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02 junho 2014
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80% dos brasileiros preferem o dinheiro de plástico na hora de parcelar, mas só um terço conhece os juros cobrados. Fique de olho nos perigos desse hábito…

Você faz uma compra no começo do mês e dois dias depois resolve colocar o almoço no crédito. Chega o fim de semana e o que acontece? Toda a diversão é paga da mesma maneira, com dinheiro de plástico. E para completar, você parcela uma compra maior, sem lembrar que mês passado fez o mesmo. O problema é que – diferente de você – a fatura que chega não esquece de tudo que você comprou e parcelou com o cartão e, muitas vezes, você não tem dinheiro para pagar o valor total. E é nesse momento que seus problemas começam.
 
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Um estudo feito pelo portal ‘Meu Bolso Feliz` mostra que mais da metade dos brasileiros tem o hábito de pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão e mais: 83% dos consumidores usam essa modalidade de pagamento na hora de parcelar uma compra,  sendo que quase um quarto dos consumidores ouvidos costuma fazer compras parceladas com o cartão ao menos uma vez por mês. A pesquisa também revela que mais da metade dos entrevistados já usou ou tem o hábito de usar o crédito rotativo – situação em que o consumidor opta por pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão. Um agravante é que 77% destes reconhece que não sabem qual o valor dos juros cobrados nesse tipo de operação.
 
E os problemas não param por aí. Quatro em cada dez entrevistados atribuem à facilidade de uso como a principal causa das compras supérfluas, seguida pela dificuldade em manter o controle do valor das compras realizadas (36%) e não resistir às compras por impulso (16%). Diante de todas as facilidades e conveniências do cartão, a maioria dos entrevistados (61%) admite que no momento de parcelar uma compra, o que mais pesa é se o valor de cada prestação cabe no bolso e não se os juros embutidos impactam no valor final do produto. “E é justamente esses maus hábitos de planejamento financeiro a principal causa da inadimplência das famílias. Existe um comportamento imediatista por parte do consumidor brasileiro, que tende a ignorar o valor de custos secundários como a multa paga por atrasar o pagamento da fatura ou o juro cobrado pelo uso do crédito rotativo”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Luiza Rodrigues.
 
E esse é o grande risco. Pequenos gastos vão se somando e sem demora se transformam em uma quantia imensa e difícil de ser paga.  “O cartão de crédito trouxe conveniência e segurança porque viabiliza o poder imediato de compra, mesmo que o consumidor não disponha de dinheiro no momento do uso. Mas para usufruir das vantagens, é preciso controle para que a pessoa não gaste mais do que efetivamente possa pagar. Aqueles consumidores que não quitam o valor integral da fatura correm o risco de cair no efeito ‘bola de neve’, já que hoje, a taxa média cobrada nessas operações gira em torno de 200% ao ano. É uma das maiores do mundo”, conclui José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.

 

Aprenda a usar o cartão de crédito
Usufrua o melhor dessa modalidade de crédito:

1 – Fique atento às taxas de anuidades dos cartões, que variam de uma administradora para outra. Se estiver insatisfeito com a sua, negocie os valores.

2- Avalie seu cartão. Não adianta ter um “internacional”, que custa mais caro, se você não vai fazer compras no exterior. Os “nacionais” têm custos mais baixos.

3 – Cuidado com o número de cartões na carteira – mais um motivo para o descontrole. “O consumidor organizado pode ter dois, três ou mais cartões, que não haverá problema. No entanto, uma parcela expressiva da população anda com mais de um cartão na carteira e, ainda assim, ignora a cobrança de juros e os riscos de não pagar uma fatura integral”, afirma Vignoli.

4 – Administre seus gastos. Guarde comprovantes e examine atentamente o extrato mensal para saber, por exemplo, como pode economizar no próximo mês.

5 – Compras parceladas devem ser feitas apenas se você tem o dinheiro para quitar as parcelas, mensalmente. Além disso, evite o acúmulo de parcelamentos. Se agora você não tem R$ 500 para fazer uma compra específica e faz um parcelamento e repete esse hábito por mais 3 meses, a soma das parcelas, daqui um tempo, também serão impossíveis de serem pagas.
 
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6 – Observe se o número de parcelas não está encarecendo demais sua compra. Muitas ofertas representam juros mais altos e um tempo muito longo comprometendo seu orçamento.

7 – Prefira prazos curtos, mesmo que tenha que cortar outros gastos. Assim, você gerencia seu orçamento e não corre o risco de um descontrole.

8 – Fuja do crédito rotativo, ou seja, não faça o pagamento mínimo do cartão. Uma fatura não paga de R$1.000 no cartão de crédito se transforma em uma dívida de mais de R$4.000 em um ano.

9 – Reserve um valor de seu orçamento doméstico para pagar o cartão e sempre preveja a quitação total.

10 – Escolha uma data de vencimento que seja mais próxima à data em que você recebe seu salário.

 

Controle de dívidas

Para quem se endividou no cartão e está com dificuldades para pagar as parcelas atrasadas, o ‘Meu Bolso Feliz’ oferece, gratuitamente, pela internet um serviço de simulador de troca de dívida. Com ele, o internauta descobre o quanto consegue economizar de juros caso opte por substituir a dívida do rotativo por um empréstimo pessoal consignado, cujas taxas cobradas ao consumidor são mais baratas.

 

Saiba mais:

http://meubolsofeliz.com.br/credito-a-seu-favor/tipos-de-credito/cartao-de-credito/

http://meubolsofeliz.com.br/estou-em-dia/minhas-contas/planeje-seus-sonhos/

http://meubolsofeliz.com.br/credito-a-seu-favor/tipos-de-credito/cartao-de-loja/

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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