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20 agosto 2015
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Veja 6 dicas para economizar na gravidez e não deixar que a chegada do bebê comprometa as finanças da família

Em meio às inúmeras incertezas que envolvem a chegada de um filho, seja ela planejada ou não, o único fato consumado é a profunda mudança de conceitos e comportamentos que transformará completamente a sua vida – inclusive financeiramente.
 
Todo pai ou mãe pode facilmente confirmar que, por mais que o casal economize, uma despesa considerável acompanha a chegada de um filho. Justamente por isso é fundamental planejar-se muito bem! Com alguns ajustes providenciais, é perfeitamente possível se adaptar a essa nova realidade e viver tranquilamente esta experiência indescritível – sem grandes sobressaltos na conta bancária.
 
Veja abaixo nossas dicas para economizar com a chegada de um filho!

1 – Remaneje as contas

O primeiro passo é olhar para dentro de casa e analisar quais gastos podem ser redimensionados, abrindo espaço para as despesas adicionais que virão com a chegada do bebê. “O segredo para o equilíbrio financeiro nesta nova fase é rever suas prioridades em relação às despesas e até repensar seu estilo de vida, readequando o orçamento para manter seus gastos sob controle”, ensina Ana Paula Hornos, educadora financeira e coach. Nosso simulador Diagnóstico Financeiro ajuda na tarefa de listar seus gastos e rendas. Feito isso, avalie o que pode ser cortado ou reduzido.
 

2 – Procure estimar seus gastos com o bebê

Para conseguir um número aproximado de quanto gastará com a chegada do bebê, liste tudo o que deve precisar, pesquisando quanto custa cada item. Não se esqueça de incluir gastos com alimentação, vacinas e remédios. Além de valores para babá ou creche. Não se assuste com o montante. Essa estimativa é apenas para ajudar o casal a se planejar, iniciando cortes de gastos e uma reserva já durante o período de gestação. Mais abaixo damos dicas de como economizar ao montar o enxoval e o quarto!
 

3 – Avalie se um dos cônjuges deixará o trabalho

Vale a pena um dos dois largar o emprego para dar mais atenção ao bebê? Essa é uma questão importante, que deve ser avaliada com o máximo de cuidado e que reflete bastante nos gastos com a criança. Calcule o quanto deixarão de ganhar no caso de um dos cônjuges deixar de trabalhar – e se o casal está preparado para uma possível redução no padrão de vida da família. Coloque na conta custos com babás, creches e escolinhas, necessários em caso de ambos os pais estarem trabalhando. Caso o salário de um dos cônjuges seja inferior à mensalidade de uma creche ou ao salário de uma babá, vale considerar a troca.
 

4 – Planeje muito bem seus gastos e pesquise!

“O mundo das compras para bebês é muito sedutor. No início o desejo é comprar tudo. Por isso calma e planejamento são importantes. Descobrir a quantidade e o que de fato será necessário ajuda muito a economizar e não comprar por impulso. É claro que queremos dar o melhor para nossos filhos, mas nem sempre o melhor é o mais caro”, aponta a psicóloga Fernanda Franco, mãe de uma menina de 1 ano e seis meses.
 
Cuidado especial às tentações como roupinhas, objetos de utilidades para o dia a dia e brinquedos. Bastaram cinco meses de experiência materna para a gerente Giselle Saggese considerar muitos desses gastos absolutamente supérfluos. “O excesso de brinquedos e roupas não compensam, pois o bebê cresce muito rápido e logo as coisas já não servem mais para ele. Além disso, muito do que compramos na empolgação o bebê nem precisa e nem usa”, afirma.
 
A mãe Fernanda concorda e recomenda que se faça uma reflexão para compreender melhor suas prioridades e necessidades. “Aqui priorizamos produtos que agregam segurança, mesmo que às vezes sejam um pouco mais caros. Porém, não consideramos que valha a pena pagar mais por produtos de uma marca específica, se existem similares tão bons quanto eles.”
 

5 – Procure ser racional

Não é raro que mamães e papais, em especial de primeira viagem, sejam influenciados por fatores externos na hora de montar o enxoval. De blogs e comunidades na internet até os amigos que já têm filhos, todos parecem ter uma opinião sobre o que você deve comprar para o seu filho. Sem contar uma certa competição, muitas vezes inconsciente, de querer que o seu filho tenha o melhor sempre. Não caia nessa! Procure ser racional, organize-se bem e não se deixe levar por vaidades que afetam única e exclusivamente os pais. “Acredite: seu bebê não sabe – ou se importa – que a camisetinha que ele está usando é da marca x ou y”, diz a mãe e empresária Nadia Yunes, que escreve sobre maternidade no Blog No Filter.
 

6 – Economize no enxoval e ao montar o quarto

São vários itens “baratinhos” que, juntos, resultam em uma fortuna. Por isso, é imprescindível que o casal seja extremamente criterioso ao investir em um enxoval básico e ao pensar o quarto do bebê. “Sem dúvida a preparação para a chegada da criança é um momento de alegria, mas também de responsabilidade. Comprar por impulso em uma fase em que a família terá suas despesas aumentadas, precisando readequar a renda – que deve continuar a mesma – aos novos gastos é fundamental nesta noda realidade”, explica Ana Paula. Veja abaixo 12 dicas para economizar ao comprar o enxoval:
 
•  Pergunte para pais e mães com filhos um pouco maiores o que eles consideram fundamental no enxoval, assim tem uma ideia melhor do que de fato a criança usará. O ideal é começar com o básico e aguardar o bebê nascer para avaliar o que mais vai precisar diante do filho que teve. Imagine comprar um monte de roupinha de um tecido que o bebê tem alergia?
 
•  Liste os itens mais baratinhos e peça-os para familiares e amigos se você for fazer um chá de bebê (pacotes de algodão, cortador de unha, escova de cabelo, etc.). O que não pesará no bolso dos convidados, se comprado tudo por você, resultaria num gasto alto.
 
•  Vai pedir fraldas no chá de bebê? Então alerte aos convidados de que os itens devem ser comprados em lojas que permitem a troca (marca ou tamanho). Dessa forma, caso o seu bebê tenha alergia a alguma marca ou cresça mais rápido do que o esperado, você não tem prejuízo.
 
•  Novidades tecnológicas tendem a não ser cruciais, a menos que tenham sido muito elogiadas por quem de fato as usou. Pense bem antes de investir nos famosos “lançamentos”.
 
•  Compre grandes quantidades de algo em promoção apenas de já tiver testado o produto. Imagine ter 20 pacotes de fraldas de uma marca que seu bebê tem alergia?
 
•  Gostou muito de uma roupinha? Não compre na hora. Pense se ela é necessária, pesquise preço em outros lugares, enfim, resista às “fofices” em nome do seu bolso.
 
•  Aproveite itens repassados por amigos e familiares. Divulgue entre colegas e nas redes sociais que está aceitando roupinhas, brinquedos e até cadeirão ou outros equipamentos de segunda mão. Vale também pedir itens emprestados. Aquele berço que sua amiga está guardando para o segundo filho, por exemplo, pode ser seu enquanto ela não engravida de novo.
 
•  Existem, hoje, inúmeros sites e comunidades online para troca e venda de itens para bebês, de roupinhas a brinquedos. Muitos itens, inclusive, compensam mais se comprados usados, já que o bebê logo os “perderá” em seu rápido e natural processo de crescimento. Sites que ajudam papais e mamães a economizar são o Quintal das Trocas e o Ficou Pequeno.
 
•  Aproveite liquidações de fim de estação para comprar roupinhas maiores para o ano seguinte. Pense também na estação do ano que o bebê vai nascer e adeque suas compras a isso. Como o ritmo de crescimento nos primeiros meses é muito rápido, se não houver uma programação a mãe pode ficar com muitas roupas e sapatos novos que nunca serão usados.
 
•  Evite compras de última hora. Itens de primeira necessidade, como as fraldas, devem ser comprados em grande quantidade e após muita pesquisa de preço na internet. Afinal, toda vez que você sai correndo para comprar fraldas de última hora, está pagando mais do que se já as tivesse adquirido pelo menor preço anteriormente.
 
•  Atenção aos “diferenciais” que só aumentam o preço de um produto. Gastar mais em uma bolsa com trocador só porque ela vem com uma nécessaire a mais é, na maioria das vezes, deixar-se levar pela conversa do vendedor!
 
•  Deixe de lado o emocional e a vaidade. Por que gastar mais em algo “de marca” quando há similares mais em conta? “Só quando minha filha nasceu percebi o óbvio: o mais bonito nem sempre é o mais útil. Quando estiver com o bebê no colo, tendo que lidar com imprevistos e precisando agir rápido, o que você vai querer é praticidade. Se é o mais lindo, o mais moderno ou o mais caro não vai fazer diferença”, aconselha a blogueira Nadia Yunes.
 

Saiba mais:

Construindo sonhos: filhos

Dinheiro: 5 lições que seus filhos devem saber

 

Paula Aftimus

Paula Aftimus

Jornalista com especialização na State University of New York, editora de publicações e portais do Grupo Abril e especialista em mídias digitais. Passagem acadêmica pelas áreas de Serviço Social e Educação e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV

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