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21 maio 2014

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12% dos brasileiros acreditam que só conseguem adquirir tudo que precisam com a ajuda de parcelamentos e empréstimos. O Meu Bolso Feliz dá as melhores dicas para saber comprar sem comprometer sua renda

Um estudo feito pelo Meu Bolso Feliz, programa de Educação Financeira do SPC Brasil, mostrou que 45% dos brasileiros não veriam problema em viver sem crédito e ter que pagar tudo à vista. Porém, 12% acreditam que só conseguem comprar tudo que precisam com a ajuda de parcelamentos e empréstimos. E mais: 35% da população não consulta seu extrato antes de ir às compras.

Para os brasileiros, comprar à vista ou a prazo é uma dúvida bem comum, mas nem deveria ser um questionamento, afirma Luiza Rodrigues, economista do SPC Brasil. “O pagamento à vista sempre vale a pena porque a pessoa não pagará juros, pode ter algum desconto e ainda garante maior controle de seus gastos”, avalia. Então, por lógica, o consumidor deveria pesquisar o preço do que deseja adquirir, juntar o dinheiro necessário, negociar na hora de efetuar o pagamento e pronto!

O hábito de compra seria simples se o brasileiro não fosse tão apaixonado por prestações, como concluiu a pesquisa realizada pelo SPC Brasil. O problema é que, junto com o desejo de consumo e o alto número de produtos parcelados, vem a falta de organização financeira.

O estudo ainda concluiu que grande parte dos brasileiros conta com o crédito oferecido pelo banco como parte da renda mensal, não sabem quanto têm de despesas e ainda sobrepõe parcelas de compras diversas, o que, muitas vezes, suja o nome da pessoa. A prova disso é a base de dados do SPC Brasil, que registrou um aumento de 8,6% no número de pessoas inadimplentes em abril deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. Ou seja, são cerca de 53,8 milhões de inadimplentes no Brasil.

A enfermeira Luciana Coutinho fazia parte do time dos fissurados por crédito e se viu encrencada. “Me perdi entre as prestações dos meus dois cartões e tive que negociar a dívida com o banco.  Foi um período em que todo o dinheiro que eu ganhava era utilizado para amortizar as prestações”, conta. O drama de Luciana durou exatos 13 meses. Depois disso, ela promoveu uma verdadeira revolução na sua maneira de lidar com o dinheiro e com as compras. “Cancelei um dos cartões e agora faço apenas compras à vista! Só compro algo em diversas vezes quando é necessário”, sentencia.

 

QUANDO FAZER (OU NÃO!) COMPRAS A PRAZO

 1. Abra os olhos com compras na internet e passagens de avião. Em muitos casos, pagar pelo boleto pode sair mais barato do que pelo cartão de crédito. Você ainda pode conseguir até 10% de desconto.

2. Parcele apenas compras grandes, como um sofá, uma TV, um carro.  Faça isso de maneira cuidadosa, sempre com perfeito controle de suas finanças e a certeza de que terá dinheiro para quitar todas as prestações. Mesmo fazendo isso, pense antes se você realmente precisa do produto; se não, considere esperar um pouco para comprar à vista ou dar uma entrada maior.

3. Utilize o parcelamento, também, em situações emergenciais. Digamos que você trabalha com computador, ele quebrou e não tem dinheiro para consertá-lo. Nesse caso, vale arriscar o pagamento em parcelas. No entanto, lembre-se: evite acumular mais de três prestações ao mesmo tempo. Se você já está com muitas prestações acumuladas, pode se ver em apuros no caso de situações emergenciais, porque pode não ter mais limite para parcelar. Use as parcelas para as emergências, não para comprar tudo o que vê pela frente.

 

O USO CONSCIENTE DO CRÉDITO

1. Analise se vale bancar os juros cobrados no parcelamento. Se não tiver juros, melhor.

2. “Que tal se planejar antes de comprar? Esse planejamento também servirá para você saber se realmente precisa daquilo, além de ter tempo para pesquisar valores, a qualidade do produto, preços e condições de pagamento”, explica José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.

3.“Se você não tem 3 vezes o valor do seu salário na poupança é porque está em uma situação frágil. E quanto mais frágil sua situação, menos deve fazer dívidas”, ensina Luiza.

4. Já está com muitas parcelas acumuladas? Então, faça uma lista ou use nosso simulador  para te ajudar a organizar as finanças. “Anote tudo o que você compra e, em pouco tempo, descobrirá onde está o furo. Às vezes ele está em coisas pequenas, como almoçar fora todo fim de semana, por exemplo”, informa Luiza.

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5. Se você tem mais de um cartão de crédito,já parou para verificar se esta ginástica financeira vale a pena? Datas diferentes de vencimento, cobre daqui para pagar ali, ficar escolhendo numa carteira lotada de cartões qual usar… Sua vida financeira pode estar complicada por causa dessa prática. “Separe as dívidas por cartão, vá quitando uma a uma, verifique se existem pontos dos programas de vantagens a serem resgatados e diminua o número de cartões de crédito na carteira. Leve sua vida financeira para um patamar que te traga tranquilidade”, aconselha Vignoli.

6. Fique atento às compras por impulso. Muitas vezes comprar aquela calça jeans de marca parece irresistível, mas será que você precisa dela agora? Uma extravagância pode descontrolar as finanças no fim do mês. Que tal guardar metade do valor da peça agora e, no mês seguinte, comprá-la com mais tranquilidade?

CRÉDITO PARA SAIR DAS DÍVIDAS

No caso de ter dívidas e não conseguir pagar a fatura, primeiro aposente o cartão de crédito. Depois, tente trocar todas as suas dívidas por uma só, na modalidade crédito pessoal ou consignado, que costumam ter juros menores. O Simulador Troca de Dívidas  te ajuda a encontrar a menor taxa. O site do Banco Central tem a lista de taxas de juros de todos os bancos. Procure pelo que oferece a menor taxa. “Na troca da dívida, negocie o número de parcelas de maneira que o valor mensal caiba no seu bolso. E, acima de tudo, controle os gastos enquanto não se livrar das dívidas”, aconselha Vignoli.

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