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05 maio 2014

 

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), os cheques correspondem atualmente a 15% do volume de pagamentos feito no país. Um número alto, em especial se considerarmos a facilidade que o cartão de débito trouxe para a nossa vida. Aliás, tem muita gente que, de tanto usar cartões ou mesmo dinheiro para pagamentos, na hora de preencher um cheque se atrapalha e, pior, acaba comprometendo a segurança da transação.

Veja aqui como preencher um cheque, os tipos de cheque que existem e o que fazer diante um temido cheque sem fundo!

Tipos de Cheque

1 – Ao Portador 

Quando não consta o nome a quem o cheque é destinado, ou seja, qualquer pessoa pode sacar o valor ou depositá-lo. Este tipo só vale para valores até R$100, segundo as regras da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

2 – Nominal

Trata-se do cheque que cita o nome do seu destinatário. Somente esta pessoa poderá descontar o cheque (a não ser que o endosse a outro).

3 – Endossado

É quando o portador (o destinatário de um cheque nominal) coloca no verso da folha o nome do novo favorecido, assinando – endossando – tal transferência.

4 – Cruzado

Sabe aqueles dois traços paralelos, na diagonal, que se vê no canto de um cheque? Pois bem, significa que aquele valor não pode ser sacado, apenas depositado em uma conta. Vale lembrar que os traços podem ser feitos em qualquer lugar, mas normalmente usa-se  no canto superior esquerdo da folha.

5 – Administrativo

É um cheque emitido pelo banco, a pedido do proprietário da conta, em favor de um terceiro. Nesse caso, o destinatário tem a certeza de que o cheque tem fundos (usado em transações com valores muito altos).


6 – Pré-Datado

Neste tipo, negocia-se quando será o depósito, podendo ser em uma data futura. Vale destacar, no entanto, que, legalmente, um cheque é pagável no instante em que é apresentado ao banco, mesmo que tenha sido emitido com data posterior. Ou seja, caso quem recebeu o pagamento decida descontar o valor antes da data combinada e não houver dinheiro na conta para compensá-lo, a instituição pode devolvê-lo e você, se prejudicar.

Como preencher um cheque

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  • – No campo “R$”, escreva o valor do cheque em números

 

  • – Na linha abaixo, escreva o valor do cheque por extenso, que deve ser igual ao valor numérico

 

  • – Na linha iniciada com “a”, escreva para quem está realizando o pagamento (quem poderá descontar o cheque)

 

  • – Nos traços em branco (______,___de_________de______), coloque a cidade e data em que você está preenchendo o cheque

 

  • – Por último, assine o cheque, na linha logo abaixo da data. Esta assinatura deve ser igual à registrada no momento em que abriu a sua conta

Dicas de Segurança

  • – Ao preencher cheques, elimine os espaços vazios e evite rasuras.

 

  • – Procure emitir sempre cheques nominais e cruzados;

 

  • – Anote valores, datas e portadores no canhoto do cheque. Esta atitude economiza dor de cabeça caso algo de errado aconteça com o cheque e também auxilia no controle das suas finanças;

 

  • – Ao receber um novo talão, confira se os seus dados estão corretos;

 

  • – Leve com você apenas algumas folhas de cheque e não todo o talão;

 

  • – Nunca deixe no talão cheques assinados!

 

  • – Se a conta foi, por algum motivo, desativada, destrua os talões atrelados a ela;

Você sabia? 

  • – A idade mínima para se possuir um talão de cheques é de 16 anos, mediante autorização de um responsável.

 

  • – As folhas de cheques têm validade de seis meses a partir da data de confecção pelo banco.

 

  • – Sustar um cheque não significa deixar de pagá-lo, pois não te livra de ser protestado por quem recebeu o cheque que você sustou – exceto nos casos de perda, furto ou roubo, com a apresentação de boletim de ocorrência.

Cheque sem fundo: Um problemão!

Quando um cheque volta por não ter fundos, o dono da conta pode quitar a dívida, regularizando imediatamente a sua situação. Caso a pessoa não pague e volte a ser cobrada, o banco inclui seu nome no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) do Banco Central.

Fica a critério do banco fechar ou não a conta do devedor, que, por Lei, não poderá mais emitir nenhum cheque em seu nome.

E para tirar seu nome do CCF… 

Para sair dessa enrascada, é preciso solicitar, no banco, a exclusão de seu nome do CCF, por carta, e comprovar o pagamento da dívida. Isso só é feito mediante apresentação do cheque que deu origem à inclusão; do extrato da conta com o registro do débito do cheque e da declaração do beneficiário (pessoa que recebeu o cheque sem fundos), validando em declaração autenticada no cartório que a dívida foi quitada.

E esse processo custa dinheiro! Desde uma taxa exigida pelo Banco Central até o valor dos serviços fornecidos pelo banco, para garantir a saída do seu nome do CCF, que variam de instituição para instituição.

 

Saiba Mais:

5 Passos para alcançar a estabilidade financeira

7 atitudes para não se endividar com o cartão de crédito

Empréstimo de nome: como não cair nessa cilada

 

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