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30 julho 2015
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Aprenda a reforçar o orçamento sem se comprometer com um novo negócio, apenas aproveitando o que tem dentro de casa

A renda extra de que você está precisando pode estar dentro de casa.  Uma blusa de que você já foi fã e não serve mais ou o jogo de botão que costumava ser seu xodó e hoje está guardado no armário. Em bom estado, esses itens, assim como muitos outros, podem ser comercializados em sites de vendas e dar uma forcinha no orçamento mensal. Acredite: não faltam compradores.

“É um recurso que vale a pena. De pouco em pouco dá para garantir uma pizza de fim de semana, pagar a conta de luz ou diminuir o buraco na conta. E melhor, você arranja um jeito recuperar parte do dinheiro investido em itens que já não usa”, garante Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. Se gostou da ideia e viu em casa um enorme potencial, veja o que é preciso fazer para ganhar um dinheiro extra:

DECIDA O QUE VAI VENDER

O primeiro cuidado para quem pretende se aventurar é decidir o que deve ser colocado à venda. “A pessoa tem de pensar em qual era a utilidade desse produto, se ainda serve para esse fim ou está obsoleto. É importante ter essa certeza de que não irá mais utilizar e não sentirá falta daquilo. Não pode vender por impulso”, ensina Leandro Soares, diretor de Market Place do Mercado Livre, site líder em comércio eletrônico na América Latina. “Posso garantir que sempre existe alguém interessado”.

Para quem tem o costume de doar, sem ganhar um centavo, também é uma opção. Não precisa se sentir culpado, dá para conciliar. “As peças mais novas, com maior potencial, digamos assim, de venda, ofereço na rede por um mês. Se ninguém mostra interesse, vai para a caridade, assim como aquelas de menor potencial”, conta Fernanda Russo Filomeno, que só este ano arrecadou cerca de R$ 700. “Salvou muito as minhas contas e, olha, o trabalho que tive foi mínimo: tirar foto, postar e esperar. Logo, logo alguém fala com você. Já estou até guardando para viajar nas férias”.

ORGANIZE SEU PEQUENO COMÉRCIO E DEFINA PREÇOS

Como “vendedor”, é necessário organizar as coisas e definir critérios que deseja seguir. “Só coloco à venda algo que eu, como consumidora, compraria. Tem de ser coisas legais porque as pessoas possam pagar menos e, ao mesmo tempo, me ajude a ganhar um dinheirinho”, explica Joana Andrade. “Além de ser sustentável, porque você não joga fora, não desperdiça. Sem falar que é bacana ver como as pessoas gostam das suas coisas”, acrescenta Bara Mariazinha.

Além disso, é importante estar atento a todas as transações, principalmente porque cada site de vendas on-line, com suas regras, costuma dar dicas e adotar medidas de proteção e ter paciência. “Pode acontecer  de alguém falar que quer o item, você reserva, e a pessoa desaparece”, diverte-se Fernanda. Mas não precisa ter medo, qualquer um consegue. O importante é não ser ganancioso. “Tem quem peça o mesmo valor de loja. Alguns não entendem que é igual a carro, saiu da concessionária, perde valor. Venda barato, se não encalha”, sugere Bara.

APRENDA COM QUEM ENTENDE

Para inspirar e ajudar aqueles que ficaram interessados pela empreitada, o portal Meu Bolso Feliz conta um pouco mais das experiências de cada uma das entrevistadas:

Comecei há seis meses e estava precisando de dinheiro. Olhei para o armário e encontrei algumas peças que quase não uso ou mal servem. Não fazia sentido ficar com aquilo tudo. Entre roupa, sapato e acessório, vendi dez peças e lucrei cerca de R$ 700. Costumo tentar, primeiro, no Facebook, principalmente nos grupos específicos de compras, e, se não der certo, apelo para o Enjoei, apesar de achar a porcentagem que pedem um pouco alta”,

Fernanda Russo Filomeno, 29 anos, jornalista

Dica da Fê: Nunca minta. Se tiver defeito ou qualquer problema, diga. Porque depois, quando o comprador perceber, receber o produto em casa, você fica queimado.

“Sou super a favor de compras pela internet e comecei a vender comprando. A primeira coisa que resolvi vender foi uma saia. Ganhei da minha tia, não gostei, fiz onda e demorei para trocar. Estava nova, com etiqueta e tudo. Como tinha que fazer foto para postar na minha lojinha no Enjoei, resolvi fazer uma limpa no armário de tudo o que estava em bom estado e que tinha usado pouco ou nenhuma vez. Aí foi saia, vestido, blusa, óculos de sol! De dez peças, vendi nove. Ganhei entre R$ 800 e R$ 900 e foi direito pra poupança do casamento.”

Joana Andrade, 30 anos, jornalista

Dica da Jô: Se você decidiu vender, organiza logo de uma vez tudo o que estiver parado em casa. Vai ser muito mais rápido fazer assim do que de novo a cada item.

“Já vendi 107 peças desde que entrei no Enjoei, em fevereiro deste ano. Foram roupas usadas, alguns mimos de casa, enfeites, porcelana, cofrinho, um pouco de tudo. O dinheiro dessas vendas está me ajudando a comprar coisas para a minha casa nova. Moro com meu pai, mas estou de mudança. Coloco preços bem baratinhos, como se fosse brechó. Quando as pessoas vêm conversar, negocio e faço desconto.”

Bara Mariazinha, 35 anos, professora

Dica da Bara: As pessoas reclamam muito de não saber como embalar os produtos na hora de enviar, por isso, recomendo guardar caixas de papelão. Você corta, recorta, cola e adapta cada uma ao tamanho do item. É sustentável e ajuda a economizar.

FIQUE ATENTO ÀS DICAS PARA SE DAR BEM NAS VENDAS VIRTUAIS

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1 ) Monte seu estoque com carinho

Os produtos da sua “loja” virtual podem estar no guarda-roupa, na estante de livros, numa garagem, ao redor de toda a casa. Tudo o que não interessar tem potencial de venda. Vasculhe, recupere, liste e, antes de ir em frente pergunte-se: tenho certeza de que não quero mais, estou seguro do desapego em relação a determinado objeto? E, em seguida, lembre-se do cliente: está em bom estado, eu mesmo compraria isso

2 ) Estipule preços camaradas

Não adianta vender pelo preço de novo, dificilmente alguém vai querer. Pesquise quanto andam pedindo na própria loja em que adquiriu ou nos sites das marcas. aceite avaliar por similares e desconte do valor os anos de uso e eventuais problemas que apresentar. Estipule um valor bacana, justo, ao mesmo tempo, para você e para os compradores.

3 ) Invista em boas fotos e na apresentação

Escolha um cenário que tenha a ver ou um fundo neutro.  Se precisar, use os filtros oferecidos por aplicativos – mas não a ponto de mudar a cor original. O passo seguinte é escrever uma descrição. Comece com simpatia – sem forçar nas piadinhas – e detalhe o item. Deixar dúvidas no ar podem gerar perguntas e, numa eventual demora de resposta, lá se foi a venda.

4 ) Escolha seu palco de negócios

Como não tem taxa, comece oferecendo os produtos para familiares, amigos e conhecidos nas redes sociais, como Facebook e Google +, e em grupos de Whatsapp e semelhantes. Cuidado para não ser incoveniente. Caso não apareçam compradores, ou se quiser trabalhar em mais de uma frente, parta para os sites de venda on-line, como Mercado Livre, Enjoei e OLX. Antes de se inscrever, porém, assegure-se de que entendeu as regras.

5 ) Tope negociar

Tope negociar, dar desconto e/ou oferecer facilidades no pagamento, como um bom mascate. Só o fato de conversar, nem que seja para explicar o valor, pode ser decisivo. As pessoas gostam de atenção.

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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