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05 maio 2015
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Veja dicas de ações práticas para sobreviver à crise econômica do país sem sofrer tanto com a tuburlência

Reconhecer uma crise nem sempre é fácil. Adaptar-se às mudanças que ela exige, então, é ainda mais complicado. O primeiro passo, pelo menos, quase metade dos brasileiros parece ter dado. Segundo pesquisa recente do SPC Brasil, 47 por cento dos entrevistados entendem que o cenário econômico deste ano será pior quando comparado ao do ano passado. E o que podemos fazer para viver melhor nesta nova realidade:

Veja abaixo algumas ações e comportamentos a serem adotados para sobreviver à crise econômica. “Quem se adaptar a esta nova realidade e agir com inteligência e cautela financeira certamente passará por este momento sem sentir a crise de maneira tão forte”, garante o educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

 

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7 atitudes para não sofrer (tanto) com a crise

 

1 – Prevenir é melhor do que remediar

Adotar uma atitude preventiva é o primeiro passo: organizar as contas, tomando conhecimento efetivamente dos gastos e das rendas, entendendo melhor o que deve ser mantido e/ou cortado; habituar-se a fazer um planejamento de médio e longo prazo, para antever gastos extras com datas comemorativas ou impostos; e envolver a família, conscientizando todos os membros de qual a situação econômica da casa e como devem participar para melhor contribuir. “Quando o cenário está calmo, você tem a confiança de que seguirá no emprego no dia seguinte e gasta quase o salário todo. Do jeito que estamos, é preciso uma cautela maior do que nos períodos de bonança. Na época que estamos vivendo, o orçamento justo por conta de gastos e parcelas pode ser estourado devido a aceleração da inflação,” alerta Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

 

2 – Esqueça o mundo mágico do crédito fácil

A facilidade de crédito faz com que muitos utilizem o cheque especial ou cartão de crédito no orçamento mensal com tanta frequência a ponto de esquecer quem é o dono do dinheiro… o banco! Em tempos difíceis, as instituições financeiras, precavidas, endurecem o jogo e dificultam a concessão de novos empréstimos, além de aumentarem os juros. “Quem se acostumou a complementar o orçamento dessa maneira vai ficar cada vez mais enrolado. Comtaxas mais altas, então,tudo passa a ser ainda mais prejudicial”, adverte Vignoli. Organize-se o quanto antes para não precisar ou se livrar dessa renda extra. E esqueça, por enquanto, de empréstimos ou compras parceladas. “Tem muita tente dizendo que é hora de comprar carro, apartamento e outras coisas. Se forem condições interessantes e houver dinheiro para pagar o máximo a vista, tudo bem. Se for para fazer uma dívida, é ruim. Qualquer compromisso de longo prazo agora corre o risco de virar um caso de inadimplência”, analisa Marcela.

 

3 – Será que eu preciso disso?

Em momentos de crise, meter a mão no bolso, só em caso de necessidade. Evite as compras impulsivas e pense bem antes de adquirir qualquer coisa. Quase como um mantra, repita para você mesmo: será que preciso disso? “É hora de reduzir gastos supérfluos”, sentencia, sem meias verdades, Marcela. A especialista estende o raciocínio, inclusive, para o lazer. “Se você estava acostumado, por exemplo, a pedir uma pizza toda sexta, com essa inflação, talvez fosse melhor reduzir para duas ou três vezes por mês. O mesmo vale para o mercado. Considere o que de fato precisa e consome, busque locais mais baratos e evite gastos exagerados”. É uma questão de bom senso. “Não precisa dar um ‘pause’ na sua vida, mas é hora de reduzir o gasto excessivo. Tem que tomar muito cuidado inclusive com os pequenos gastos. Caso contrário, depois somará tudo e descobrirá que, de cafezinho em cafezinho, gastou muito mais do que poderia. E aí?”, questiona Vignoli.

 

4 – Pesquise, pesquise e… pesquise!

Para gastar com responsabilidade, a melhor dica continua sendo a mais antiga: pesquisar o melhor preço. Depois de organizar as contas, planejar o orçamento, envolver a família, entender que o crédito não é uma opção miraculosa e definir se deve mesmo comprar ou não determinado item, só resta vasculhar o mercado pelo produto mais em conta. “Nem todo mundo ajusta os preços ao mesmo tempo. Quem procura pode, sim, conseguir preços mais baixos. Claro que não adianta comprar no primeiro supermercado que aparece ou no mais conveniente, aquele do lado de casa”, explica Marcela Kawauti. Uma estratégia valiosa é conferir os preços de lojas e supermercados em seus respectivos sites oficiais. Alguns itens têm até descontos especiais quando comprados virtualmente.

 

5 – Tenha determinação

Ok. Você precisa mesmo adquirir determinado item. Já pesquisou exaustivamente e encontrou o melhor negócio. Parece simples, portanto, seguir para o próximo passo e comprar. Não se engane. As tentações continuam até o último segundo da aquisição. Tanto no mundo real, a caminho da loja ou do supermercado, como no mundo virtual, reino das promoções relâmpago e anúncios direcionados. Aqui é realmente uma questão de atitude. Definida sua compra, não hesite. Na rua, leve o dinheiro em cédulas, contadinho. Ou mesmo o cartão, mas consciente de que deverá usá-lo apenas para aquele fim. Na internet, ignore as ofertas de itens que não precisa e seja firme. “Em resumo, saia determinado a comprar só o que projetou comprar. Siga estritamente o plano. Isso vale tanto para o lazer como para lista do supermercado”, ensina Vignoli.

 

6 – Faça um pé de meia

Se sobrou um dinheiro – e justamente porque assimilou todas as atitudes anteriores – por que não premiar a si mesmo com um mimo ou uma refeição especial? Parece justo, mas em um momento de crise econômica isso tem que ser feito com muita cautela. Você até pode direcionar uma parte da poupança para aproveitar um momento especial, como uma viagem por exemplo. Mas é importante não comprometer toda a sua reserva com isso. “Está na hora de todo mundo fazer uma reserva financeira. Por causa da crise, pela incerteza, essa de que ninguém sabe para onde vai a inflação, é preciso ter algo separado para imprevistos”, avisa Marcela. “Hoje essa é uma medida mais importante do que seria no ano passado. Antes estava tudo certo, todo mundo feliz, empregado, mas agora muitos foram demitidos e os que estão empregados não sabem o que vai acontecer. É hora de frear o consumo para passar com calma por essa turbulência”, acrescenta.

 

7 – Não esqueça de também… se divertir

Tempos duros são também tempos para reflexão e transformação. Todas essas atitudes ajudam não só a passar pela crise sem sofrer tanto, como a entender o porquê de tantos gastos desnecessários e como é possível viver sem pensar apenas em dinheiro. A penúria do país não te impede de sair de casa ou fazer atividades divertidas. Basta parar de atrelar “gasto” com “prazer” e “lazer”. “Todos precisamos rever nossos hábitos de consumo e, mais do que isso, os hábitos de vida. Podemos encontrar a satisfação não apenas na aquisição ou ostentação de alguma coisa”, finaliza Vignoli. Vale tentar, por que não?

 

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