oferta pareceu vantajosa quanto que você colocou as propostas na balança, reconsiderou e decidiu que não precisa gastar com isso neste momento. Às vezes, esse tempo de negociação é justamente o que você precisava para não gastar por impulso. Agora, se você saiu da loja ainda querendo o produto, mas insatisfeito com o que te ofereceram, não desanime. Recomece a negociação em outro lugar. Lembre-se que ter paciência e não se deixar levar pela impulsividade faz parte da arte de pechinchar – e de economizar! O poder está com o consumidor, não se esqueça.

E nunca é demais lembrar…
Todo lugar é lugar de tentar uma pechincha. Mesmo nos estabelecimentos em que o preço parece tabelado. De novo, perguntar não dói. Há desconto para estudante? Aposentado? Cliente da operadora x, da seguradora y? Vocês estão com alguma oferta especial hoje? Seja determinado, não se assuste com cara feia e, claro, jamais compre se não gostar das condições.

Saiba mais

7 atitudes para não sofrer tanto com a crise

Você está no caminho certo para quitar as suas dívidas?

Vantagens e desvantagens dos programas de fidelidade

Como comprar roupas e ficar na moda sem gastar muito

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

Veja também

mbf_imagens_site_07
Boas notícias sobre serviços de telefonia.
Novas medidas garantem melhorias nos serviços de telecomunicações. Os consumidores dos serviços de telefon  [...]
decimoterceiro-mbf
6 dicas para usar seu 13º da melhor maneira!
O fim do ano está próximo e você já começa a fazer planos com aquela grana que vai entrar na conta. Entã  [...]
mbf_banner_noticias_01
Planeje-se financeiramente e saia do vermelho em 2016
Consumidor deve ter organização para não se atrapalhar com tributos de início de ano e parcelas que sobrar  [...]