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30 maio 2014
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Fazer um intercâmbio pode ser uma boa alternativa para aprender outra língua, mudar de ares e dar uma guinada na carreira. Veja suas opções

Chegou o dia de mudar de vida e passar uma temporada em outra cidade ou mudar de país. Muitos brasileiros – principalmente os jovens – têm essa vontade e querem conhecer outras terras, aprender uma nova língua ou estudar fora em algum momento da vida. Em 2013 foram mais de 175 mil brasileiros que saíram do país. E a jornalista Lígia Menezes foi uma delas. Apaixonada por praia, ela resolveu unir o desejo de morar no litoral com a necessidade de aprimorar o inglês e resolveu passar uma temporada de três meses no Havaí, Estados Unidos.
 
Para a empreitada, focou em economizar. “Durante um ano guardei 30% do meu salário. Depois, procurei uma agência, que me matriculou em uma escola e agilizou a burocracia”, conta.  Já no Havaí, alugou uma casa com mais três amigos e ainda conseguiu trabalho como caixa de supermercado. “Com o dinheiro que ganhava lá, cerca de 1.800 dólares por mês, consegui custear minhas despesas no país e ainda fui para Nova York e São Francisco”, comemora. E dá mais um conselho: “Quem quer estudar e trabalhar, deve viajar entre novembro e março. Nessa época existem vagas temporárias por lá”. No entanto, as agências especializadas em programas de estudo no exterior não aconselham os estudantes a irem com a idéia de que conseguirão um emprego para bancar as contas, pois podem se frustrar e, pior, se endividar.

Gostou da ideia? Então está na hora de arriscar!
 

Primeiro passo: escolha o tipo de programa

• Línguas: esse tipo de curso tem duração de 1 a 3 meses e o estudante pode escolher se prefere ficar em casa de família ou em algum albergue. Perfeito para jovens que querem aprender outra língua, se enturmar e conhecer outra cultura. Alguns países que estão em alta: Estados Unidos e Canadá. Gasto médio: a partir de US$1.400 (sem passagem aérea).
 
• Au pair: dura 1 ano e inclui hospedagem, refeições e passagem aérea. O objetivo  desse programa é levar mulheres entre 18 e 26 anos, solteiras e sem filhos, para cuidar de crianças. A jovem passa a morar na casa de uma família e trabalha como babá. País que oferece esse programa: Estados Unidos. Gasto médio: a partir de US$700.
 
• Trabalhar e estudar: dura de seis meses a um ano. O intercambista estuda uma língua e pode trabalhar meio período. O programa inclui refeições, mas não inclui passagem aérea. Países em alta: Canadá, Austrália, Irlanda. Gasto médio: US$3.500.
 

Segundo passo: programe-se
1 – Defina quanto pode investir e compare preços

O estudante precisa decidir para onde deseja ir e a quantia que pode investir no intercâmbio. Porém, segundo Alessandra Brandão, diretora da 2be Study Group, nem sempre as pessoas chegam à agência com todas essas informações. “Aqui, ajudamos o cliente a perceber qual é a viagem ideal”, avisa.  O segundo passo é procurar instituições especializadas em intercâmbio e comparar preços. Em dúvida de para onde ir e quanto investir? “Defina um destino com custo de vida igual ou similar ao que tem no Brasil”, aconselha Alexandre Luis Pedrosa, diretor geral da Infovistos, empresa que presta assessoria em documentações para processos de vistos consulares, como os de turismo e estudos. Para isso, vale pesquisar o valor da moeda local e o custo de vida médio do local (moradia, alimentação, entre outros).
 

2 – Guarde dinheiro

Estabeleça um prazo para juntar dinheiro antes de viajar. Inclusive, você pode abrir uma poupança caso consiga se preparar com cerca de um ano de antecedência. “Vale a pena também pesquisar fundos cambiais, pois são eles que protegerão o valor em caso de variações da moeda do país em que se vai estudar”, defende Alexandre.
 

3 – Parcele o programa

Segundo Alessandra, a maioria dos estudantes prefere parcelar o programa. “A agência recebe 30% para dar entrada no processo de matrícula e o saldo restante é pago em boleto ou cartão de crédito. Tudo conforme o critério de pagamento de cada estudante,  pois cada um tem um planejamento financeiro diferente do outro”, explica. Mas lembre-se: só assuma o parcelamento se você tem condições de cumprir com a dívida.
 

4 – Elimine a burocracia e pague menos

Viajar com a ajuda de uma agência é mais econômico e seguro. Fechado o contrato, a empresa é responsável por intermediar acordos e documentação com a instituição de ensino, companhia aérea, consulados e qualquer outro tipo de auxílio que o estudante precisar. “Para o cliente também é muito mais fácil lidar diretamente com o consultor que lhe atendeu, que está no mesmo fuso, fala a mesma língua  e está à disposição antes e durante a viagem”, analisa Alessandra.
 

5 – Compre moeda estrangeira no Brasil

Se planeje e compre no Brasil a moeda do país para onde pretende ir. “Compre um pouco por mês. Assim, evitará que, caso deixe para a última hora, ela esteja com valor muito alto”, diz Alexandre.
 

6 – Chame alguém para ir com você

“Com mais pessoas há possibilidade de baratear o custo do programa e, ao chegar no país, é mais em conta dividir acomodação com um amigo do que arcar sozinho com as despesas”, aconselha Alessandra.
 

7 – Vá de graça

Outra maneira de realizar esse sonho é tentar uma bolsa de estudo fora. Hoje em dia, muitos sites, programas e o próprio Governo te ajudam nesse desafio
 
Ciências sem Fronteiras: é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio. O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos.
 
Fundação Estudar: instituição sem fins lucrativos apoia a formação de jovens brasileiros de alto. A fundação  tem um programa de Bolsas e outros projetos que levam estudantes para fora do país.
 
Capes:  oferece sete tipos de bolsas  que cobrem estudos em doutorado, doutorado-sanduíche e estágio pós-doutorado.
 
FAPESP:  oferece bolsas no Estado de São Paulo e no exterior em treinamento técnico, iniciação científica, mestrado, doutorado, doutorado direto e pós-doutorado, além de pesquisa e estágio no exterior.
 

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