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13 outubro 2015
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Para ensinar os filhos a controlar seus desejos de consumo é preciso cuidar e monitorar as próprias atitudes. Saiba como

É muito difícil dizer não para as crianças, disciplinando os pequenos financeiramente. Por outro lado, essa tarefa desafiadora é essencial e, segundo uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil, o maior problema começa mesmo com o estilo de vida dos pais. O estudo constatou que 47 por cento das mães admitem que não há regras para presentear as crianças e 22 por cento afirmam que os filhos tem uma vida acima do padrão de vida da família enquanto um número ainda maior,  58,5 por cento, compra, para os filhos, roupas e calçados melhores  que para si próprios.

Considerando essa realidade, para driblar o consumismo infantil é preciso ficar de olho nas próprias atitudes. “Essa tarefa depende, basicamente, do comportamento dos pais porque as crianças precisam aprender o valor do dinheiro, viver dentro da realidade da família e, mais do que isso, precisam aprender a ter paciência para ganhar as coisas que desejam e saber ouvir não”, afirma Ana Paula Hornos, educadora financeira, coach e colunista do MBF.  Por isso, é importante trazer a criança para o entendimento do orçamento e realidade familiar. “Respeitando o vocabulário e maturidade de cada faixa etária e sendo modelo para criança os pais começam a adotar hábitos de boa educação financeira aos filhos”, completa Ana.

Mas e na prática, o que deve ser feito? Com disciplina e algumas dicas do Portal Meu Bolso Feliz, é possível se controlar financeiramente e ensinar os pequenos a fazer o mesmo, sempre mostrando a importância de poupar. Vamos às dicas?

OS 7 PASSOS PARA DAR FIM AO CONSUMISMO INFANTIL

1 – Seja forte e diga não! 6 em cada 10 mães  acabam adquirindo produtos desnecessários como brinquedos, roupas e doces quando são os filhos que pedem por eles.  “Ter demais pode não ser bom. O ideal é que a criança sinta o prazer da espera, da conquista e isso acontece quando o presente chega na data certa e não imediatamente. Por isso, evite dar presentes fora das datas comemorativas”, diz Ana Paula Hornos. Então, estabeleça regras claras e critérios conhecidos pelas crianças em relação às compras e presentes. O famoso “espere até seu aniversário e até lá pense bem se é isso que você quer” sempre funciona bem.

2 – Depois, explique os motivos do não. Segundo a pesquisa, 29,7 por cento das mães dizem que mesmo comprando a maioria dos produtos que os filhos pedem, eles nunca estão satisfeitos e sempre querem mais e 25,5 por cento cedem a birras e chantagens. Por isso é tão importante ser firme. “O valor do dinheiro dever ser passado pelos pais no sentido amplo que inclui o valor monetário propriamente dito, o valor sentimental, que diz respeito a significados embutidos no bens e o valor moral, que diz respeito a ética e ao comportamento”, explica Ana. Por isso, quanto mais os pais cedem, mais as crianças não dão importância ao valor do dinheiro. Da próxima vez, diga que com o valor do presente consegue pagar contas de luz, água, entre outras. Além disso, explique que precisa trabalhar muito para ganhar seu salário. “Além de ensinarem o quanto custa cada item, em números mesmo, estabelecendo paralelos de referências conhecidas pelos pequenos”, aconselha Ana.

3 – Explicando o valor do dinheiro, é importante se controlar para não dar o mau exemplo. Afinal, você também compra itens não planejados por impulso, certo? “Os filhos são esponjinhas que observam e imitam os pais em tudo. Pais que tem uma relação desequilibrada com o dinheiro ou pais que não conseguem estabelecer limites e regras claras para compras ou presentes, correm risco maior de formarem filhos consumistas excessivos”,explica Ana.

4 – Para te ajudar a manter esse discurso e novos hábitos, não compare sua vida com a vida dos outros. Essa mania faz com que você queira sempre dar mais para as crianças, muitas vezes sustentando um padrão que não é seu. Dessa maneira, os filhos acostumam e se sentem livres para pedir sempre mais.

5 – Durante esse processo, evite levar os filhos para fazer compras de supermercado ou passear no shopping.  39 por cento das mães admitem que gastam mais que o planejado quando os filhos estão juntos. E esse hábito de ceder às chantagens e sempre e comprar uma lembrancinha estimula – e muito – o consumismo infantil. Se esse é seu caso, deixe a criançada em casa até você ter certeza que será disciplinado.

6 – Não compense sua ausência com presentes. Segundo a pesquisa, 17,4 por cento das mães compensam a ausência com presentes, e a mesma proporção admite que muitas vezes compra mais do que pode pois não consegue lidar com a frustração do filho. Esses são erros muito graves e tornam-se hábitos difíceis de mudar. “É importante que os pais saibam que crianças querem amor, afeto, carinho e diversão e isso pode ser dado sem gastar dinheiro”, finaliza Ana Paula. Por isso, mesmo trabalhando muito, reserve um tempinho do dia para conversar com os filhos e invista no fim de semana para garantir diversão para toda família.

7 – Por fim, planeje o mês para ficar longe das ciladas como uma festa de aniversário que não cabe no seu bolso. O estudo também constatou que quatro em cada 10 mães já se endividaram para comprar coisas para os filhos. Por isso, faça com eles o que faz para você. Inclua a diversão dos pequenos, presentes e mimos no orçamento do mês e não se sinta culpado se precisar diminuir o valor ou apertar os cintos.

É dever dos pais e mães contribuir continuamente para o processo de formação dos filho, de forma ativa e racional. “Deixar o sentimento de culpa guiar as ações dos pais é a receita pronta para o fracasso, já que “mães culpadas” são mais propensas a agir de maneira impensada, valendo-se do consumo como ferramenta de troca para recompensar os filhos daquilo que julgam não estar conseguindo fazer”, finaliza José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz.

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Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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