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19 maio 2016
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Com nossas dicas o sonho de fazer uma grande viagem pode, sim, caber no seu orçamento. Veja como viajar sem comprometer as finanças!

Fato: estamos em um momento econômico que exige cautela com os grandes gastos, como viajar para o exterior. Isso, no entanto, não significa desistir para sempre do sonho de fazer uma grande viagem. Aqui, respondemos às principais perguntas que surgem no momento de se planejar para colocar o pé na estrada.

Quanto posso guardar por mês para viajar?

Em primeiro lugar, analise detalhadamente suas finanças, tomando nota de todas as despesas e entradas que normalmente tem durante o mês. “Este é o primeiro passo para você ter uma análise clara da sua situação financeira  antes mesmo de tomar decisões como ‘para onde vou’ e ‘quanto tempo pretendo ficar’”, diz José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. O motivo é simples: caso seu sonho seja visitar Paris, na França, em seis meses, mas você só consegue guardar R$100 por mês, provavelmente terá que adiar sua viagem por um bom tempo, já que só a passagem para o país custa em média R$2,5 mil e um financiamento pode não ser uma boa ideia, principalmente diante de um quadro de incerteza econômica, como o atual. Para fazer essa análise de entradas e despesas, use nosso Simulador Diagnóstico Financeiro.

Feito isso, você vai poder definir o limite de quanto pode gastar na viagem. Assim, será possível pensar destino, período, nível de conforto, etc. Ou, ainda, decidir esperar mais um pouco, para conseguir juntar mais dinheiro sem que isso prejudique sua vida financeira e despesas cotidianas.

Quanto custará a minha viagem?

“Recomendo sempre montar um arquivo detalhando todos os aspectos da sua viagem e utilizá-lo como base para estruturar seu roteiro e, com isso, seus gastos”, diz Rodrigo Rufino, agente pessoal de viagens. Abaixo, os tópicos que o especialista sugere inserir no arquivo:

Época

“É importante se informar sobre cada cidade que visitará pois pode ser que, justamente na época em que estará lá, haja algum grande evento. Isso pode ser divertido, mas também pode significar gastos maiores e locais de visitação fechados”, alerta Rodrigo. Assim, ao pesquisar preços, já verifique quais atrações estarão abertas e os horários de funcionamento. Vale também descobrir se há dias em que a entrada é gratuita (no caso de museus, por exemplo) e o tempo necessário para curtir cada passeio. Dessa forma, consegue montar um roteiro com menos vai-e-vem e, assim, sem despesas desnecessárias.

Se possível, evite os meses do meio e do final do ano, em que os preços sempre são mais altos, por conta de férias e festividades. E, caso não tenha roupas de frio, talvez seja o caso de evitar temperaturas muito baixas, para que não haja gastos com itens que só usará na viagem. “Se for para um lugar muito frio, o que recomendo é pedir casacos emprestados para amigos, já que dificilmente usará a roupa em outra ocasião. E jamais subestime o inverno de países mais frios! Brasileiro tem mania de achar que uma blusa de lã basta e aí, chegando lá, se vê obrigado a investir de última hora em algo que de fato o manterá aquecido”, diz Rodrigo.

Hospedagem

Procure um local que seja barato, mas também perto dos pontos que deseja visitar. “Um erro muito comum é escolher o hotel mais barato e não ver exatamente onde ele fica. Se for longe de tudo, o que você gastará com transporte pode não compensar o desconto”, diz Rodrigo. Dessa forma, pesquise também a qualidade e facilidade de acesso ao transporte público na cidade, o que ajudará a selecionar o hotel. Abaixo, alguns sites que te ajudam a pesquisar preços na hora da escolher o hotel mais barato:

1 – Hotel Urbano – www.hotelurbano.com
2 – Submarino Viagens – www.submarinoviagens.com.br
3 – Decolar.com – www.decolar.com
4 – Guia Quatro Rodas – viajeaqui.abril.com.br
5 – Viajar Barato – www.viajarbarato.com.br

Tipo de pagamento

Pague tudo antecipadamente: passagens, hospedagens, os passeios que puderem ser comprados com antecedência, o seguro de viagem e assim por diante. Hoje em dia, é possível efetuar a compra de boa parte desses serviços em real, o que não só elimina a incidência do IOF (cobrado em dólar), como ainda possibilita o parcelamento dos gastos que devem ser, de preferência, quitados completamente antes da viagem. Assim, ao levantar valores, anote tudo que pode ser pago antes mesmo da viagem e analise quando deve começar esse pagamento, caso opte por parcelar.

Transporte

Antes de viajar, avalie muito bem qual a melhor opção oferecida pela cidade ou país de destino. Se o seu destino é a Europa, por exemplo, o ideal é se locomover pelo continente de trem. Você pode optar por pacotes, que costumam sair mais em conta do que uma passagem aérea e ainda pode viajar à noite, economizando dias que pagaria no hotel. Já para andar dentro das cidades, opte pelos cartões integrados de metrô e ônibus, que valem em geral para 3, 5 ou 7 dias. Se for para a Europa, na maioria das cidades o ideal é andar de metrô, bonde e ônibus, mas vale colocar na ponta do lápis o quanto sairia para alugar um automóvel, especialmente se for para os Estados Unidos, onde as distâncias mesmo nas cidades é grande. Sendo essa opção, coloque na conta custos com gasolina e estacionamento. Outra ideia, caso esteja viajando com mais gente, é avaliar se compensa financeiramente dividir um táxi ou Uber. Veja apenas se na região esses meios de transportes são considerados seguros e confiáveis. Se as cidades onde passará suas férias forem menores, cheias de praias e lugares mais aconchegantes, talvez você consiga fazer tudo a pé ou de bicicleta (que muitos hotéis oferecem gratuitamente).

Alimentação

Antes de embarcar para viajar, procure saber os custos de refeições através de sites de restaurantes das cidades que pretende visitar para já ter uma ideia de preços, evitando levar sustos. Ao reservar os hotéis verifique o custo do café da manhã – que costuma ser salgado em alguns países – e não o inclua na diária. Reserve uma quantia para refeições e, chegando ao seu destino, tome uma média de preços. Aí sim poderá determinar o quanto poderá gastar. Outra dica é se afastar um pouco dos centros históricos e locais turísticos, onde poderá encontrar boas surpresas por preços mais convidativos.

Taxas obrigatórias

Se vai viajar para o exterior, pense em gastos com passaporte, visto, embarque, câmbio, etc. Mesmo no Brasil, vale ficar atento, pois em muitas regiões, especialmente as mais turísticas, pode ser que seja cobrado taxas de turismo, de serviço, de preservação ambiental, de turismo sustentável, etc.

Quanto tempo antes devo começar o planejamento?

Após ter respondido quanto pode gastar e quanto custará em média sua viagem, conseguirá estipular um prazo para realizar seu sonho. Nosso Simulador de Sonhos faz justamente essa conta para você! E, sempre bom lembrar, todo esse planejamento financeiro só será válido se você cumprir com a sua parte, poupando o valor estipulado todo mês.

Esse dinheiro que você guardará todo mês pode ir tanto para um fundo atrelado ao CDI (Certificados de Depósito Interbancário) ou para um CDB (Certificado de Depósito Bancário) com liquidez, dois investimentos bons para quem está trabalhando com prazos curtos ou médios, de um a dois anos, e que rendem mais que a poupança. Vale lembrar que é importante também separar uma grana mensal para investir na compra de moeda estrangeira, caso sua viagem seja para o exterior. Afinal, câmbio é o que existe de mais volátil e, comprando um pouco por mês, pode fazer sua reserva em moeda estrangeira a um bom preço médio.

O cartão de crédito por conta do imposto não é uma boa opção para ser usado na viagem, mas é sempre bom tê-lo em mãos para uma emergência, sendo necessário avisar a operadora dos seus destinos para evitar surpresas com cobranças de taxas.

Como posso baratear minha viagem?

  • Se a viagem for para o exterior, fique atento aos pacotes com taxas de câmbio com cotação promocional, que oferecem economia ao bolso. Muitas vezes a operadora opera num câmbio mais baixo no preço do pacote, ou seja, convertido para reais no ato da compra, e muitas vezes o valor pode ser dividido em até 10 parcelas sem juros;
  • Consulte os benefícios oferecidos pelas operadoras de viagem. Algumas delas oferecem acordos exclusivos com hotéis, que garantem tarifas mais competitivas no mercado, sem deixar de comparar o que lhe foi oferecido com os sites de procura de hotéis. É uma forma de fazer uma melhor negociação;
  • Verifique se o seu cartão de crédito oferece seguro-viagem caso use-o para comprar as passagens. Caso ofereça, já evita esse gasto;
  • O aplicativo Melhores Destinos mostra passagens baratas e boas promoções em diversas companhias aéreas. É só baixar e receber as novidades no seu celular;
  • Durante a viagem, para não perder o controle dos gastos, defina uma verba diária e faça o controle no fim de cada dia.Isso te permitirá acompanhar se está acima ou abaixo do estipulado, mantendo-se próximo ao gasto médio;
  • Evite o uso do cartão de crédito, que está sujeito à flutuação de câmbio e pode acabar se transformando em um gasto imprevisto – a melhor alternativa élevar parte da verba em espécie e liberar o cartão de débito do banco para saques internacionais (sem deixar de verificar condições específicas para evitar surpresas desagradáveis).

Vai ficar apertado? Considere esperar mais!

Depois de considerar todos os pontos acima, a viagem ainda vai deixar o orçamento familiar apertado demais? Pois então espere mais um pouco. “Se os gastos não permitem fazer a viagem desejada neste ano, aguarde o próximo ou ainda os anos seguintes. É melhor esperar e viajar sem o estresse de não ter como bancar os custos da viagem e ainda prejudicar seu dia a dia por aqui, do que insistir em gastar mais do que pode, ainda mais no atual momento de crise e incerteza econômica”, diz Vignoli. Pense que, com as finanças bem estruturadas, você aproveitará ainda mais passeios, culinária local e até comprinhas.

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Faça uma viagem inesquecível sem gastar mais do que pode

8 passos para viajar barato

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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