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05 janeiro 2016
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Quando o ano termina, os descontos espalhados por todas as lojas parecem irresistíveis. Mas será que vale a pena gastar seu dinheiro comprando tanto?

Começo de ano lembra início das liquidações e da vontade enorme de aproveitar oportunidades e sair comprando. Certo? Mas é fundamental ter calma e controle nesse momento para garantir a saúde financeira do mês e, até, do ano.“ É muito importante controlar essa sensação de que precisa comprar um produto só porque ele é barato”, alerta José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.  Afinal, junto com esses descontos irresistíveis vem as despesas de começo de ano como impostos como IPTU e IPVA, fatura do cartão de crédito mais alta devido às compras extras de fim de ano, despesas com material escolar, para quem tem filhos, entre tantas outras como prestações e contas do Natal que, segundo a mesma pesquisa, duram até abril.

 

E tem mais: segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil, 55,3 por cento dos entrevistados garantem ter o hábito de planejar suas compras, porém quatro em cada dez consumidores possuem contas atrasadas, sendo que 23,3 por cento estão com o nome sujo em serviços de proteção ao crédito – percentual que chega a 40,1 por cento entre as pessoas altamente impulsivas. Dados preocupantes, não?

 

E se você acha que não faz parte da turma que compra sem pensar, é melhor avaliar as últimas compras que fez porque, ainda de acordo com o levantamento, todos os consumidores entrevistados, em algum momento, cedem às compras por impulso. É importante, também, ficar atento por onde passa. Segundo a pesquisa, os locais mais recorrentes para as compras não planejadas são as lojas de rua (34,6 por cento), o shopping-center (21,5 por cento) e o supermercado (15,2 por cento). Por isso, tendo consciência, ou não, de que as chances de comprar por impulso são altas, principalmente na época das liquidações, vale ficar atento. Para Vignoli, na dúvida, vale evitar ir a lojas e shoppings em alguns momentos de euforia ou em época de liquidações. “É justamente nessa hora que esses consumidores estão mais vulneráveis e cedem às compras por impulso, uma vez que são mais suscetíveis aos apelos do consumo”, explica. Abaixo, um plano de guerra para passar ileso e fazer boas compras na época mais tentadora do ano:

 

Cuidados com as influências do dia a dia

Parece óbvio, mas é importante ressaltar que é nosso dia a dia que interfere nas decisão de compra. Ou seja: liquidações, facilidades de pagamento, promoções atrativas e o tempo que você tem disponível afetam seu comportamento. Por isso, sempre pense em estratégias para evitar as compras por impulso. Segundo Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil, analisar sua situação financeira com frequência, sabendo os limites do seu orçamento, sair de casa sem o cartão de crédito se não tiver necessidade/intenção de comprar e pensar muito bem antes de efetuar uma compra ainda são as dicas mais eficazes para evitar compras por impulso. Além disso, vale seguir algumas práticas eficientes:

 

• Encare toda compra como uma ação planejada. Parece chato, mas essa atitude é essencial para garantirmos a saúde financeira do resto do mês e do ano.

 

• Estabeleça metas de longo prazo que te impulsionarão na hora de economizar. Afinal, adquirir algo desnecessário vai te deixar ainda mais longe daquela viagem incrível que você pretende fazer. Certo?

 

• Vá a estabelecimentos como supermercado, lojas de rua e shopping quando estiver com bastante tempo e calma. Segundo o estudo, pessoas com mais tempo compram menos porque refletem antes de tomar uma decisão enquanto, com pressa, compram tudo que vêem, sem pensar nas consequências.

 

Atenção aos seus sentimentos…

… E lembre-se que as sensações de felicidade e euforia aumentam muito mais a vontade de comprar.  4 em cada 10 pessoas compram “ no calor do momento” e quase 40 por cento dos entrevistados admite ser imprudente na hora de comprar. Por isso, em épocas de liquidação, principalmente, fique atento às dicas abaixo:

 

• Não comemore uma situação como, por exemplo, uma promoção no trabalho, indo a lugares que induzem ao consumo. Dívidas imprevistas podem acabar com sua alegria depois de um tempo.

 

• Se você amou aquela peça baratíssima e linda, não compre na hora. Vá para casa, pense a respeito, veja se não tem uma peça muito parecida e avalie se realmente precisa daquilo.

 

• Mesmo quando gosta muito de um produto que está com um preço ótimo e você concluiu que vai ser muito útil na sua vida, avalie se pode comprá-lo. Tudo bem que ele custava R$100 e agora está custando R$70, mas será que esse valor, mesmo mais baixo, não fará falta no orçamento?

 

• Antes de comprar, reflita. Um gasto desnecessário, mesmo que seja para aproveitar bons preços, pode acabar saindo muito caro porque vai desestruturar sua vida financeira.

 

A real oportunidade: em tempos de liquidação, avalie se existe algo que você realmente precisa e pode comprar a preço baixo

Pare para pensar se está realmente precisando de algo. Não é porque estamos falando que as promoções são perigosas que devemos ficar totalmente distantes delas. Se concluiu que sim, precisa de um objeto, eletrônico ou uma roupa nova, veja se pode reservar um dinheirinho para essa compra. Consegue? Então talvez seja hora de aproveitar os preços baixos para garantir sua compra. Com isso em mente:

 

• Pesquise em diversas lojas antes de tomar a decisão

 

• Sem pressa, avalie bem a mercadoria , no caso de roupa prefira as mais clássicas e de cores neutras;

 

• Cuidado com a falta de foco. Se foi até a loja para comprar um ventilador novo, compre um ventilador novo. Nada de sair de lá com mais três produtos porque estavam baratíssimos.

 

• Não se deixe levar pela euforia das liquidações. Elas acabam, claro, mas com certeza você tem tempo de analisar o produto e decidir se faz, ou não a compra.

 

• Ao decidir o que vai comprar, analise bem o produto se não tem defeitos ou se é produto em exposição;

 

• Verifique se o estabelecimento possui sistema de troca.

 

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Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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