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26 maio 2014
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Banco Central criou nova regulamentação que vai ajudar consumidor que estiver pagando financiamentos

Você tem uma dívida e está achando os juros muito altos? A solução pode estar na nova regulamentação criada pelo Banco Central, a Portabilidade do Crédito. De acordo com a nova regulamentação, se você estiver nessa situação e encontrar um banco que aceite financiá-lo em condições melhores que as do seu banco atual, você pode “mudar” sua dívida de um banco para o outro, melhorar as condições de seus empréstimos, reduzir seus custos e, até, quitá-los.

 

Mas fique atento a um detalhe: para que a mudança aconteça, você precisa encontrar um banco que aceite “comprar” sua dívida. O banco de destino (aquele para o qual se deseja fazer a portabilidade) estará adquirindo a sua dívida. Entendido isso, podemos imaginar que o novo banco não vai querer comprar, por exemplo, um débito que esteja em atraso. “A portabilidade foi criada para que as pessoas possam procurar melhores condições de custo durante a vigência de um empréstimo e não para resolver seus problemas de caixa”, explica José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.

 

Para entender melhor

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Para que a portabilidade aconteça, pelas novas regras, o banco de destino deverá enviar ao banco de origem um formulário com sua proposta. O banco de origem poderá fazer uma contraproposta e, se esta não for aceita pelo consumidor, a portabilidade ocorrerá sem custos ao devedor. Assim, o banco de destino pagará a dívida ao banco de origem por meio eletrônico e você passará a dever apenas para este banco de destino.

 

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Ficou interessado? Fique atento às regras:

1 – Todas as operações de crédito são passíveis de serem transferidas para outra instituição financeira, desde o consignado (INSS, público e privado), crédito direto ao consumidor (CDC), crédito pessoal, financiamento de veículos e até o crédito imobiliário.

2 – Ao procurar outro banco para transferir sua dívida, o cliente deve estar ciente de que este não é obrigado a aceitar a troca, uma vez que o seu perfil como novo cliente pode não interessar.

3 – A regulamentação exige que a portabilidade seja feita por meio eletrônico em todos os casos.

4 – O banco pode não querer receber um cliente que venha apenas com um empréstimo, pedindo em contrapartida outras operações ou a aquisição de produtos. Não são permitidas as chamadas “operações casadas”. No entanto, o banco de interesse não é obrigado a aceitar a portabilidade.  “Por esse motivo, vale sempre avaliar o relacionamento que existe entre você e o seu banco atual, e as eventuais vantagens que podem ser perdidas com a realização de uma portabilidade. Não adianta ganhar de um lado e perder de outro”, aconselha Vignoli.

5 – Nada além da taxa de juros e da eventual taxa de administração pode ser mudado. A intenção é que o valor de sua prestação caia por causa da taxa de juros menor. Um prazo mais longo poderia “maquiar” o valor de sua prestação. Então,não confunda portabilidade com uma nova operação.

6 – Quando solicitados, os bancos são obrigados a fornecer, em até um dia útil, as seguintes informações a respeito da sua operação de crédito:

•        Número do contrato;

•        Saldo devedor atualizado;

•        Demonstrativo da evolução do saldo devedor;

•        Modalidade;

•        Taxa de juros anual, nominal e efetiva;

•        Prazo total e remanescente;

•        Sistema de pagamento;

•        Valor de cada prestação, especificando o valor do principal e dos encargos; e

•        Data do último vencimento da operação.

7 – Os funcionários das agências bancárias têm que estar preparados para dar todos os esclarecimentos de forma clara para a clientela. Porém, em caso de dificuldades, o Banco Central pode ser procurado. Também é válido visitar o site do órgão.

 

Dicas práticas para fazer portabilidade

1 – Antes de qualquer ação, peça ao banco que fez o empréstimo todas as informações necessárias. Conhecendo suas intenções, uma boa negociação pode ter início.

2 – Procure mais de um banco para estudar e comparar as condições oferecidas para a troca.

3 – Estude bem em que ponto está sua operação de crédito.  Se ela estiver próxima do fim, é possível que a mudança não compense.

4 – Lembre-se de que ao fazer a portabilidade, você estará abrindo uma nova conta. Dificilmente será econômico manter duas ou mais contas correntes que hoje geram custos mensais de manutenção. Neste caso, negocie com o banco que aceitou a portabilidade outras vantagens para passar a operar com ele e encerre a conta com o banco antigo

 

Crédito imobiliário

Todas as suas operações de crédito em andamento podem ser revistas, mas uma em especial merece mais atenção: a do crédito imobiliário. Essa modalidade geralmente envolve valores mais elevados e prazos mais longos. Além disso, a operação pode não ter sido feita por meio de seu banco, mas sim pelo banco que financiou a obra para a construtora.  Nessa situação, em que não estão envolvidos outros vínculos com o agente financeiro (banco) a ser substituído, fica mais interessante fazer a portabilidade para o seu banco

 

“Pode ser uma boa oportunidade de aumentar o relacionamento com o seu banco e conseguir boas condições em outros produtos com os quais ele opere. Mas não devemos esquecer outros custos que podem inviabilizar a operação do ponto de vista financeiro, tais como o custo de vistoria e avaliação pelo banco que está assumindo a dívida, além das taxas de registro da operação em cartório”, alerta Vignoli. Nestes casos, devemos ter em mente alguns cuidados:

•        As taxas de cadastro para o setor imobiliário podem ser mais caras.

•        Procure saber antecipadamente os custos de vistoria e avaliação do imóvel.

•        Podem existir outros custos legais, tais como taxas de registro em cartório.

•        Lembre-se de que estamos falando de uma operação de longo prazo. Estude com atenção, compare opções de diferentes bancos e não faça nada apressadamente.

 

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