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09 outubro 2014

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Você sabia que existe uma diferença entre consumo e consumismo?

Enquanto o primeiro é algo que todo mundo faz, a simples aquisição de bens necessários para a nossa sobrevivência  e necessidades do dia a dia,  o segundo é o ato de comprar em excesso e gastar demais com um item supérfluo, ou seja, que você não precisa.

 

Supérfluo ou necessário?

Na hora de diferenciar o consumo do consumismo, a dúvida normalmente cai sobre a diferença entre precisar e desejar algo. Afinal, você pode já ter um sapato preto, mas deseja ter mais um, de outro modelo. Este novo par de sapatos seria um gasto supérfluo? A resposta depende da sua realidade financeira. É o que ensina Fábio Gallo, professor de finanças da PUC-SP e da FVG “o importante é basear-se no quanto você possui para descobrir se a compra que pretende fazer é, ou não, supérflua. Afinal, comprar mais do que ganha é indiscutivelmente um ato impulsivo. Por isso, reflita sempre: será que este gasto é realmente necessário, dentro dos meus limites financeiros?”
Para facilitar o entendimento, lembre-se do ditado, tudo o que é demais faz mal. Enquanto o consumo é algo saudável e natural, o consumismo pode prejudicar – e muito! – a sua conta bancária. Para saber que tipo de consumidor é você, faça o teste e descubra em qual perfil você se encaixa. Abaixo, veja como não deixar que o impulso de compra afete sua saúde financeira.

 

8 dicas para evitar o consumo supérfluo e garantir sua saúde financeira

1- Analise sempre o porquê da compra. Se ela for apenas um prazer momentâneo, avalie bem a situação. Quer um exemplo? Ao contratar o pacote com todos os canais da TV a cabo, você parou para pensar se vai mesmo assistir a todos eles?

2- Ao sentir vontade de comprar algo por impulso, experimente deixar a aquisição para o dia seguinte. A vontade, muitas vezes, terá passado. Aqui, você encontra táticas para driblar a tentação de compra.

3- Sempre que voltar de suas compras (supermercado, shopping, etc.), questione-se: eu gastei tudo que tinha planejado? Se a resposta for não, procure entender o porquê do excesso.

4- Quando em dúvida, peça a opinião de outras pessoas. Pode ser que a opinião de alguém que pense diferente de você acabe sendo um ótimo conselho para te ajudar a definir se este gasto é necessário ou supérfluo.

5- Tenha um plano B. Se saiu para comprar algo, mas o preço do item pode prejudicar seu orçamento, considere pesquisar em outros lugares, esperar um pouco mais antes de comprar ou optar por versões similares e mais em conta.

6- Redobre a atenção com o cartão de crédito. Se você achar que não conseguirá pagar a fatura cheia no mês seguinte, não faça a compra.

7- Se for comprar algo sujeito a parcelamentos longos, avalie a necessidade e sua capacidade de honrar as prestações até o fim.

8- “Faça o orçamento ABCD: separe seus gastos em A (alimentação da família). B (básico), como aluguel, água, luz, gasolina, C (contornável), gastos que você pode cortar em uma situação apertada, como TV a cabo, assinatura de revista, academia e D (desnecessário), gastos que são questionáveis como anuidade de vários cartões”, sugere Fábio Gallo. Dessa forma, consegue visualizar melhor o que é supérfluo e o que é necessidade, facilitando sua escolha na hora de optar pelo que gastar.

 

Saiba mais:


11 dicas para descobrir se você é um consumidor impulsivo

 

Natália Chagas

Natália Chagas

Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

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