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18 junho 2014
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Especialistas apontam medidas para o casal e a conta bancária serem felizes para sempre

A Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, realizou um estudo com 4,5 mil casais e descobriu a principal causa dos divórcios. Ciúme? Não! Sogros? Ainda está frio. Ex-parceiros? Que nada! O resultado da pesquisa: Dinheiro! Isso mesmo, os cifrões são os grandes responsáveis pelo fim do ‘felizes para sempre’.  Logo, ao que parece, o amor contemporâneo não resiste à falta de grana, desorganização financeira e hábitos de solteiro que os conjugues insistem em praticar na vida a dois. Se existe alguma semelhança com a sua realidade, antes que você precise descer do altar, Meu Bolso Feliz aponta as atitudes mais inteligentes para um casal administrar a vida financeira sem crises.

 

Primeiro passo: quem não se comunica…

Nem adianta procurar, pois você não encontrará em livros, filmes, séries ou novelas um romance em que os casais tragam à tona a situação financeira da dupla. Porém, na vida real, tocar no assunto deve ser tão recorrente quanto trocar juras de amor para fortalecer a união. “Uma relação madura é feita de acordos e isso, claro, também inclui determinar regras financeiras, como por exemplo onde investir as economias do casal, quanto cada um pode gastar com si próprio, além das contas compartilhadas”, avalia a psicóloga Milena Muniz, que conclui: “Se cada um gasta quanto e como quiser sem comunicar ao outro, com certeza em algum momento isso se transformará em motivo para brigas ou cobranças. Fazer algo escondido, então, nem pensar!”. A solução mesmo é exercitar o mantra ‘o que é combinado não sai caro’ e manter a confiança mútua em alta.

 

Segundo passo: mude os hábitos da vida de solteiro!

A partir de agora, bancar todas as contas é com você e seu par. Ou seja, tomar decisões sozinho, gastar sem pensar nas consequências e pagar contas sem planejamento, está fora de cogitação. “Essa nova realidade será construída aos poucos, à medida que o casal identificar suas necessidades de consumo, planejamento e economia”, observa o planejador financeiro Luiz Queirós.  O primeiro passo para descobrir quanto o casal costuma gastar é colocar todas as contas na ponta do lápis. Outra dica: inicie a vida a dois com um padrão menor do que realmente podem viver. Essa medida ajudará a insegurança passar longe de vocês.

 

Terceiro passo: assuma responsabilidade

Sim, é bastante cômodo deixar que uma das partes do casal quebre a cabeça para resolver as pendências financeiras e burocracias econômicas. “Normalmente, quem acumula essas funções, em algum momento, se cansa de precisar resolver tudo sozinho”, analisa Muniz. Então, mesmo que apenas um esteja acostumado a executar essas tarefas, os dois devem saber exatamente quanto e como investem o dinheiro do casal e a maneira habitual da dupla em pagar as contas. Assim, quando for preciso, a outra parte pode assumir essa missão.

 

Quarto passo: divida os gastos

Ambos devem abrir bem os olhos para que os gastos individuais não virem uma competição. “Ou seja, não é porque ela comprou um sapato sem precisar que ele se vingará gastando com uma camisa nova. Na prática, isso significa que os dois não podem sair gastando indiscriminadamente quando perceber que o outro torrou dinheiro além do necessário. A melhor alternativa: ao perceber que um passou dos limites, o par deve chamá-lo para a uma conversa e relembrar as prioridades financeiras do casal. De qualquer forma, os dois devem ter uma verba individual que não comprometa o orçamento familiar para gastar como bem entenderem.

 

Quinto passo:assumam os problemas juntos

Estão endividados? Tenha certeza, um bate boca não solucionará a questão.  Coloquem as contas na mesa e investiguem o que causou o problema. Da mesma forma, determinem como sanar a vazão de dinheiro da conta bancária. “Mesmo quando tudo estiver bem, é muito saudável agir desta forma pelo menos uma vez por mês”, aconselha o educador financeiro. Assim, conseguirão notar facilmente quando e onde perderam a mão nos gastos.

 

Sexto passo: tenha a santa paciência!

Não tem jeito, é preciso considerar as opiniões do outro quando o tema em pauta são os gastos do casal. Uma tática para isso funcionar é ouvir atentamente enquanto o outro fala e vice-versa. Interromper o discurso de alguém por discordar não ajudará a chegarem a uma conclusão. “Enquanto ele fala, ela se coloca no lugar dele, que fará o mesmo quando a esposa falar. Isso funciona para qualquer assunto, inclusive para debater as contas da casa”, aconselha Muniz.

 

Sétimo passo: parabéns

Cumprimentar o par quando ele toma uma atitude que ajuda a organizar as finanças do casal é muito bem-vindo! Inclusive, a medida deve servir como exemplo para você segui-la também. E quando o passo positivo for seu, espero pelos aplausos também. “Quando o estímulo é uma via de mão dupla, ambos se empolgam em economizar. Afinal, todo mundo gosta de ser elogiado”, conclui a psicóloga.

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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