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28 agosto 2014

 

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Avalie a melhor alternativa para o seu perfil e fase da vida

Quando o assunto é imóvel, uma das dúvidas mais frequentes é se vale mais a pena comprar ou alugar. Embora não exista uma única resposta para essa questão, analisando sua fase de vida e fazendo algumas contas simples, é possível chegar à melhor alternativa para o seu caso.

 

Encontre abaixo o perfil que mais combina com as suas necessidades e, depois de decidido se deverá comprar ou alugar, veja a melhor maneira de investir seu dinheiro em um imóvel (próprio ou não).

 

Avalie seu caso

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1 – Vou ficar no imóvel por menos de cinco anos

“Comprar e vender um imóvel em pouco tempo raramente é uma boa ideia, pois dá muito trabalho e demanda um gasto importante”, diz a economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Encontrar um imóvel exige determinar o local ideal, financiar, pagar impostos, juros e comissões, mobiliar, investir em pequenas reformas e manutenção… “Esses custos, sozinhos, muitas vezes seriam suficientes para a pessoa morar de aluguel um ano inteiro”, conclui Marcela.

 

Ou seja, para quem pretende se mudar num futuro próximo o ideal é não adquirir uma casa própria. Mais vantajoso seria viver de aluguel ou, se possível, permanecer onde está até que a mudança seja permanente. Nas duas opções, no entanto, é fundamental manter a disciplina e continuar engordando sua poupança para investir esse dinheiro no local em que fincará raízes, futuramente.

Nosso Simulador de Sonhos pode ajudá-lo a calcular o quanto economizar por mês!

 

2 – Vou ficar no imóvel por mais de cinco anos

Se você sabe onde quer morar (região) e o tamanho do imóvel ideal, é hora de considerar a compra. O primeiro passo é pesquisar muito, sempre levando em consideração as características do imóvel e suas reais condições financeiras. Em muitos casos, numa mesma região da cidade os preços variam dependendo da rua ou avenida em que se quer morar.
Outro passo importante é decidir se, mesmo nessas condições, vale a pena comprar ou se ainda o aluguel é a opção mais vantajosa, principalmente se você possui o valor total do imóvel ou parte dele na conta.

 

Imagine se, por exemplo, você tem 250 mil reais na poupança e tem intenção de comprar um apartamento neste valor. Vale a pena comparar os juros desta quantia investida com o valor do aluguel para decidir o que é mais vantajoso.

 

Veja como fazer esse cálculo:

Vamos supor que o apartamento custe R$250 mil e o aluguel, R$1.200. Multiplique o valor do aluguel por 12 meses (um ano) e divida pelo valor do imóvel. Depois, multiplique o resultado por 100. O resultado é a renda anual do dono do imóvel que o aluga.

 

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Quem compra deve pensar o seguinte: se eu colocar esses R$ 250 mil na poupança, ganharei pouco mais de 6% ao ano, ou seja, os juros pagarão um aluguel e ainda sobraria algum dinheiro. Dessa forma, se fazendo a conta acima você chega a um resultado inferior a 6% ao ano, é melhor alugar do que comprar. Se for superior, a melhor opção é a compra.

 

3 – Tenho dificuldade em guardar dinheiro

Pagar aluguel só é opção vantajosa para quem tem disciplina para poupar. Planejar-se para o futuro e para imprevistos é fundamental, você possuindo ou não um imóvel em seu nome. No entanto, quem vive de aluguel e não tem reservas está muito mais vulnerável financeiramente do que aquele que pode ao menos vender sua casa, frente o pior dos cenários. Assim, se você for do tipo que só consegue construir um patrimônio tendo que pagar carnês e boletos, comprar o imóvel através de um financiamento é a melhor escolha.
Uma vez decidido o melhor caminho para você – comprar ou alugar – fique atento às maneiras mais vantajosas de levar adiante a sua escolha!

 

Decidi comprar

Com a decisão tomada, é hora de se planejar. “Essa escolha é de longo prazo e exige muita disciplina, até porque já é preciso ter um valor guardado para a entrada na hora da compra”, diz Marcela. Por isso, faça o teste e descubra se está preparado para investir neste sonho :

 

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Pronto ou na planta?

“Comprar apartamentos na planta, prontos, novos ou antigos é uma decisão muito pessoal, que depende basicamente da pesquisa que a pessoa fará e do tipo de imóvel que tem em mente”, explica Marcela. O apartamento novo geralmente é um pouco mais caro, mas pode valer a pena porque não exige reforma. Por outro lado, a soma da compra de um apartamento antigo e sua reforma em alguns casos sai mais em conta do que comprar o imóvel na planta. Ou seja, na hora de decidir o que comprar, é preciso pesar o valor do imóvel e os reparos que serão necessários antes da mudança. Dessa forma, é importante que uma pesquisa profunda seja feita. Além disso, avalie em quanto tempo pretende se mudar. A reforma pode demorar, mas a construção de um apartamento também. Se você precisa logo de um teto, um apartamento novo e prontinho pode ser a melhor opção.

Saiba mais: A Compra da Casa Própria 

 

Consórcio ou financiamento?

O consórcio vale a pena para quem é indisciplinado e não consegue juntar dinheiro que será usado como entrada, afinal, você paga uma prestação fixa e participa de um sorteio. Mas, neste caso, a pessoa não pode ter pressa em se mudar. No caso do financiamento, você precisa dos 20% de entrada, mas consegue se mudar assim que fizer a compra, no caso de apartamentos já prontos.

 

Decidi alugar

Pagar aluguel é opção vantajosa para quem tem disciplina para poupar. Apesar de poder se mudar com mais facilidade, em um espaço alugado você também pode ter que sair do local sem ter se planejado para isso. E, após a sua aposentadoria, com renda mais baixa e seguro-saúde mais caro, o aluguel pode se tornar uma despesa de que você talvez não consiga dar conta. Em casos como estes, como você se manterá sem uma reserva? O ideal é poupar pensando em comprar um apartamento no futuro. Dessa forma, mesmo que jamais decida de fato investir em um imóvel, terá o equivalente a um na poupança ou em outro investimento.

 

Do ponto de vista prático, na hora de alugar, pesquise sobre os direitos do inquilino, seguros e reparos que devem ser pagos pelo proprietário, condições do imóvel e o entorno. Calcule, por exemplo, se considerando o que gastará com transporte todo mês não compensaria alugar algo mais próximo do seu trabalho. Negocie valores e entenda cada cláusula do contrato. Lembre-se que um aluguel exorbitante, que não te deixe folga para guardar dinheiro, não compensa!

 

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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