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14 julho 2016

Contratar empréstimos é uma prática comum para muitos brasileiros, mas muitos se descontrolam e acabam inadimplentes. Saiba como evitar isso!

Conseguir um dinheiro extra em um momento de aperto financeiro pode ser a única saída para tirar o bolso do sufoco. São nessas horas que anúncios e propagandas como: “Empréstimo Pessoal Fácil!”, “Dinheiro Agora, sem Burocracia!” aparecem como alternativas rápidas e simples de se resolver o problema para muitos. Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em conjunto com a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, 35,4% dos consumidores brasileiros possuem algum tipo de empréstimo, e desses, 41,6% são destinados para pagar outras dívidas.

Ou seja, as pessoas estão se endividando para pagar o que já estão devendo, como faturas do cartão de crédito atrasadas, prestações de lojas vencidas e até mesmo outros empréstimos não pagos que foram adquiridos no passado.

Porém, essa prática pode se tornar perigosa para a vida financeira de quem a utiliza. Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, “Quando a pessoa precisa de uma nova dívida para resolver outra dívida mais antiga, algo está errado e mostra que as finanças do consumidor estão desequilibradas. Neste momento, é preciso rever hábitos de consumo e atitudes do dia a dia para efetivamente controlar as finanças antes de partir para tomar novas dívidas”.

Por isso, preparamos dicas e orientações importantes para você não se enrolar quando contratar um empréstimo pessoal e evitar ao máximo a inadimplência. Confira abaixo!

1. Antes de tudo, analise e organize suas finanças

O empréstimo nunca deve ser a sua primeira opção. Por isso, algumas ações são muito importantes antes de tomar um empréstimo, seja pessoal ou consignado. Contrair uma dívida é uma ação séria e pode trazer consigo diversos riscos. Antes de considerar um empréstimo, é mais do que necessário analisar de maneira detalhada a sua situação financeira na busca por alternativas.

Comece organizando suas finanças: faça uma planilha, coloque todas as suas despesas e dívidas de um lado e as receitas de outro e veja como está a sua condição. Se precisar, você pode contar com a ajuda do nosso simulador de diagnóstico financeiro, que te auxiliará a entender como está a situação de sua vida financeira. Controle seus gastos pessoais, faça trocas inteligentes e verifique o que pode ser cortado de seu orçamento. Em muitos casos, há uma surpresa positiva quando organizamos as nossas finanças e percebemos o quanto pode ser cortado. Estruturar a sua organização financeira e passar a ter uma vida regrada pode ser a saída que você está precisando, dispensando assim a necessidade de recorrer a um empréstimo. Se isso não for suficiente, avalie a possibilidade de vender algum bem para evitar o empréstimo, como um automóvel ou um eletrodoméstico. Caso não seja, avalie se o empréstimo é mesmo necessário, pois em diversos casos, como na compra de bens, é melhor juntar o dinheiro e pagar a vista.

2. Quando pegar um empréstimo é uma boa opção

Parece bem óbvio que contrair dívidas muitas vezes não é o mais recomendável para manter uma boa saúde financeira. Porém, dependendo das circunstâncias, tomar um empréstimo pode ser a melhor alternativa no momento. Se você está envolvido com outra dívida que possui uma taxa muito alta de juros, como cheque especial ou rotativo do cartão de crédito, contratar um empréstimo pessoal ou consignado e utilizar o dinheiro para saldá-la pode ser uma solução. Os juros cobrados nestas modalidades são mais baixos do que em outros tipos de crédito. Para verificar isso, você pode contar com a ajuda do simulador troca de dívidas que mostrará quanto será economizado ao se realizar essa troca de dívidas.

Dessa forma, o objetivo é estar trocando uma dívida com juros maiores por uma dívida mais barata e fácil de ser controlada. Mas é sempre bom ficar atento e fazer a comparação entre as taxas de juros para ter certeza que está fazendo um bom negócio. E cuidado com as modalidades de empréstimos oferecidas para negativados. Elas têm taxas de juros inclusive maiores do que aquelas do cartão de crédito. A título de comparação, as taxas no cartão de crédito estão em média em 470%. As taxas para negativados, no entanto, ultrapassam os 900% ao ano.

3. Compare as alternativas, negocie condições e pesquise

Lembre-se que dinheiro emprestado também é um produto – neste caso, financeiro – como qualquer outro e, por isso, é preciso conhecer muito bem as condições oferecidas por cada banco ou financeira comparando taxas e juros oferecidos no mercado.

Infelizmente, muitos acabam não prestando atenção nisso. Muitas vezes, por já estarem com o nome sujo, muitas pessoas se precipitam e pegam o empréstimo no primeiro lugar em que conseguem. Entretanto, nem sempre a instituição escolhida irá oferecer as melhores condições de taxas e juros disponíveis, o que acaba fazendo você pagar ainda mais caro.

Logo, a dica é ir atrás de todas as opções existentes no mercado, comparando o que elas oferecem, negociando as condições com o profissional responsável até encontrar uma alternativa que se encaixe no que você precisa.

4. Saiba tudo sobre as condições do empréstimo

Um ponto essencial sobre qualquer empréstimo é saber exatamente quais serão as implicações que ele trará. Esqueça aquela famosa forma de tomar dinheiro, que “Cabe no seu bolso” olhando somente o valor das parcelas. Mais do ter em mente qual será a taxa de juros, aqui o importante mesmo é conhecer qual será o CET (Custo Efetivo Total) da operação. Ele é um indicador muito mais completo para ser usado na comparação de empréstimos oferecidos por instituições diferentes, pois mostra valor total de tudo que será cobrado de quem contrair o empréstimo, incluindo os juros, as diversas tarifas envolvidas, tributos e outros. É necessário um cuidado muito grande, já que altas taxas de juros podem levar ao superendividamento e arruinar a sua vida financeira. Além disso sempre faça a conta do valor total a ser pago ao final de todo o parcelamento.

Além disso, é importante não só considerar o valor do CET, mas também as condições de pagamento e parcelamento oferecidas. Empréstimos consignados são mais baratos, mas por ter o seu pagamento descontado diretamente no saldo de conta corrente da pessoa, ele pode causar surpresas indesejáveis e descontrole financeiro em algumas situações.

5. Desconfie quando as condições forem “boas demais”

Optar por instituições financeiras menores em vez de bancos pode ser uma alternativa a se considerar, já que estas geralmente dificultam menos a contratação de empréstimos e oferecem facilidades, como não pedir por comprovação de renda, por exemplo.

Porém, é importante desconfiar quando aparecerem condições “boas demais para ser verdade”. Normalmente, empresas que oferecem benefícios muito diferentes da realidade praticada pelo mercado podem estar escondendo algo. Atrás de anúncios prometendo “Empréstimo Rápido e Fácil”, podem existir como a cobrança de juros muito maiores do que o normal, o que irá prejudicar mais a pessoa que contratar o empréstimo. Um exemplo disso é o empréstimo para negativados que podem ter taxas de juros altíssimas para compensar a facilidade de aprovação.

6. Utilize a ajuda de um simulador de empréstimos

Uma ótima ferramenta para se verificar como será, de fato, as condições e o impacto de um empréstimo no seu bolso é a simulação de empréstimos. Qualquer empresa financeira deve fornecer essa simulação a seus clientes: para obtê-la, basta pedir ao gerente responsável ou pelo atendimento online.

Só com a simulação será possível analisar de fato se o empréstimo é compatível com sua necessidade e capacidade de pagamento.

Mas lembre-se: o ideal mesmo é tentar não precisar recorrer a nenhuma dívida adicional. Por isso, evite fazer compras parceladas e só adquiria algum bem ou serviço quando tiver certeza que poderá pagar dentro de seu planejamento. Dessa forma, você economiza com os juros e se protege de qualquer dor de cabeça futura.

7. Planeje-se para pagar as parcelas

Fundamental para que estas dicas gerem resultados é você ter um planejamento. Portanto, se o empréstimo for realmente necessário, é importantíssimo que você saiba exatamente como essa nova dívida irá impactar no seu orçamento. Se as parcelas do empréstimo forem pesadas para o orçamento você terá que cortar outras despesas até que esta situação passe, afinal se nada for feito, se não apertar o cinto de verdade, o perigo da inadimplência se torna real e complica ainda mais a sua situação como endividado. Uma situação de descontrole pode fazer com que seu nome possa ficar sujo. Lembre-se que seu maior bem é a sua reputação, seu nome, então evite a negativação, não é bom para você, não é bom para sua família.

Agora que você já sabe como contratar um empréstimo na maneira certa, aproveite também e aprenda a lidar com cartão de crédito do jeito certo.

 

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